A Meta enfrenta uma nova turbulência em sua divisão de Inteligência Artificial (IA) com a saída de Emily Dalton Smith, a executiva responsável pela iniciativa estratégica de IA dentro da empresa. A partida ocorre apenas dois meses após sua nomeação para liderar a transformação interna.
Smith, que anteriormente liderou o produto do Threads, deixa a companhia em um momento em que a empresa é amplamente criticada, com a relação com seus funcionários fragilizada. A reestruturação interna na empresa foi marcada por demissões em massa e forte resistência dos funcionários.
A gestão de Smith coincidiu com uma reorganização agressiva que eliminou aproximadamente 8.000 cargos e realocou outros 7.000 funcionários para unidades de IA, uma medida que gerou comparações internas com um “gulag” devido ao aumento do monitoramento e à perda de autonomia dos trabalhadores.
Colapso trabalhista com IA
A iniciativa sob o comando de Smith visava integrar agentes de IA autônomos nas operações diárias da Meta. O plano incluía o uso de dados de interação dos funcionários, como movimentos de mouse e digitação, para treinar modelos de automação, uma prática que desencadeou petições e críticas abertas dentro da empresa.
Além disso, a Meta foi forçada a desfazer a aquisição de US$ 2 bilhões da startup de IA Manus em abril de 2026, após intervenção do governo chinês. A reversão do negócio impediu a integração da tecnologia avançada da Manus no plano da gigante da tecnologia e esvaziou parte central da proposta de valor que Smith deveria entregar.
Admissão de falhas na liderança
Em comunicado interno, o diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, assumiu a responsabilidade pela gestão da crise, classificando a execução da reestruturação como “atroz”. Bosworth reconheceu publicamente a erosão da confiança dos funcionários e a necessidade de estabilizar o clima organizacional.
Com a saída de Smith, Bosworth assumiu a supervisão direta da divisão de IA. Além disso, a empresa declarou que não há novas demissões em massa previstas para o restante de 2026, focando agora na “retenção de talentos” e na clarificação das trajetórias de carreira dentro das novas equipes de IA.




