Com 192 anos de operação ininterrupta no Brasil, a AngloGold Ashanti desafiou a lógica tradicional do mercado de trabalho. A mineradora, que iniciou suas atividades ainda na época do Império, implementou recentemente a jornada de trabalho de quatro dias, a escala 4×3, para suas equipes administrativas.
Analistas apontam que a iniciativa pioneira, que reduziu a carga horária semanal de 44 para 40 horas sem cortes salariais, resultou em um aumento de 35% no faturamento da companhia e na aprovação de 90% dos colaboradores. O modelo, que concede três dias de folga consecutivos (sexta a domingo), foi estruturado para promover o equilíbrio entre vida pessoal e profissional dos funcionários.
Do império à era da IA
Fundada em 1834, a AngloGold Ashanti é a empresa em atividade contínua mais antiga do país. Sua longevidade é atribuída à sua capacidade de adaptação. Enquanto mantém a extração de ouro em profundidades que ultrapassam 1.600 metros na Mina de Cuiabá, a companhia integra tecnologias de Indústria 4.0, como inteligência artificial e conectividade total via Wi-Fi no subsolo.
“Somos uma empresa que, ao longo desses anos, tem se mostrado bastante adaptativa… Mesmo com 190 anos, nosso espírito jovem continua jovem”, declarou Marcelo Pereira, CEO da empresa.
Revolução na escala 4×3
O novo modelo de trabalho foi implementado inicialmente como um projeto piloto no escritório administrativo em Nova Lima, em Minas Gerais, abrangendo cerca de 500 funcionários. A jornada concentra-se de segunda a quinta-feira, com turnos de 10 horas diárias.
Para as operações de subsolo, onde a continuidade é crítica para a saúde da empresa, foi adotada a escala 4×4. Ou seja, quatro dias de trabalho e quatro de folga, ajustando as horas diárias para manter o bem-estar sem interromper a produção.
Destaque na sustentabilidade
Além dos ganhos operacionais, a AngloGold Ashanti reforçou seu compromisso com práticas do Ambiental, Social e Governança (ESG). O Relatório ESG Latam 2024 destacou uma redução de 63% nas emissões de gases de efeito estufa em relação a 2021 e a introdução da primeira carregadeira subterrânea elétrica do Brasil.




