Um voo da United Airlines que saiu de Newark, nos Estados Unidos, com destino a Palma de Mallorca, na Espanha, retornou ao aeroporto de origem no sábado, 30 de maio, após um alerta de segurança ligado ao nome de um dispositivo Bluetooth.
O caso ocorreu no voo UA236, operado por um Boeing 767.
A aeronave levava 190 passageiros e 12 tripulantes. Além disso, o avião decolou por volta das 18h e pousou novamente em Newark às 21h37, de acordo com a agência.
A United informou à Associated Press que o voo voltou em segurança para tratar uma possível preocupação de segurança. Depois disso, a companhia reorganizou a viagem com uma nova tripulação.
Tripulação pediu desligamento de dispositivos
A tripulação pediu que os passageiros desligassem conexões Bluetooth durante o voo. No entanto, dois dispositivos continuaram aparecendo ativos.
O alerta envolvia um nome de Bluetooth considerado suspeito. O dispositivo exibia uma palavra ofensiva de quatro letras, enquanto outros veículos publicaram que o termo fazia referência a uma ameaça.
Além disso, a tripulação consultou a sede da United em Chicago antes da decisão de retorno. Com isso, a companhia seguiu o protocolo de tratar a situação como possível ameaça até a verificação das autoridades.
Avião passou por inspeção
Após o pouso em Newark, policiais da Autoridade Portuária inspecionaram a aeronave. Em seguida, os passageiros passaram novamente por triagem da Administração de Segurança no Transporte e da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos.
A inspeção não impediu a continuidade da viagem. O voo seguiu para Palma de Mallorca no início de domingo, 31 de maio, com outra tripulação, e chegou ao destino em segurança.
O retorno ocorreu porque, em aviação, a tripulação não precisa confirmar a existência de uma ameaça para acionar o procedimento de segurança. Diante de um termo suspeito associado a um dispositivo ativo dentro da cabine, a empresa tratou o caso como risco potencial.
O protocolo buscou permitir a inspeção completa do avião em solo. A medida também evitou que a aeronave cruzasse o Atlântico sem esclarecer a origem do alerta.





