A Starlink, provedora de internet via satélite pertencente ao grupo de Elon Musk, oficializou nesta semana a transição para um modelo de cobrança de aluguel em diversos países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália. A medida estabelece uma taxa mensal adicional de US$ 10 para novos assinantes que optarem pela locação da antena e do roteador.
A medida, confirmada em páginas de suporte e pedidos da empresa, visa reduzir a barreira de entrada inicial, eliminando ou reduzindo o custo direto, também chamado de “upfront”, do equipamento, que girava em torno de US$ 349.
No entanto, especialistas alertam que, a longo prazo, o modelo de aluguel pode encarecer o serviço: em três anos, os US$ 10 mensais somam US$ 360, valor superior ao preço de compra do kit em varejistas.
Regras e restrições
O novo contrato de locação impõe restrições significativas em comparação à propriedade tradicional. Clientes que optam pelo aluguel não podem pausar o serviço, uma funcionalidade disponível para proprietários de kits.
Além disso, há um limite de um kit por conta residencial e a transferência do serviço para outra pessoa ou localização é proibida sem a compra prévia do equipamento ou pagamento de taxa.
Em caso de cancelamento, o equipamento deve ser devolvido em boas condições em até 30 dias. A não devolução ou a entrega de hardware danificado acarreta a cobrança do valor total de varejo do kit ao cliente.
Cenário no Brasil
Diferentemente dos mercados do hemisfério norte, o Brasil segue operando sob o modelo tradicional de venda direta. Não há, até o momento, aplicação da taxa de aluguel de US$ 10 para consumidores brasileiros. Os clientes no país continuam adquirindo o equipamento definitivamente.
Os kits padrão estão custando entre R$ 1.680 e R$ 2.400, e o Kit Mini a partir de R$ 499 em promoções. O kit pode ser comprado no próprio site da Starlink e em revendedoras certificadas.
A mensalidade do serviço residencial no Brasil mantém-se em torno de R$ 236 a R$ 250, sem a taxa adicional de hardware observada no exterior. A empresa, que ultrapassou a marca de 600 mil clientes no território nacional, foca na expansão da cobertura para áreas rurais e remotas onde a fibra óptica não chega.




