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Os caminhos levam aos tribunais

Crusoé teve acesso aos capítulos de uma delação premiada fechada pela Lava Jato do Rio que revela como empresários faziam para obter decisões favoráveis no Judiciário
08.11.19

Na manhã desta quinta-feira, 7, policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de Cesar Asfor Rocha, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça, o STJ. A ação foi deflagrada como parte da investigação aberta a partir da acusação do petista Antonio Palocci — a de que, em 2010, o então ministro vendeu por 5 milhões de reais a liminar que paralisou a Castelo de Areia, rumorosa operação cujo principal alvo era a empreiteira Camargo Corrêa, com seus repasses de propina para agentes públicos de todas as cores partidárias. O caso indica, mais uma vez, que os tentáculos dos grandes esquemas de corrupção envolvendo empresas e políticos brasileiros alcançam também os tribunais. Dona da tarefa de revisitar os crimes descobertos pela Castelo de Areia, a Lava Jato, por meio de sua filial paulista, foi responsável pela investida contra Asfor Rocha, e começa a dar passos importantes na direção de esquemas envolvendo pagamentos de propina a integrantes do Judiciário.

No Rio de Janeiro, outros aspirantes a delatores já haviam sinalizado a intenção de revelar segredos que ministros de cortes superiores, desembargadores e caríssimas bancas de advogados tentam, desde sempre, esconder. Orlando Diniz, ex-todo poderoso da Fecomércio fluminense, chegou a tentar uma delação para contar por que gastou mais de 150 milhões de reais com escritórios de advocacia, alguns deles ligados a parentes de magistrados. Até o momento, o acordo não prosperou. O ex-governador Sérgio Cabral, da mesma forma, busca negociar uma confissão em que deve abordar casos envolvendo ministros de cortes superiores — ele ainda não conseguiu ser ouvido pelas autoridades. Mas uma delação assinada com a Procuradoria-Geral da República e recém-homologada pelo STJ, o mesmo que foi presidido Asfor Rocha, pode dar início à chamada Lava Toga e jogar luz pela primeira vez sobre os mecanismos pelos quais empresários corruptos se valiam de advogados para fazer lobby e comprar decisões judiciais.

O signatário do acordo de delação é Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor e do Rio Ônibus, agremiações que representam mais de 240 empresas com atuação no estado do Rio. Teixeira buscou a delação após ser alvo de uma ordem de prisão, juntamente com os empresários Jacob Barata Filho e José Carlos Lavouras, dois dos proprietários das maiores frotas de ônibus do país, em julho de 2017, na Operação Ponto Final. Crusoé teve acesso aos anexos entregues por Teixeira ao MPF que mostram como Barata, Lavouras e outros magnatas do setor de transporte corromperam integrantes de todos os poderes.

Embora Lavouras e Barata, o “Rei do Ônibus”, estejam em busca de um acordo, Teixeira é, até o momento, o único que conseguiu delatar os crimes de que tem conhecimento. As informações sobre o Judiciário estão em dois capítulos da delação que permaneceram no Superior Tribunal de Justiça, onde a delação foi homologada, por causa do foro privilegiado dos personagens citados, entre eles um desembargador do Tribunal de Justiça do Rio. O delator relaciona advogados que seriam a ponte entre as entidades e magistrados responsáveis por processos envolvendo empresas de transporte. Há detalhes de como ricos empresários se valem de escritórios de advocacia, patrocínios a eventos, e até do pagamento direto de propina, para verem seus interesses atendidos nas cortes.

No anexo de número 23, Teixeira explica como se dava a relação entre os escritórios contratados pelas entidades dos ônibus com magistrados. Sob o título “Contratação de escritórios de advocacia e pagamento de valores em espécie para representarem interesses das empresas de ônibus perante o Poder Judiciário”, ele explica como cada uma das entidades atuava. No Rio Ônibus, diz ele, um advogado interno, identificado como Enéas Bueno, atuava no “trabalho de relacionamento institucional”, que se dava, entre outras formas, por meio da realização de palestras e da concessão de patrocínios a eventos com a participação de integrantes do Judiciário. Segundo Teixeira, além do advogado da própria entidade, eram contratados escritórios de advocacia externos para intermediar os interesses do setor junto a integrantes do Judiciário. “Eventualmente Enéas Bueno, pessoalmente, ou em conjunto com os escritórios Oliveira Gonçalves e Navega Advogados, usavam relações pessoais com membros do Judiciário para ajudar na obtenção de decisões favoráveis”, diz um trecho do anexo.

Octacílio Barbosa/AlerjOctacílio Barbosa/AlerjLélis Teixeira falou sobre os mecanismos para obter facilidades no Judiciário
O ex-presidente da entidade explica que tanto Bueno quanto os titulares dos escritórios “solicitavam valores em espécie a pretexto de obter as decisões”, mas que ele não saberia dizer em que casos o dinheiro foi repassado a terceiros. “Éneas era muito reservado a respeito de como ele resolvia, e para o setor não interessava como senão que fosse resolvido”, explicou. Na Fetranspor, por sua vez, disse Teixeira, três escritórios contratados trabalhavam nos “assuntos jurídicos”. São eles: Oliveira e Gonçalves Advogados, Fontes Advogados Associados e Spencer Advogados. Na entidade, afirmou, o empresário José Carlos Lavouras, hoje foragido em Portugal, centralizava todas as decisões sobre as ações jurídicas “tanto as estaduais quanto as que tramitavam em tribunais superiores em Brasília”.

Ainda no anexo 23, Teixeira diz desconhecer se algum magistrado recebeu valores, exceto em um caso envolvendo um desembargador do TJ do Rio. O capítulo trata da “solicitação e pagamento de vantagem indevida de 6 milhões de reais”, entre 2008 e 2009, para o desembargador Mário Guimarães Neto. O objetivo do pagamento era “obter decisão judicial favorável nos autos de processo judicial”. O magistrado é um dos mais antigos da corte estadual e foi nomeado em 2002, na gestão da então governadora Benedita da Silva, do PT, que assumiu o cargo após Anthony Garotinho – outro político citado na delação de Teixeira – deixar o cargo para disputar as eleições presidenciais daquele ano.

O suposto pagamento, segundo ele, tem relação com uma apelação apresentada por uma empresa de ônibus à 12ª Câmara Civil do TJ fluminense, da qual Guimarães Neto faz parte. O recurso tinha por objetivo derrubar uma decisão da Justiça que acolhera um pedido do Ministério Público e ordenara que a prefeitura da capital realizasse novas licitações de ônibus. Segundo Teixeira, a “situação era preocupante” e, se a decisão fosse desfavorável, as empresas do setor poderiam perder o direito de continuar a operar as linhas. A solução, narra o delator, foi trazida pelo empresário João Augusto Monteiro, então presidente do Conselho Superior do Rio ônibus. Monteiro, segundo ele, disse ser próximo da família do desembargador, em especial da mulher dele, a advogada Gláucia Iório Araújo Guimarães.

Plano traçado, foi marcada uma primeira reunião com a advogada, em que ela “se comprometeu a falar com o marido e dar um retorno a respeito da viabilidade de se obter uma decisão suspendendo o processo licitatório”. Depois disso, outra reunião foi feita. Mas como o valor solicitado teria sido muito alto, não foi possível fechar o acordo. Foi agendado, então, um novo encontro. Dessa vez, além de Monteiro e da advogada, participaram Jacob Barata Filho e o próprio Lélis Teixeira. Nada feito, mais uma vez. Só na reunião seguinte, afirma, foi “ajustado o valor de 5 a 6 milhões de reais” de pagamento em caso de êxito, o que compreendia, além do voto do marido da advogada, o “convencimento de pelo menos mais um integrante do quórum de julgamento”.

Teixeira pondera que a advogada, durante os encontros de que participou, nunca disse que repassaria valores ao desembargador ou a outros magistrados, mas, diz ele, “a resposta positiva relativamente ao caso apenas foi dada após a advogada ter conversado com seu marido”. Após a tal conversa entre ela e o desembargador, a decisão foi proferida de acordo com os interesses das empresas de ônibus. “A decisão em questão era extremamente favorável ao setor, na medida em que o município não teria condições de indenizar as empresas de ônibus, o que, na prática, acabava por impedir a realização da licitação”, afirma o delator, ao dizer que os valores combinados teriam sido pagos em espécie diretamente à mulher de Guimarães Neto.

Agência BrasilAgência BrasilCésar Asfor Rocha, alvo da PF nesta quinta-feira: suspeitas nas diferentes instâncias
A delação do ex-presidente das duas maiores entidades de empresas de ônibus do Rio não é só sobre o Judiciário. No acordo, ele ainda cita repasses de propina aos ex-governadores Anthony Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, ao atual prefeito Marcelo Crivella e seu antecessor Eduardo Paes. Além dos políticos, são mencionados pagamentos mensais a um promotor do Ministério Público estadual e a um delegado federal que conduzia um inquérito contra empresas do setor. O leque de autoridades mostra como os empresários de ônibus conseguiram manter seus contratos com tarifas estipuladas de acordo com seus interesses e sem fazer os investimentos necessários em melhorias nos ônibus.

No caso em que menciona um integrante da Polícia Federal, Teixeira detalha como o caixa 2 do Rio ônibus teria sido utilizado para pagar cerca de 3 milhões de reais ao delegado federal Helio Khristian, para que ele ajudasse empresas encrencadas em um inquérito conduzido por ele. O delator não soube dizer em quantas parcelas o valor total foi pago. Mas, segundo ele, o dinheiro em espécie utilizado nos repasses saíram da Guanabara Diesel, uma das empresas da família Barata. Conhecido como HK, o delegado que teria recebido a propina é um antigo frequentador das páginas policiais, e pelo pior lado possível. Em 2014, ele chegou a ser condenado justamente por cobrar propina de empresários. Mais recentemente, foi acusado pela própria PF de tentar obstruir as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes. Segundo a investigação, HK teria participado de uma trama para apontar o vereador carioca Marcelo Siciliano como mandante do assassinato e, assim, despistar a polícia.

Responsável, em tese, por fiscalizar a relação das empresas de ônibus com o governo do estado e da cidade do Rio, o Ministério Público estadual também aparece representado de forma nada honrosa no acordo de Teixeira. Segundo Teixeira, entre 2014 e 2016, o promotor Flávio Bonazza de Assis recebeu uma propina mensal de 60 mil reais para dispensar um “tratamento especial” às empresas de ônibus em processos da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania da capital. O promotor, afirma o delator, prometeu tratar os empresários investigados de “forma benevolente, tendo ainda deixado claro que faria o mesmo quando atuasse em futuras investigações que envolvessem interesses do setor”.

Por meio de nota, o desembargador Mário Guimarães Neto  classificou a acusação de Teixeira de “escandalosamente mentirosa” e disse que irá adotar as medidas judiciais “para responsabilizar o delator pelo crime propalado”. O advogado Spencer Daltro de Miranda Filho, do Spencer Advogados, disse que todas as atuações são lastreadas em contrato formal, com pagamento efetuados por via bancária e nunca em espécie. Já o advogado Bruno Navega, do Navega Advogados, disse não ter como “tecer maiores comentários” porque não teve acesso aos anexos. O advogado Maximino Fontes Gonçalves, do Fontes Advogados, por sua vez, afirmou que atuou em vários casos para empresas de ônibus, mas que esse trabalho se deu no plano técnico.

A Fetranspor, por meio de nota, afirmou que é de conhecimento público que Lélis Teixeira assinou um acordo de delação, mas que a atual administração da entidade desconhece a ocorrência dos fatos narrados por ele. A defesa de Jacob Barata Filho disse que não se manifestaria sobre  “vazamentos seletivos” e negou as imputações citadas na reportagem. A defesa de Lavouras não foi encontrada.

O escritório Oliveira e Gonçalves se limitou reclamar de notícias que poderiam atingir sua honorabilidade e que só poderia exercer o direito de resposta se conhecessem “os termos da colaboração mencionada”.

Lélis Teixeira não tinha um ônibus sequer. Era um executivo contratado pelos donos das empresas de ônibus para administrar as entidades e conduzir as negociações com o poder público. Por esse motivo, ele sabia de muitos dos crimes praticados em nome de grandes empresas como as de Barata e Lavouras. Mas não sabia de tudo. Faltam, principalmente, os detalhes dos pagamentos para integrantes do Judiciário. Seu acordo, embora incompleto, é um primeiro passo para a Lava Jato transpor, enfim, a barreira dos tribunais. As revelações elevam ainda mais o preço das delações que Jacob Barata Filho e José Carlos Lavouras tentam negociar. Esses, se quiserem mesmo usufruir dos benefícios da colaboração premiada, terão que abrir ainda mais o jogo sobre como magistrados foram subornados.

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  1. LAVA TOGA JÁ...Só assim ter-se-á transparência necessária para afastar muitos magistrados e afins que se acham acima das leis, agindo sempre em desfavor dos interesses nacionais, fazendo com que o povo brasileiro não saia das dificuldades que ora enfrentam. LAVA TOGA JÁ

  2. Eu quero é ver o canhão da lava jato apontado na direção do Poder Judiciário. A democracia e a CF/88, as quais os Ministros e desembargadores enchem a boca para dizer que defendem em suas sentenças nefastas, dependem da tensão entre os 3 poderes, e o judiciário é o único que ainda não foi incomodado.

  3. Não adianta nada desembargadores e semi-deuses do stf postergarem suas confissões, os fatos vem a tona, questão de tempo, mesmo as árvores mais frondosas, com o tempo perdem as forças e sucumbem a ventos inesperados... A Lei de Darwin não pode ser considerada inconstitucional! Ela é perene e auto aplicável

  4. Nosso Rio de Janeiro virou terra de bandidos. De cidade maravilhosa à cidade em polvorosa. Culpa dos eleitores Fluminense, que trocam seus votos por esmolas, empregos e promessas impagáveis

  5. Assim com tem jornalista decente(reportagem muito boa)há muitos honestos no judiciário só que não podem se calar deixar os corruptos mandar.

  6. agora com o trânsito julgado vão ficar calado e não vamos conseguir chegar no Gilmar Beiçola e sua turma, agora entendo porque Gilamr Mendes mandou soltar o Barata e vive soltando o Garotinho tem caroço nesse angu.

  7. É primordial sabermos quem são os corruptos do STF e STJ, sabemos que são muitos, é questão de tempo para as provas aparecerem!

  8. Há tempos, gostaria de saber o porquê dos R$ 74 MILHÕES repassados do "escritório de advocacia" onde "trabalhava" a criminosa Adriana Anselmo Cabral PARA o "escritório" de advocacia do ZANIN e seu SOGRO (cumpadre do corrupto LULA) ainda está em SIGILO. Tudo quieto! Dinheirama essa entregue pelo "dono" da FECOMÉRCIO! Houve efetiva prestação de serviços entre bancas ou a costumeira LAVA/ESQUENTA GRANA para distribuição a outros bandidos? Seria do LULALAU esse montante, para "amassiar" JULGADORES?

    1. É um dos prováveis pagadores, já que o que não lhe falta é dinheiro para corromper e pagar advogados e juízes!

  9. O carioca que hoje reclama, é o mesmo que a décadas cantou a “malandragem carioca” em prosa e verso. Desde Noel Rosa a malandragem sempre fez parte da cultura carioca, mas... o Rio de Janeiro continua fétido, é um esgoto a céu aberto. E ainda querem exportar para o restante do país essa cultura podre. Agora... que se explodam!

    1. Nos não tivemos muitas espectativas de escolhas nas eleições e no Rio, como em todas as outrascidades tem uma porção de trabalhadores honestos como em outros estados! A culpa não é nossa , por termos candidatos em que sempre procuramos votar no menos pior, mas memo assim se as os próprios tribunais são comprados e as decisões favoráveis aos corruptos, o que podemos fazer! Na terceira vez que o casal Garotinho foi preso, quem mandou soltar foi o Gilmar mMendes, assim também como o Barata!

  10. O congresso é PIDRE. A justiça é PODRE e moribunda. De nada vsi adiantar investigar porque os donos do R$ e do poder NÃO responderão por seus atos. O Brazil ACABOU!!!

    1. Eu sinceramente espero que seja possível! Estou com 72 anos ! Talvez eu não veja muitas mudanças mas desejo que meus netos vivam num novo Brasil! Sinceramente!

    2. Cristian, a gente volta do fundo do poço. É preciso acreditar. Somos maioria. Precisamos fazer prevalecer esta força do bem.

  11. Tá podre. Apodreceu a vida institucional do Brasil. Estamos perdidos. O povo precisa conhecer esta realidade e fazer justiça com o título eleitoral na mão já que com as próprias mãos seria violência. Mas que esses bandidos merecem a pena capital eu não tenho dúvidas.

    1. Senhores, não obstante decisões contrarias ao interesse público tenham ocorrido, mas as redes sociais é o divisor de águas. Por quê? Porque podemos nos manifestar e não dependemos da mídia tradicional que só publicam cartas dos seus próprios interesses. Vamos crer que podemos deixar um país melhor para os nossos descendentes

    2. Eu também não! Homem público principalmente que destroi a vida de crianças sem escolas e idosos sem hospitais, merecem mesmo a pena capital, mas como sou católica, torço pela prisão perpétua!

  12. Sinto que constantemente sou enganada, feita de idiota e roubada em cada ato de consumo. Mas não quando pago a assinatura da Crusoé e do Antagonista! Que vcs nunca desistam dessa missão!

    1. É isto mesmo concordo com você! Neste caso ficamos bem informadas!

  13. Parabéns Supremo Tribunal Federal vossas excelencias é e sempre vai ser a vergonha desse pais. Por tudo que li e ouvi hoje 09/11/2019 ficará em nossa mente, a pouca vergonha nas palavras chulas de um ex presidente ladrão corrupto mentiroso enganador. Acorda Brasil daqui pra frente vai ser uma baderna dos dois lados não há um político que pensa na população e sim neles mesmos.

    1. Estou torcendo para que o Lula seja preso novamente, usando uma das sugestões do Tóffoli ! Se os juízes de primeira instãncia, forem espertos, é isto que vão fazer, e deveria fazer já , com o Lula, pois ele tem um potencial imenso e dinheiro também, paracomprar todo o Supremo!

    2. Para aplacar um pouco a vergonha que sinto do nosso país, para poder ter um pouco de ânimo para tentar trabalhar para viver, sinto nisso tudo uma jornada sem glórias !! Precisamos ser brasileiros felizes, para recuperar essa felicidade eu preciso saber a fórmula. Estou mesmo deprimido com tudo isso que acontece!! Que força temos para lutar?? O país esteve sempre mergulhado numa podridão de fazer coveiro vomitar. O que fazer, meu Deus??

  14. Isto é o espelho da justiça Brasileira ! Milhares de juízes honestos sei que deve existir em nosso país mas não se revoltar não denunciar esta sujeira publicamente os torna coniventes com toda esta imundice NÃO TEM DESCULPA VOCÊS SÃO TÃO CORRUPTOS QUANTO OS OUTROS !

  15. E o Senado Federal com DAVI ALCOLUMBRE arquivando CPI de LAVA TOGA e Câmara Federal com RODRIGO MAIA e tbém o ALCOLUMBRE arquivando o PEC de PRISÃO em 2a INSTÂNCIA. Dois com medo da Lava Jato que precisam ser eliminados da política junto com outros do mesmo grupo. Eleitores mais conscientes é o que precisamos.

    1. Ou ainda exigir o voto impresso. Não estão vendo os países socialistas da América do Sul? Sempre eles ganham as eleições Acreditam que o evo Morales foi eleito realmente? E o Maduro ...?!

  16. A justiça e os tribunais (com raras exceções), que deveriam ser os guardiões da sociedade, estão também corrompidos. Triste Brasil!

  17. Resumindo: Está tudo dominado. A bandidagem venceu. O Estado apodreceu. Só uma nova Constituição nos salvaria, mas pra isso, falta um Congresso descente. Ou seja, não há salvação no horizonte.

    1. Não leu até o fim porque é preguiçoso e só gosta de ler o que lhe agrada.

  18. A bem da verdade , somente sendo realista e pragmático sem nova CF nao garantista como a atual, teremos como fazer o Brasil seguir adiante sem foros especiais a políticos ,fundos partidários bilionários ,garantia de prisão em segunda instância , sem recursos absurdos ad eterno que levam a prescrição criminal etc ..o resto e perfumaria diária para vender jornal e enxugar gelo não e mesmo ?

  19. O que salva a justiça são os juízes (letras minúscula). Os apadrinhados dos tribunais superiores me enchem de horror e revolta. Recebem exorbitantes salários regalias sem fim e entregam entulhos federentos, com algumas exceções. Uma vergonha!

  20. O povo tem q trilhar as ruas p manifestações de apoio a lava jato e prisão em segunda instância e fim de foro privilegiado , fim de segundo mandato p deputado e senador ! Ai sim teremos mudanças nesse País

    1. nosso povo na rua do modo como protestam nunca iremos conseguir nada contra esses pilantras. camisas verde amarelas, rostinho bonito pintado caminhando p av. e pracas não adiantam. protestos sim, como no Chile, espanha,hong kong, aí sim. vejam os resultados

  21. A Lava Jato está chegando no judiciário, por isso eles estão tão empenhados em acabar com ela. Mas esses bandidos não vão conseguir, tenho fé em Deus.

    1. Maria, já começo a duvidar se não irão acabar com a Lava Jato... Estão criando mais coragem e não vejo um Congresso e nem um Senado atuante.. O Senado não tem coragem de realizar uma ação no STF, o Congresso com o Maia e seus amigos do Centrão impedem toda e qualquer ação judicial... Sinceramente não sei o que será deste país com um bando de senadores e deputados com medo da Lei...

  22. É revoltante essa safadeza toda é saber que é tudo financiado por nós, revolta mais ainda. Precisamos fazer uma campanha exigindo uma nova constituição ou seja, os atuais deputados e senadores perderiam seus mandatos e até poderiam se candidatar a constituinte. Com exceção daqueles que respondem a processo ou estejam denunciados. Acho que esse sonho é possível ser realizado....

  23. Boa conexão: prisão só após o trânsito em julgado; este, não ocorre NUNCA; delações premiadas desincentivadas; impunidade eterna; poder judiciário preservado. Parece ementa de acórdão.

  24. Pergunto:ESSE BARATA É O MESMO QUE GILMAR LIBEROU VARIAS VEZES? QUE HISTORIA ESTRANHA ? AGORA ENTENDO A MUDANÇA DA SEGUNDA INSTANCIA ATÉ TRANSITO EM JULGADO.

    1. Acho que teve um lance do GM ser padrinho de um casamento de um membro da família Barata.

  25. Por isso tanto interesse em dificultar dados do coaf. E como tem juiz e desembargador casado c advogadas c comportamentos e contas suspeitas não?

  26. Ou o GM votava está condenação em última instância ou o Barata, depois de tantos HCs, poderia furar e contar o que sabe do ministro parente que não é impedido.

  27. A mais fácil crer na "beleza" do "Estado da Arte" do crime organizado no país, que na defesa da Constituição. Até porque não são insignificantes os "estupros" deferidos contra a mesma para seu próprio bem, dizem os estupradores.

  28. Mais uma vez se mostra indícios de corrupção no Poder Judiciário. Agora, a partir de hj, com a decisão do STF, estas investigações tendem a reduzir em razão da impunidade em nosso ordenamento jurídico.

    1. Derrubaram a prisão em 2a instância bem na hora que a vassoura ia chegar neles

  29. não tem jeito ......só uma revolução a lá francesa cortando toda essa escória do pedaço! não adianta manifestação não adianta delação não adianta mimimi nem Xororô. Singapura eliminou todos os tumores de sua sociedade, olha que país bacana ficou aquilo.

  30. Corrupção generalizada. A esperança é que, a lama onde se encontram os corruptos, apesar do asco que provoca nos cidadãos de bem, seja revolvida e que os inatingíveis do Judiciário fiquem bem expostos ao alcance da Lei, que julgam ser inaplicável a si mesmos. Aos do Executivo, do Legislativo, do MP e a quem mais se aplicar, idem.

  31. Está na hora de colocar na cadeia não só magistrados corruptos mas tb advogados venais e extinguir suas bancas que atuam como agências de cromo ! E instituir vedação de prática de advocacia para parentes diretos de magistrados que podem receber propinas via estes parentes por meio de fictícias relações profissionais e de serviços! E acabar Co a prática de bancas famosas contratarem ou terem em seus quadros familiares diretos de ministros superiores dos tribunais para negociarem decisões!

  32. Na noite desta quinta-feira consolidou-se a impunidade e ficou bem claro que essas operações não levarão a nada. Ninguém será preso. Ninguém será punido. Todos continuarão sob o guarda-chuva dos mandatários da justiça, estes encastelados e protegidos por uma Constituição Federal dúbia e tendenciosa feita justamente para salvaguarda contra poderes absolutistas, como justamente esse que o judiciário acaba de consolidar.

  33. Diante do desmonte da LJ ficará muito difícil se chegar aos balcões de Brasilia onde escritórios de advocacia milionários comercializam sentenças com Excelências.

  34. De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. Rui Barbosa

    1. Portugal parece ter se transformado em máquina de lavar dinheiro sujo em fuga da lavajato. E tudo indica ser uma fonte de renda importante daquele país, visto que não extradita fugitivos importantes que lá vivem.

    2. Concordo plenamente com todos os comentários! É fazer as malas ! Mas não para Portugal refúgio dos ladroes ou corruptos

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