A um dia do início da Copa do Mundo de 2026, profissionais que atuam no tratamento da dependência em jogos fazem um alerta: o torneio representa um dos períodos mais críticos do ano para pessoas com comportamento compulsivo relacionado a apostas esportivas.
A combinação entre: partidas diárias, forte exposição publicitária e envolvimento emocional dos torcedores cria um ambiente considerado de alto risco para quem já enfrenta dificuldades para controlar o impulso de apostar.
Segundo especialistas em saúde mental, grandes competições funcionam como gatilhos porque aumentam a frequência de estímulos ligados ao jogo.
Durante a Copa, transmissões esportivas, redes sociais e plataformas digitais exibem constantemente cotações, promoções e incentivos para apostas.
Apostas na Copa 2026
Segundo psicólogos que trabalham com dependência comportamental, uma das características mais comuns do transtorno é a tentativa de recuperar perdas por meio de novas apostas.
Esse comportamento pode desencadear um ciclo que provoca endividamento, conflitos familiares e problemas emocionais.
Sinais de alerta
Entre os principais sinais observados pelos especialistas estão o aumento progressivo dos valores apostados, a necessidade de apostar com mais frequência e a dificuldade de interromper a atividade mesmo diante de prejuízos financeiros.
Também chamam atenção comportamentos como mentir sobre perdas, utilizar dinheiro destinado a despesas básicas e recorrer a empréstimos para continuar apostando.
Mercado de apostas cresce
A atividade passou a ser regulamentada pela Lei nº 14.790, sancionada em dezembro de 2023, que estabeleceu normas para o funcionamento das chamadas “bets” e ampliou a fiscalização sobre as empresas autorizadas a operar no país.
Além disso, o Ministério da Fazenda criou uma série de exigências voltadas ao chamado “jogo responsável”.
As regras determinam que as plataformas ofereçam mecanismos de proteção aos usuários, permitam a autoexclusão de apostadores e adotem medidas para identificar comportamentos considerados de risco.
Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a política de jogo responsável busca reduzir casos de endividamento, transtornos psicológicos e dependência relacionados ao crescimento do mercado de apostas esportivas.




