Com as festas de fim de ano se aproximando, é esperado um aumento na atividade turística em muitas capitais do Brasil, o que é extremamente relevante para o comércio, incluindo o ambulante.
Entretanto, a prefeitura de Belo Horizonte acabou excluindo os chamados caixeiros, que são trabalhadores de rua que vendem apenas bebidas em caixas térmicas, do evento de iluminação de Natal da Praça da Liberdade.
A decisão atraiu insatisfação não apenas dos comerciantes, mas também da Associação dos Trabalhadores Ambulantes, o que resultou no planejamento de uma manifestação no local.
Contudo, conforme divulgado pelo portal O Tempo, o representante da categoria, Adjailson Severo, relatou que o ato foi suspenso depois que a prefeitura agendou uma reunião com os trabalhadores.
Em entrevista, Adjailson afirmou que o evento vinha sendo amplamente aguardado pelos ambulantes por se tratar de uma excelente fonte de renda, dadas as proporções, e reforçou que o espaço onde ocorre a celebração é público.
Prefeitura mantém decisão, mas alega dialogar com ambulantes
Em resposta ao ocorrido, a Prefeitura de Belo Horizonte declarou não ter incluído os caixeiros entre os ambulantes liberados para trabalhar no evento pois, conforme legislação vigente, eles “só podem atuar em manifestações espontâneas, como no Carnaval ou no entorno dos estádios de futebol” (via O Tempo).
O órgão destacou ainda que mantém diálogo com a Associação dos Trabalhadores Ambulantes da região, tendo repassado todas as informações aos representantes, e que foram selecionados pelo menos 90 vendedores para atuar em rodízio no evento.
De acordo com a Prefeitura, haverá limite de 30 por dia, com o intuito de manter a fluidez do trânsito de pessoas e veículos, e os comerciantes selecionados atuam principalmente no ramo alimentício.
Já o governo de Minas Gerais, que é o responsável pela organização da iluminação das luzes de Natal na Praça da Liberdade, afirmou que a competência da decisão sobre a atuação dos ambulantes cabe à Prefeitura local.




