Luciano Hang, proprietário da rede de lojas varejistas Havan, criticou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1. O empresário disse que a medida é um caminho para a “quebradeira” do país e afirmou, em tom de provocação, que “só com uma desgraça” o Brasil poderia ser consertado.
Ainda na mesma declaração, Hang sugeriu, em tom de deboche, a adoção imediata de uma escala 4×3 para acelerar o que ele chama de “colapso econômico” caso a redução de jornada fosse inevitável.
Previsão do empresário
O empresário projetou que a mudança na legislação trabalhista elevará os custos operacionais das empresas entre 15% e 20%, valor que seria repassado integralmente aos preços finais, gerando inflação.
Hang também argumenta que o aumento de custos não resultará em benefício real para o trabalhador, pois a inflação corroeria o salário, obrigando muitos a buscar um segundo emprego. Ele destacou que pequenas e médias varejistas seriam as primeiras a sofrer com a falência devido à nova regra.
Críticas às leis trabalhistas
O empresário também criticou a legislação trabalhista do Brasil, classificando-a como fruto de pessoas que “não gostam de trabalhar”. Ele citou especificamente o artigo 386 da CLT, que garante às mulheres uma folga aos domingos a cada 15 dias, regra ratificada pelo STF em 2023. Segundo o dono da Havan, ela força a contratação de mais homens.
Expansão da Havan
Apesar das críticas ao cenário econômico nacional, a Havan continua em expansão, com previsão de encerrar 2026 com mais de 200 lojas e um faturamento bruto estimado em R$ 22 bilhões. Contudo, Hang sinalizou interesse em internacionalizar a rede, agendando uma visita ao Paraguai entre 29 de junho e 1º de julho de 2026.
O objetivo é explorar a “Lei de Maquila” local, que oferece isenções fiscais e menores encargos trabalhistas, atrativos que já levaram mais de 250 empresas brasileiras para o país vizinho. Hang declarou que “não pode ser o último empresário a apagar a luz” no Brasil.




