Em julho deste ano o imposto de importação de veículos eléticosvai chegar a 35%, o mesmo cobrado sobre carros a combustão. A mudança vale para elétricos puros, híbridos plug-in e híbridos convencionais.
O aumento não é novidade, afinal, o cronograma foi anunciado em 2023 e vem subindo de forma gradual: zero até 2023, 10% em janeiro de 2024, 18% em julho de 2024, 25% em julho de 2025. Julho de 2026 é a última etapa, segundo o MDIC.
O objetivo do governo é: pressionar as montadoras a fabricar esses veículos no Brasil em vez de importar, principalmente da China, que chegou ao mercado brasileiro com preços muito abaixo dos concorrentes europeus e americanos.
Quanto pode subir para o consumidor
O imposto de importação não é o único tributo no preço final, na verdade, ele se soma ao IPI, ICMS, PIS e Cofins.
Por isso, uma alta de 10 pontos no imposto pode gerar reajuste de 10% a 25% no valor do carro, dependendo do modelo e de cada montadora.
Projeções do setor apontam que elétricos de entrada podem ficar entre R$ 15 mil e R$ 30 mil mais caros. Modelos mais caros sentem mais, já que o imposto incide sobre o valor declarado na importação. P
arte do impacto já chegou antes de julho em concessionárias que esgotaram cotas de importação com alíquota reduzida.
Carros fabricados no Brasil escapam da taxação máxima. BYD, que monta o Dolphin Mini e o Song Pro no país e GWM, com o Haval H6, levam vantagem de preço sobre os concorrentes que ainda importam tudo.
O que muda para quem produz no Brasil
Elétricos fabricados no país mantêm isenção de IPI até dezembro de 2026, desde que tenham ao menos 40% de conteúdo local e passem pela homologação do Inmetro.
Para o consumidor, a decisão de comprar antes ou depois de julho depende do modelo escolhido: se for importado, antecipar pode fazer diferença real no valor pago.




