A Havan está presente na maioria das capitais brasileiras, mas não tem nenhuma loja na cidade de São Paulo, o município mais populoso do país, com 11,4 milhões de habitantes.
O dono da rede, Luciano Hang, explicou o motivo em entrevista:
“A burocracia atrapalha o crescimento, a geração de emprego e o enriquecimento do país”, afirmou o empresário, que define a estratégia de expansão da rede priorizando municípios do interior em vez das grandes capitais.
São Paulo é o segundo estado do Brasil com mais lojas da Havan, com 36 unidades, mesmo número do Paraná.
Só fica atrás de Santa Catarina, estado de origem de Hang, que soma 51 lojas. Mesmo assim, a capital paulista continua sem nenhuma unidade.
Uma estratégia voltada para o interior
A Havan soma atualmente 193 lojas espalhadas pelo Brasil e planeja encerrar 2026 com 200 unidades.
As lojas costumam ser construídas em áreas de até 50 mil metros quadrados, com grandes estacionamentos, formato que dificulta a instalação no centro denso de uma metrópole como São Paulo.
Segundo Hang, cidades com cerca de 20 mil habitantes já entram no radar da empresa, desde que tenham potencial econômico e capacidade de atrair consumidores de municípios vizinhos.
Rio de Janeiro e Minas Gerais seguem o mesmo padrão de São Paulo: a Havan tem lojas no estado, mas nenhuma na capital. O Rio Grande do Sul soma 22 unidades e Mato Grosso, 11. A primeira loja da rede foi aberta em 1986, em Brusque, com apenas 45 metros quadrados.
O que vem pela frente
A meta de 200 lojas até o fim de 2026 prevê sete novas unidades ainda neste ano, segundo dados divulgados pela própria empresa.
Os critérios de escolha das cidades continuam priorizando boa visibilidade, facilidade de acesso e potencial de atrair consumidores de uma região mais ampla, independentemente do tamanho da população local.




