A FIFA tornou público nesta semana o relatório de transparência referente ao exercício financeiro de 2025, revelando que o presidente Gianni Infantino receberá uma remuneração bruta total de US$ 4,8 milhões (aproximadamente R$ 25 milhões). De acordo com o relatório, esse pagamento será efetuado ao longo de 2026.
Salário + bônus
De acordo com as informações no relatório de transparência, o valor é a soma do salário-base do dirigente com um bônus variável. O salário fixo de Infantino é de US$ 2,6 milhões (cerca de R$ 13,5 milhões) por ano, no entanto, ele também receberá um bônus de US$ 2,2 milhões (cerca de R$ 11,5 milhões).
A FIFA esclarece que a parcela variável não é garantida automaticamente, estando sujeita a critérios de desempenho e metas institucionais definidos para cada temporada. No entanto, o relatório não especifica publicamente quais indicadores exatos foram utilizados para aprovar o valor cheio do bônus neste ciclo.
Relatório de Transparência da FIFA
A divulgação sistemática dos vencimentos da alta cúpula da FIFA foi instituída em 2019, como parte das reformas de governança após serem vazados escândalos de corrupção dentro da federação futebolística. Naquele ano, a remuneração total de Infantino foi de US$ 2,9 milhões. O valor atual representa um aumento de aproximadamente 65% em relação ao início da política de transparência.
De acordo com analistas, esse aumento salarial de Infantino vem devido a um aumento geral na receita da FIFA. Segundo dados apresentados ao Conselho da FIFA em março de 2026, a organização reportou uma receita de US$ 2,66 bilhões em 2025, superando a meta da entidade para o ano em 9%.
Esse desempenho foi impulsionado principalmente pela primeira edição do novo Mundial de Clubes, que gerou receitas superiores a US$ 2 bilhões, e por um contrato de transmissão global de US$ 1 bilhão com a streaming DAZN.
Mandato de Infantino
No comando da FIFA desde 2016, Gianni Infantino foi reeleito por aclamação unânime das 211 associações filiadas em março de 2023, garantindo um mandato até 2027.
Apesar de os estatutos limitarem a presidência a três mandatos, Infantino já indicou publicamente a intenção de buscar um quarto mandato. Caso seja reeleito, ele pode estender sua gestão até 2031. O argumento do dirigente é que seu primeiro período parcial (2016-2019) não deveria contar para o limite.
Atualmente, o dirigente vem sendo criticado por diversas entidades do futebol e o próprio público devido à suposta conivência com a negação de vistos pelas autoridades dos Estados Unidos, país sede da maioria das partidas da Copa do Mundo de 2026.




