Após tentar violar a tornozeleira eletrônica, a qual foi condenado a utilizar desde agosto deste ano, na última sexta-feira (21), o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro teve sua prisão preventiva decretada pelas autoridades.
A decisão, por sua vez, levantou questionamentos, sobretudo porque, além de sua idade avançada e da condição de ex-presidente, Bolsonaro vem enfrentando crises de saúde que inviabilizariam sua permanência em um presídio convencional.
Em entrevista ao CNN Newsroom, o especialista em Direito Penal, Fernando Capano, afirmou que existem três principais possibilidades para a detenção de Bolsonaro, com base em casos anteriores semelhantes.
Vale lembrar que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por exemplo, cumpriu pena pena em uma sala reservada na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, enquanto o ex-presidente Michel Temer ficou detido no Batalhão de Choque da Polícia Militar em São Paulo.
Sendo assim, é provável que Bolsonaro seja encaminhado para instalações da Polícia Federal ou para o quartel da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. Contudo, segundo Capano, um estabelecimento militar também está entre as opções.
De curiosidade a surto: por que Bolsonaro violou a tornozeleira?
O sistema do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME) emitiu o alerta de que a tornozeleira utilizada por Jair Bolsonaro havia sido violada por volta da meia-noite de sábado (22). Em primeira declaração, o ex-presidente alegou curiosidade.
Todavia, durante a audiência de custódia, ele alegou ter tido “alucinações” por conta de medicamentos que tem tomado. Bolsonaro também afirmou ter comunicado os agentes de custódia sobre o ocorrido.
De acordo com o documento da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape), a tornozeleira estava extremamente avariada. Em depoimento, Bolsonaro informou ter utilizado um ferro de solda para tentar abri-la.
No último domingo (23), foi encerrado o prazo para a apresentação dos últimos recursos pelas defesas de Bolsonaro e outros réus condenados na ação penal da trama golpista. Caso todos sejam rejeitados, as prisões serão executadas.




