A Justiça de Minas Gerais aceitou o pedido de recuperação judicial da Estrela, fabricante de brinquedos como Banco Imobiliário e Jogo da Vida, e de outras sete empresas do mesmo grupo.
A empresa informou ao mercado que o pedido cumpriu todas as exigências da Lei de Recuperação Judicial e Falências. O processo foi protocolado com pressa em maio, depois que uma das empresas do grupo passou a enfrentar um pedido de falência movido em abril pela Ipiranga Factoring.
Com a decisão favorável, os credores ganharam um prazo de 180 dias durante o qual não podem cobrar judicialmente as dívidas envolvidas no processo.
Esse tempo serve para que a empresa organize as contas sem o risco de ser pressionada na Justiça enquanto monta um plano de pagamento.
O peso da dívida
R$ 109,2 milhões, esse é o valor total da dívida pelas oito empresas. A fins comparativos, o valor de mercado da Estrela em maio deste ano girava em torno de R$ 42,7 milhões, menos da metade do que ela deve. Em 2024, último balanço divulgado, a companhia teve prejuízo líquido de R$ 24,3 milhões.
Além da fabricante de brinquedos, fazem parte do processo: Brinquemolde, a Catu Comércio de Cosméticos, a Editora Estrela Cultural, a Estrela Distribuidora de Brinquedos, a JM Comércio e Indústria de Plásticos, e as duas Starcom, a do Nordeste e a principal.
Uma história de quase 90 anos
Fundada em São Paulo em 1937, esta não é a primeira vez que a empresa pede ajuda da Justiça: já passou por recuperações em 2004 e 2008. No auge, chegou a empregar mais de 10 mil pessoas, mas hoje o grupo conta com cerca de 500 funcionários.
O grupo é dono de outras marcas conhecidas de gerações de brasileiros, como Autorama e Ferrorama.
A Estrela garantiu que tudo segue funcionando normalmente durante o processo: fábrica, vendas e administração permanecem nas mãos da própria empresa.




