A FIFA deve arrecadar aproximadamente US$ 8,9 bilhões apenas com a realização da Copa do Mundo de 2026, tornando-a a edição mais lucrativa da história do torneio. O valor representa um aumento de cerca de 56% em relação à Copa de 2022, no Catar, que gerou receitas próximas a US$ 7,5 bilhões.
A projeção foi confirmada em relatórios financeiros divulgados pela entidade máxima do futebol e consolidada por análises de mercado realizadas nos últimos meses. O salto nas receitas é atribuído principalmente à expansão do formato competitivo, que passou de 32 para 48 seleções, elevando o número de partidas de 64 para 104.
Quais são as fontes de receita?
Os direitos de transmissão permanecem como a principal fonte de receita, com projeções entre US$ 3,92 bilhões e US$ 4,26 bilhões. Somente nos Estados Unidos, os contratos com Fox Sports e Telemundo somam mais de US$ 945 milhões, impulsionados por bônus relacionados à sede norte-americana do evento.
A receita de ingressos e hospitalidade deve atingir US$ 3 bilhões, um crescimento de mais de 200% comparado aos US$ 950 milhões obtidos em 2022. O aumento reflete tanto o maior volume de jogos quanto a estratégia agressiva da FIFA na venda de pacotes corporativos e experiências premium.
Vale ressaltar, no entanto, que neste ano a FIFA começou a ser investigada por entidades dos EUA após denúncias de vendas de ingressos por preços abusivos.
Os patrocínios e direitos de marketing devem contribuir com entre US$ 1,8 bilhão e US$ 2,7 bilhões, dependendo da contabilização entre receitas exclusivas do torneio e aquelas atribuídas ao ciclo comercial completo de 2023-2026.
Do outro lado: custos operacionais “raspam” receita
Apesar do faturamento recorde, a FIFA também enfrenta custos operacionais elevados. O orçamento destinado à organização e entrega do torneio é de US$ 3,76 bilhões, o maior da história das Copas. Desse total, uma grande parte cobre logística em 16 cidades-sede distribuídas entre Estados Unidos, México e Canadá.
A entidade confirmou ainda a distribuição de US$ 1,22 bilhão em premiações e benefícios, sendo US$ 871 milhões em premiação direta às 48 seleções participantes e US$ 355 milhões destinados ao Programa de Benefícios aos Clubes (CBP), compensando as agremiações pela liberação de atletas.



