Uma família teve uma tarde tranquila neste final de semana interrompida com um susto: a aparição de uma das espécies de cobra mais venenosas do Brasil escondida no quintal da casa deles, no município de São José, em Santa Catarina.
Segundo informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM) de Santa Catarina, socorristas foram acionados por volta das 14h do último sábado (14) para realizar o resgate do réptil. Ao chegar no local, os agentes constataram o intruso: uma cobra coral-verdadeira, de 25 centimetros, camuflada sob uma camada de brita no jardim da residência.
Após constatarem a espécie do animal e a raça, a equipe realizou seu resgate, garantindo a segurança deles mesmos, dos residentes da casa e da própria cobra, que foi capturada e logo depois solta e uma área apropriada, afastada de outras áreas residênciais. Esse tipo de encontro, apesar de assustador, não é incomum em regiões próximas a áreas verdes. A coral-verdadeira tem hábitos discretos e costuma viver em ambientes de mata, mas frequentemente aparece em quintais, jardins e terrenos baldios de bairros residenciais, especialmente em cidades do Sul e Sudeste do Brasil.
A mais venenosa
A coral-verdadeira é considerada a cobra mais venenosa do Brasil, possuindo a neurotoxina mais potente entre as serpentes brasileiras. O veneno dela bloqueia o sistema neuromuscular, causando paralisia dos músculos, incluindo o diafragma, o que leva à parada respiratória e, se não tratato a tempo, a morte. Os primeiros sintomas de uma picada incluem dormência no local, visão turva e dificuldade na fala. Com o avanço da peçonha pelo organismo, a paralisia muscular se intensifica progressivamente, podendo chegar ao coração e ao diafragma.
Apesar disso, a coral-verdadeira não é considerada a mais letal entre as serpentes brasileiras devido ao índice relativamente baixo de ataques e menor letalidade clinica do veneno. Nesse caso, a coral ainda perde para a cascavel (a mais letal), pois seu veneno precisa de tratamento com soro e é mais agressivo, e a jararaca (a mais perigosa), que é a maior causa de mortes de pessoas anualmente, sendo a responsável por 90% dos incidentes por ataques de serpentes peçonhentas no país.
Ao avistar uma cobra, a orientação dos especialistas é clara: não tente identificar a espécie, não se aproxime e não tente capturar o animal. Em ambiente urbano, acione o Corpo de Bombeiros. Em caso de picada, busque atendimento médico com urgência. O soro antiofídico precisa ser administrado o quanto antes para evitar complicações graves.





