Atrás apenas da Ásia e da América, a África é um dos maiores continentes do mundo, com uma extensão territorial que chega a aproximadamente 30 milhões de km². Entretanto, este território pode acabar encolhendo nos próximos anos.
Isso porque, de acordo com uma matéria publicada pelo portal National Geographic, especialistas desconfiam que o continente pode estar se dividindo em dois, perdendo assim seu “ombro oriental”.
As suspeitas surgiram depois que uma fenda colossal surgiu subitamente no sudoeste do Quênia, rasgando a autoestrada Nairobi-Narok. Embora as hipóteses mais bem aceitas apontem as chuvas fortes e atividade sísmica da região como as principais causas, a possibilidade da divisão da África não foi descartada.
Mais do que isso, especialistas acreditam que água pode se infiltrar pela fenda, empurrada pelo magma que brota das profundezas, e dar origem a um novo oceano, que por sua vez transformará a Etiópia, Somália e partes do Nordeste africano em uma grande ilha.
Vale lembrar que esse tipo de ocorrência não é incomum, considerando que há inúmeros registros históricos da separação de continentes. Por isso, embora a erosão seja apontada como o principal fator, há base científica para considerar a fenda um fenômeno geológico histórico.
Localização da África no globo justifica ocorrência de fenômeno
Considerada uma via crucial para o transporte de produtos agrícolas e mercadorias, a autoestrada Nairobi-Narok está situada no Grande Vale do Rift, que é uma falha tectônica onde as duas placas que dividem a África se separam.
Por conta disso, a geologia da região é extremamente instável, ficando mais propensa a fissuras no solo. Sendo assim, independentemente da origem da fenda que se abriu em 2018, sua ocorrência era inevitável.
Todavia, levando em conta sua importância, a autoestrada Nairobi-Narok se tornou alvo de inúmeros esforços para garantir sua modernização, recebendo melhorias para aumentar a conectividade e, com isso, evitar que o comércio seja interrompido por adversidades.




