A nova Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, está com 66% das obras concluídas e deve receber os primeiros detentos ainda neste ano. Segundo a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), a previsão é que o prédio seja finalizado na primeira quinzena de dezembro, permitindo uma ocupação gradativa antes do fim de 2026.
Com um investimento recorde de R$ 261,9 milhões, o complexo prisional terá capacidade para 1.650 vagas exclusivas para o público masculino. A estrutura, que ocupa uma área construída de 25.300 metros quadrados, é dividida em dois prédios principais, totalizando 234 celas distribuídas em oito galerias.
A obra, executada pela empresa Verdi Sistemas Construtivos, encontra-se em fase de acabamento, com foco na instalação de sistemas elétricos, reservatórios de água e conclusão das muralhas de segurança.
Segurança
De acordo com o governo do Rio Grande do Sul, o novo estabelecimento incorpora medidas rigorosas de segurança para coibir a criminalidade interna. Assim como na Cadeia Pública de Porto Alegre, as celas da nova penitenciária não terão tomadas, uma medida destinada a impedir o uso de aparelhos eletrônicos não autorizados pelos detentos.
O projeto prevê ainda isolamento térmico e a instalação de umidificadores nas galerias para garantir o conforto ambiental sem comprometer a segurança.
Quando estiver em pleno funcionamento, a unidade contará com uma equipe de 250 a 260 servidores. O governo estadual já iniciou a movimentação de pessoal, tendo publicado recentemente a nomeação de centenas de novos policiais penais e técnicos administrativos para compor o quadro do sistema prisional da Serra Gaúcha.
Alívio para o sistema prisional
Para os especialistas em segurança pública, a entrega da nova penitenciária é considerada urgente para resolver o déficit de vagas na região. Atualmente, a unidade antiga da Penitenciária Estadual de Caxias do Sul opera sob intervenção judicial devido à superlotação.
Em março deste ano, a Justiça chegou a proibir a entrada de novos presos na unidade antiga, que possui capacidade para 548 vagas, mas opera com mais de 1.200 detentos, uma ocupação superior a 218% do limite original.




