Levando em conta que o mês de janeiro ainda não chegou nem na metade, é correto afirmar que 2026 ainda está em seus primeiros dias. Porém, nem mesmo isso não impediu que uma grande greve tomasse conta das ruas de muitas cidades da Itália.
Contando com a presença de taxistas de todas as regiões do país, a primeira mobilização foi iniciada nesta terça-feira (13) e reuniu profissionais ligados a cerca de 20 sindicatos, que protestaram contra o governo e a crescente entrada de multinacionais no setor, como a Uber.
As entidades que participam da greve cobram tanto a regulação das plataformas digitais, exigindo regras claras e limites ao poder dos algoritmos. quanto direitos como a conclusão dos decretos da lei contra o transporte ilegal e a proteção do táxi como um serviço público local.
Durante sua participação na conferência da Liga “Visão do Turismo: Políticas, Territórios, Competências, Futuro”, realizada no Senado, o vice-premiê e ministro de Infraestrutura da Itália, Matteo Salvini comentou que se reuniria com as associações de taxistas.
Conforme divulgado pelo portal Terra, durante sua fala, ele reconheceu a complexidade do tema, afirmando se tratar do assunto mais desafiador que já lidou. Entretanto, Salvini defendeu a necessidade de se chegar a um consenso.
Entidades do setor se opõe à greve
Vale destacar que, embora as paralisações tenham reunido um grande número de apoiadores, grandes entidades do setor, como o Sindicato Italiano de Radiotáxis (Uri) e o consórcio itTaxi, decidiram não participar.
Além de reiterar a confiança no governo junto da itTaxi, o atual presidente da Uri, Loreno Bittarelli, também criticou os organizadores da greve, lembrando que, em 2019, algumas das entidades envolvidas defenderam mudanças que causaram grandes impactos.
A greve ainda deve se estender até o final do mês de janeiro, com atos programados para ocorrer praticamente todos os dias. Contudo, em caso de negociações dos termos, é provável que o cronograma mude.




