O número de crianças internadas após ataques de cães tem crescido de forma significativa no Brasil, acendendo um sinal de alerta entre especialistas em saúde. Dados recentes repassados à imprensa sobre um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) apontam que as hospitalizações aumentaram 43% em um período de cinco anos, indicando uma tendência preocupante que vai além de casos isolados.
De acordo com levantamento, foram registradas 1.361 internações em 2025, contra 949 em 2020. O avanço expressivo reforça a necessidade de atenção redobrada por parte de famílias e autoridades de saúde.
Crianças estão entre as principais vítimas
Especialistas destacam que crianças pequenas são as mais vulneráveis a esse tipo de acidente. Isso ocorre porque, muitas vezes, elas ainda não conseguem interpretar sinais de comportamento dos animais ou se defender em situações de risco.
Os ferimentos também tendem a ser mais graves nessa faixa etária, atingindo principalmente regiões como rosto, lábios e nariz, áreas sensíveis que podem exigir reconstruções complexas e acompanhamento médico prolongado.
Acidentes acontecem dentro de casa
Ao contrário do que muitos imaginam, a maior parte dos ataques não ocorre na rua, mas dentro do próprio ambiente doméstico. Em muitos casos, os cães envolvidos são conhecidos da família, o que pode gerar uma falsa sensação de segurança.
Situações comuns incluem crianças brincando próximas ao animal, aproximando o rosto ou tocando em áreas sensíveis, o que pode provocar reações instintivas de defesa.
Impactos vão além das lesões físicas
Além dos danos imediatos, especialistas alertam para consequências de longo prazo. Em casos mais graves, as vítimas podem desenvolver sequelas funcionais, como dificuldades para falar ou se alimentar e impactos psicológicos relacionados ao trauma.
Há ainda riscos de infecções e doenças transmitidas por mordidas, como a Raiva, que exige tratamento imediato para evitar complicações graves.
Prevenção é o principal caminho
Diante do aumento dos casos, profissionais de saúde reforçam que a prevenção é a estratégia mais eficaz. Entre as recomendações estão:
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Nunca deixar crianças pequenas sozinhas com cães
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Ensinar limites na interação com animais
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Evitar contato direto com o focinho ou olhos do pet
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Utilizar coleira e, em alguns casos, focinheira em locais públicos
A SBCP já lançou a companha “Crianças e Pets: Convivência segura” com o objetivo de alertar sobre os riscos de ataques de cães contra crianças e consientizar a população para adotar medidas de cuidado nas ruas e em casa.





