A Shopee foi notificada pela Secretaria do Consumidor do Distrito Federal após o surgimento de anúncios de figurinhas e álbuns não oficiais da Copa do Mundo de 2026 comercializados dentro da plataforma.
O órgão quer entender quais mecanismos a empresa utiliza para identificar produtos potencialmente falsificados e evitar que consumidores sejam induzidos ao erro durante as compras.
A notificação foi emitida no dia 9 de junho e solicita esclarecimentos sobre os critérios de fiscalização adotados pela empresa.
A preocupação das autoridades não está apenas na existência dos anúncios, mas também na forma como esses produtos são apresentados aos consumidores. Segundo a Secretaria, mesmo quando um item é descrito como “não oficial”, é preciso verificar se as informações são suficientemente claras para evitar confusão com produtos licenciados da Copa do Mundo.
Apreensões do mercado ilegal
Nas últimas semanas, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu aproximadamente 200 mil figurinhas falsificadas da Copa do Mundo de 2026 durante uma operação realizada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Além das figurinhas, os agentes encontraram camisetas falsificadas da Seleção Brasileira que seriam distribuídas para outras cidades do estado.
Segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), os produtos foram encaminhados para perícia técnica. Após a confirmação da falsificação, o material é inutilizado para impedir que volte ao mercado.
A legislação brasileira prevê punições para a comercialização de produtos que utilizem marcas registradas sem autorização dos detentores dos direitos. No caso da Copa do Mundo, itens oficiais dependem de licenciamento específico para utilização de marcas, símbolos e propriedades ligadas ao torneio.
Reclamações cresceram com a chegada da Copa
Segundo dados do Procon-SP, foram registradas 238 queixas relacionadas a produtos da Copa do Mundo desde março.
Os principais problemas envolvem atraso na entrega, itens diferentes do anunciado, ofertas enganosas e venda de produtos falsificados em marketplaces e redes sociais.
O órgão orienta os consumidores a verificar a reputação dos vendedores, desconfiar de preços muito abaixo do mercado e exigir nota fiscal antes de concluir a compra. Também recomenda guardar comprovantes de pagamento e registros das negociações realizadas pela internet.
Agora, a Shopee deverá apresentar esclarecimentos às autoridades do Distrito Federal sobre seus mecanismos de monitoramento e remoção de anúncios.




