As autoridades de saúde do Rio Grande do Sul investigaram um novo caso suspeito de Ebola em um paciente idoso que apresentou sintomas compatíveis com a doença após retornar de uma viagem à Uganda, na África.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o homem de 64 anos testou positivo para malária, doença também transmitida em diversas regiões do continente africano.
Apesar do resultado, a investigação foi mantida até a conclusão dos exames específicos para Ebola, seguindo os protocolos definidos pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em maio, a OMS declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional devido ao avanço de um surto de Ebola na República Democrática do Congo, país que concentra a maior parte dos casos registrados atualmente.
Após a declaração, o Ministério da Saúde passou a reforçar os protocolos de vigilância para viajantes que chegam ao Brasil vindos de áreas afetadas.
Brasil investigou outros casos nas últimas semanas
Nas últimas semanas, autoridades de saúde investigaram casos suspeitos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Um viajante belga que chegou ao Brasil após passar por Uganda apresentou sintomas compatíveis com a doença e foi encaminhado ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).
Os exames iniciais identificaram malária, mas o paciente permaneceu isolado até a conclusão da investigação.
Já em São Paulo, um homem de 37 anos vindo da República Democrática do Congo foi internado no Instituto Emílio Ribas após apresentar febre alta e outros sintomas associados ao Ebola. Durante a investigação, exames identificaram a bactéria causadora da meningite meningocócica.
Em ambos os casos, o Ministério da Saúde descartou posteriormente a presença do vírus.
Ebola pode matar até 90% dos infectados
O Ebola é uma doença viral grave que provoca febre alta, dores musculares, fraqueza intensa, vômitos, diarreia e, em casos mais severos, hemorragias internas e externas.
Segundo a OMS, a taxa de mortalidade varia conforme o surto e o acesso ao tratamento, mas já chegou a superar 90% em algumas epidemias registradas na África. Atualmente, a letalidade média observada gira entre 25% e 50%.
A transmissão ocorre por contato direto com sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas infectadas, além de superfícies contaminadas.
Ministério da Saúde mantém monitoramento
Até o momento, não há casos confirmados de Ebola no Brasil.
O Ministério da Saúde informou que todos os estados foram orientados a seguir protocolos específicos para identificação de pacientes com histórico recente de viagem a países afetados pelo surto.
A recomendação inclui isolamento imediato, rastreamento de contatos e encaminhamento de amostras para laboratórios de referência.




