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A ideia ultrassecreta dos EUA de explodir a Lua com bombas

Projeto militar da Guerra Fria previa detonar uma bomba nuclear na superfície lunar para produzir um clarão visível da Terra e demonstrar poder diante da União Soviética

Por Sofia Volpi
08/04/2026
Em Geral
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Lua

O homem pisou na lua pela primeira vez em 1969. Foto: Nasa

Os EUA chegaram a estudar, no fim dos anos 1950, a possibilidade de explodir uma bomba nuclear na Lua. O plano ficou conhecido como Projeto A119 e aparece no documento “A Study of Lunar Research Flights”, ligado à Força Aérea americana. 

O texto mostra que a proposta incluía avaliar os efeitos de detonações nucleares nas proximidades da Lua e a visibilidade do fenômeno a partir da Terra.

A ideia nasceu em plena Guerra Fria, quando a disputa espacial com a União Soviética já tinha virado questão estratégica e simbólica. 

Décadas depois, Leonard Reiffel, físico que liderou o estudo, disse ao The Guardian que o principal objetivo era produzir um efeito de propaganda, um gesto de força capaz de ser visto da Terra e de melhorar a imagem dos EUA na corrida espacial.

Foto: Nasa

O que o projeto previa na Lua

O estudo analisava como uma explosão nuclear poderia ser observada da Terra e que tipo de informação científica poderia ser obtida com isso. 

O documento também menciona interesse em temas militares, como investigação do ambiente espacial, detecção de testes nucleares e capacidade de uso de armas no espaço.

Segundo o relato de Reiffel, a explosão seria pensada para ocorrer perto da borda da parte escura da Lua, de forma que a nuvem de poeira fosse iluminada pelo Sol e pudesse ser vista aqui da Terra. Ele também afirmou que, naquele momento, a operação era considerada tecnicamente viável.

Por que o plano não foi adiante

O projeto acabou abandonado e Reiffel afirmou que havia preocupação com o custo científico de destruir um ambiente lunar ainda intocado e disse mais tarde que ficou horrorizado com a possibilidade de um gesto desse tipo ter sido considerado.

Além disso, o próprio avanço da corrida espacial mudou o cálculo político. Em vez de um clarão nuclear na Lua, os Estados Unidos acabariam buscando um feito muito mais poderoso do ponto de vista simbólico: o pouso tripulado.

O que esse episódio revela

O caso ajuda a mostrar até onde a lógica da Guerra Fria chegava. A Lua, que depois se tornaria símbolo da conquista espacial, chegou a ser tratada como palco possível para demonstração militar. O Projeto A119 não foi executado, mas ficou como um dos exemplos mais radicais de militarização imaginada para o espaço.

 

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Sofia Volpi

Sofia Volpi

Comunicadora, jornalista em formação. Apaixonada por esportes e cultura, colunista.

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