Muitas pessoas tratam o comentário “você pensa demais” como qualquer coisa menos um elogio. No entanto, a psicologia revela que pessoas que “pensam demais” podem ter uma característica única que permite a elas utilizarem seus cérebros de forma mais aprofundada que a maioria das pessoas.
Especialistas explicam que existe um termo estudado na psicologia chamado “necessidade de cognição“, uma característica de personalidade que reflete o quanto um indivíduo gosta de pensar, refletir e ponderar.
O psicólogo Mark Travers, pesquisador e colaborador da Forbes, aponta três sinais que indicam que você pode ser um desses “pensadores profundos”.
Sinais de uma pessoa com alta “necessidade de cognição”
Esse termo é uma das definições para os pensadores profundos. Psicólogos destacam que sem essa característica, o interesse da pessoa pelo “pensamento aprofundado” se afoga.
Você se incomoda com contradições
A maioria das pessoas encontra contradições todos os dias e simplesmente as deixa passar. Isso não as torna desonestas. Resolver contradições tem um custo cognitivo alto, e o cérebro é uma máquina de eficiência por natureza.
Pensadores profundos pagam esse custo de bom grado. Quando percebem uma inconsistência, seja num argumento, numa pessoa que admiram ou até no próprio raciocínio delas, não desviam o olhar. Ficam circulando mentalmente em torno da questão até entender como duas coisas que parecem verdadeiras produzem um resultado que parece falso.
Você precisa de tempo sozinho para processar o mundo
Pensadores profundos não são necessariamente antissociais. Mas consistentemente precisam de tempo a sós depois de interagir com o mundo. Uma conversa rica, uma reunião complicada ou mesmo uma tarde tranquila com amigos gera um volume de material interno que exige silêncio para ser processado.
Por isso, muitos pensadores profundos se pegam revisitando cenas do dia com um nível de detalhe que pode parecer obsessivo. Eles não estão ansiosos: estão arquivando, encontrando o padrão no ruído.
Você quer saber como as coisas funcionam
Especialistas destacam essa como a característica que melhor define o pensador profundo. Enquanto a maioria das pessoas pode se satisfazer com uma boa, mas até incompleta, explicação, o pensador a trata como “ponto de partida”.
No caso, se falarem a um pensador profundo que um exercício reduz a ansiedade, ele não vai simplesmente aceitar. Vai querer saber: o mecanismo é neuroquímico? O ritmo importa ou apenas o esforço? É sobre a interrupção da ruminação ou sobre o senso de agência?
O que é necessidade de cognição
A principal característica desse tipo de pessoa. O conceito foi definido pelos pesquisadores Cacioppo e Petty em um estudo de 1982 publicado no Journal of Personality and Social Psychology. A necessidade de cognição não mede inteligência bruta e sim a orientação: o quanto uma pessoa se inclina naturalmente para a complexidade em vez de fugir dela.




