ReproduçãoA sessão de abertura do evento, na segunda-feira em Coimbra: à esquerda, o presidente do STJ, João Otávio Noronha; à direita, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

Caravana Holiday para Coimbra

A desconhecida entidade que todos os anos leva ministros de tribunais superiores para a Europa resiste a revelar quem paga a conta. Os convidados, porém, não se importam
05.07.19

Na última semana, Crusoé mostrou que vários ministros de tribunais superiores já tinham uma agenda de palestras na Universidade de Coimbra, em Portugal, logo na primeira semana do recesso do Judiciário, iniciado em 2 de julho. Com o tema “Perspectivas de um mundo sem fronteiras”, o evento anunciava em sua programação a participação de quatro ministros do Supremo Tribunal Federal e nada menos que 15 dos 33 ministros do Superior Tribunal de Justiça.

A nota registrava que o “seminário de verão” é promovido pelo desconhecido Instituto de Pesquisa e Estudos Jurídicos Avançados, o Ipeja, uma entidade cuja sede era, até recentemente, uma casa no Lago Sul de Brasília. O evento já é parte integrante do calendário para muitas das excelências. E sempre coincide com o início do recesso dos tribunais aqui Brasil. Muitos dos convidados viajam com despesas pagas, levam a família e, ao final, aproveitam para emendar as férias de meio de ano em destinos turísticos europeus. Nos últimos dias, Crusoé procurou tanto os participantes quanto os organizadores e pôde verificar que, apesar de reunir a nata do Poder Judiciário nacional, o evento está longe de prezar pela transparência.

À frente do tal Ipeja,o instituto que aparece como o organizador do seminário, está a advogada e juíza do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro Cristiane de Medeiros Brito Chaves Frota. Muito bem relacionada nas cortes de Brasília, ela não deixa claro de onde vêm os recursos nem diz se — e quanto — paga aos ilustres convidados. O escritório de Cristiane, uma boutique de advogados com sede na capital fluminense, tem processos em gabinetes de ministros que costumam ser convidados para os eventos do instituto, incluindo o atual presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha.

Um dos presentes na edição de 2019 do evento em Coimbra, o ministro do STF Marco Aurélio Mello admitiu que foi o Ipeja que pagou suas passagens, assim como a hospedagem em um confortável hotel da milenar cidade portuguesa. “É o mínimo, é o mínimo, já que a atividade intelectual no Brasil não vale coisa alguma”, afirmou. Ao ser perguntado se sabia quem financiava o Ipeja, porém, Marco Aurélio foi evasivo: “Quem está pagando? Não sei, eu não sou investigador para saber quem está pagando”.

Ricardo Ribeiro/FolhapressRicardo Ribeiro/FolhapressA Universidade de Coimbra, em Portugal: romaria das excelências brasileiras no recesso de julho, ano após ano
Neste ano, Marco Aurélio foi convidado para falar na sessão de encerramento do seminário, realizada na tarde da quarta-feira, dia 3. O evento começara na segunda, 1º. A terça-feira foi dia de folga. Indagado sobre a data de sua volta ao Brasil, o ministro disse que ficaria no exterior “o tempo que entender adequado”. Em Coimbra, Marco Aurélio contou com a companhia da filha, a desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região Letícia de Santis Mello. Ela, que também figurava entre os convidados, admitiu ter sido convidada pelo Ipeja e, a exemplo do pai, disse que não procurou saber quem estava pagando. “Não indaguei quem seriam os patrocinadores por se tratar de um evento acadêmico que já é realizado há mais de 25 anos, em uma parceria com uma instituição europeia tradicional”, disse.

A lista de participantes também incluía a advogada Anna Carolina Noronha, filha de João Noronha, o presidente do STJ. Ela não fez muita questão de esconder que aproveitou a oportunidade também para passear. Nas redes sociais, na terça-feira de folga, publicou fotos no Santuário de Fátima, situado a 85 quilômetros de Coimbra. Nesta quinta, 4, encerrado o seminário, ela já estava na cidade espanhola de Salamanca.

A rigor, magistrados podem dar palestras e participar de eventos acadêmicos, desde que não haja nenhuma situação que possa gerar conflito de interesse. Em casos como esse, porém, os ministros acabam aproveitando os eventos jurídicos para viajar de graça nas férias, e prorrogam a volta para passar mais tempo no exterior.

O Ipeja não deixa claro quem paga as despesas dos convidados. Em alguns eventos, eles chegam a divulgar as empresas “apoiadoras” sem detalhar o tipo de apoio oferecido. Neste ano, o evento contou com o apoio do Grupo Ânima, um dos principais conglomerados empresariais do ramo educacional do país, a Escola Brasileira de Direito (Ebradi, que pertence ao Ânima) e o Conselho Nacional de Praticagem, o Conapra. Desses apoiadores, apenas o Ânima respondeu às perguntas de Crusoé. Mesmo assim, com reserva. O grupo informou que “ofereceu apoio técnico e financeiro”, mas não detalhou os valores. Nas últimas duas décadas, pelo menos 50 processos do Grupo Ânima passaram pelo STJ e pelo Supremo. O outro apoiador, o Conapra, também costuma ter ações nos tribunais de Brasília. Em edições anteriores, o evento teve outros apoiadores conhecidos. Em 2016, por exemplo, o rol incluía a notória Fecomércio, alvo da Operação Lava Jato no Rio por causa de seus vultosos (e suspeitos) repasses a escritórios de advocacia.

CrusoéCrusoéA casa em Brasília que, no site, aparece como endereço do Ipeja. Na Receita, o endereço é outro
Em sua página na internet, o Ipeja é apresentado como uma sociedade civil sem fins lucrativos que “dedica-se à promoção de seminários, colóquios, congressos e outros eventos acadêmicos, por si ou em parceria com outras instituições, para formação de inteligências jurídicas direcionadas ao estudo do Direito Democrático”. Há duas semanas Crusoé tenta contato com os dirigentes do instituto, mas até o momento não obteve explicação sobre a origem dos recursos que bancaram as despesas dos convidados no seminário deste ano.
O resultado das tentativas de contato lança ainda mais dúvidas sobre o instituto. Os e-mails enviados para os dirigentes nos endereços eletrônicos informados no site do Ipeja não existem. Dos quatro diretores da entidade, apenas Cristiane Frota, que figura como diretora administrativa, respondeu, por escrito, por mensagem enviada via WhatsApp. Mas também não esclareceu as dúvidas cruciais, como a origem do dinheiro usado para realizar o evento.

Disse ela: “Trata-se de um Seminário Jurídico realizado na Universidade de Coimbra. O evento, oficial da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, é realizado em parceria com a Associação de Estudos Europeus e neste ano promove sua 21ª edição, ou seja, acontece anualmente desde 1998. Todos os participantes constam do programa como palestrantes e /ou debatedores”.
O site do Ipeja traz como endereço da entidade uma casa no Lago Sul, região nobre de Brasília. No local, porém, funciona há mais de um ano a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas. Na Receita Federal, porém, o endereço declarado é o mesmo do escritório de advocacia de Cristiane Frota no Rio de Janeiro. E o telefone de contato é de um escritório de contabilidade, também no Rio.

Por trás da falta de transparência e do desencontro de informações sobre o instituto, a advogada é que fica à frente da organização dos seminários. Casada com o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Elton Leme, no meio jurídico ela é conhecida por ter conquistado ao longo dos anos uma boa rede de relacionamentos nos tribunais superiores. Entre os ministros com quem tem proximidade está justamente o presidente do STJ, João Otávio Noronha, presença frequente nos seminários de verão.

Cabe a Cristiane o papel de não só convidar os participantes brasileiros do seminário como também fazer a interlocução com as empresas que apoiam a iniciativa. Paralelamente a sua atividade como organizadora, Cristiane segue atuando nos tribunais superiores e seu nome consta em ao menos 23 processos que estão sob relatoria ou já foram julgados por ministros do STJ que já participaram do evento que ela organiza. No Supremo, dos cinco processos nos quais Cristiane consta como advogada, um foi analisado por um ministro que já participou do evento: Dias Toffoli, o atual presidente da corte, que foi no seminário do ano passado e neste ano, embora tenha sido anunciado na programação, acabou não viajando a Coimbra. Nessa ação, Toffoli rejeitou em 2014 um recurso do Instituto Nacional do Ambiente contra uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio que impediu a demolição de um píer construído por Cristiane em sua residência, encravada na área de preservação ambiental de Tamoios, em Angra dos Reis.

Reprodução/Redes sociaisReprodução/Redes sociaisA advogada Anna Carolina Noronha, filha do presidente do STJ, em Salamanca, na Espanha
No STJ, há pelo menos um processo do escritório de Cristiane no gabinete de Noronha. Foi protocolado em junho deste ano, e ainda não tem decisão. Além desse caso, o ministro já atuou como relator em outros quatro processos do escritório dela. Em um, a Terceira Turma do STJ negou por unanimidade, em 2015, um recurso da Ambev que acusava o Grupo Petrópolis de concorrência desleal por utilizar nas latas da Itaipava as mesmas cores da Brahma para, supostamente, confundir os clientes. O Grupo Petrópolis, presença cativa em alguns rumorosos casos da Lava Jato, era defendido nesse processo pelo escritório de Cristiane. Quatro dos cinco ministros da turma que julgou o recurso participaram do seminário organizado por ela em Coimbra naquele ano: Paulo de Tarso Sanseverino, Paulo Moura Ribeiro, Ricardo Villas Boas Cueva e Noronha.

Outra figura central na realização dos seminários com os integrantes da cúpula do Judiciário é o presidente do Ipeja, Rubens Lopes da Cruz. Pedagogo de formação, Lopes se aproximou do mundo jurídico graças a suas visitas constantes à capital federal quando ainda era reitor da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), que pertencia à família de sua mulher, e precisava despachar as demandas da instituição. Em 2001, ele foi eleito pela primeira vez vice-presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares, a Anup, que tem entre seus objetivos aprimorar a relação das instituições de ensino privadas com os três poderes. Depois, tornou-se vice-presidente da entidade, cargo que exerce atualmente. A Anup figura como proprietária da casa no Lago que, no site do Ipeja, aparece como endereço do instituto responsável por organizar os seminários para as excelências do Judiciário em Coimbra.

Amigo de Ricardo Lewandowski, outra presença frequente nos eventos do Ipeja, o próprio Rubens costuma participar dos encontros em terras portuguesas. Em 2014, chegou a ser citado pelo ministro do Supremo na cerimônia de encerramento. “Gostaria de agradecer o Ipeja, em nome do professor Rubens Lopes, que mal inicia suas atividades, mas que já promete ser um dos grandes centros científicos de nosso país, o Brasil”, disse Lewandowski na ocasião.

O Ipeja está longe de ser um dos grandes centros científicos do país, mas eventos atraem a atenção de muitos advogados interessados em estreitar relações com alguns dos principais nomes do Judiciário brasileiro. Muitos viajam a Portugal para assistir às palestras e tentar chegar mais perto dos togados. Os eventos do instituto também já contaram com algumas presenças que, depois, passariam a figurar em escândalos de corrupção. É o caso do advogado José Antonio Fichtner, irmão do ex-secretário da Casa Civil de Sérgio Cabral Régis Fichtner. Ele figurou entre os palestrantes da edição de 2015 do seminário. Quatro anos mais tarde, em fevereiro de 2019, José Antonio Fichtner foi alvo de buscas da Polícia Federal em sua casa e seu escritório no Rio por suspeita de lavar dinheiro para seu irmão, um dos mais importantes operadores do esquema de Cabral que também é apontado como responsável por atuar para o esquema do ex-governador na indicação de magistrados fluminenses.

Adriano Machado/CrusoéAdriano Machado/CrusoéMarco Aurélio de Mello e Ricardo Lewandowski em sessão no Supremo: convite no recesso
Ex-procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro durante o governo Cabral, Marfan Vieira figurou entre os participantes de duas edições dos seminários de verão. Recentemente, o emedebista afirmou, em mais um de seus depoimentos ao Ministério Público Federal, que quando ainda estava no governo Vieira chegou a procurá-lo para oferecer o arquivamento de investigações. Em troca, deveria reconduzi-lo ao cargo. Vieira rechaçou a acusação.

Na edição deste ano do seminário de verão, nenhum alvo de investigações foi anunciado como palestrante do evento. Um participante inesperado, porém, chamou atenção. O atual governador do Rio, Wilson Witzel, apareceu no evento, provocando protestos de um grupo de estudantes brasileiros. A manifestação constrangeu os três ministros do STF que estavam na sala. Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes foram flagrados em um canto da sala enquanto o grupo chamava Witzel de fascista e exibia cartazes com críticas ao governador. Lewandowski foi flagrado cumprimentando um dos manifestantes. Mesmo não estando na programação, o governador acabou discursando para os participantes do evento depois da confusão.

Corregedor nacional de Justiça e ministro do STJ, Humberto Martins aparecia entre os convidados do Ipeja para o evento deste ano, mas não embarcou para Portugal. De plantão na Corregedoria até o próximo dia 10, ele disse que participou do evento há quatro anos (sem, é claro, dizer quem pagou) e que, apesar de ter sido convidado para a edição deste ano, não sabe quem está bancando a viagem dos colegas que foram. Ao ser indagado se pretende cobrar explicações dos colegas, afirmou que não iria responder à reportagem. “Quando eles chegarem, eu vou analisar o caso concreto, não vou lhe responder nada”. Crusoé entrou em contato com os gabinetes de outros 19 convidados, entre ministros do STF e STJ, desembargadores federais e do Tribunal de Justiça do Rio, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

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500
  1. Doutores Toffoli, Lewandowski, Cármen Lúcia, indicados por Lula; Fux, Rosa e Barroso por Dilma; Alexandre de Moraes por Temer; Gilmar Mendes por FHC.

  2. E claro que tem caroço neste angú!!!!!!Vou acompanhar a Crusoé, pari-passo poisfiquei muito interessada em saber qual a fonte financeira do evento. Aliás, se vocês descobrirem....será um "furo de reportagem". Aguardo!!!!!!

  3. Não basta à mulher de César ser honesta; é preciso que também pareça honest4. Neste caso, datíssima, mas é claro o conluio entre os ministros e os advogados para passar férias grátis em prejuizo da honestidad3 nos processos. V4de retr0!

  4. Toffoli como sempre aprontando : indo contra uma entidade de preservação ambiental e colaborando com a tal Cristiane ( a tal q organiza o grande trem da alegria) aprovando a construção de um píer na sua residência em águas de preservação ambiental em Angra dos Reis. É demais !!! Primos irmão de Deus !!!

  5. Como todo cidadão Brasileiro q luta pela verdade, espera esclarecimentos sobre estas relações estranhas do Ipeja , com alguns membros do judiciário , escritórios de advocacia e empresas. Contamos com as investigações dos repórteres da Crusoé q certamente descobrirão quem paga estas despesas a este Ipeja. Seria uma entidade espiritual ou extra-terrestre?

  6. É uma vergonha tudo isto. Quando vamos ter mais seriedade de nossa classe de funcionários públicos? Por que o judiciário age assim com este desdém pela transparência? Não dá para se afirmar que seja algo ilegal ou ilícito, mas também não dá para negar a falta de transparência e o desconforto que é criado quando alguém questiona estas participações neste eventos.

  7. Abrangente e esclarecedora reportagem mostrando os vários caminhos que o poder judiciário e político de nosso país se cruzam em busca de seus interesses.

  8. Abrangente e esclarecedora reportagem, revelando como as várias linhas do poder judiciário e político de nosso país se cruzam em algum lugar longínquo da Europa.

  9. É preciso ter coragem para pegar no pé dessas autoridades! Mas vejam, senhores, tudo passa. Paulo Henrique Amorim não haverá de prestar contas a partir de agora com sua própria consciência? Parabéns Crusoé!!!

  10. ese crusoe ta muito abelhudo,não pode mexer com os deuses do olimpo não sabem que são intocaveis, irrepreensiveis,e infaliveis? DEIXEM ESSES DEUSES EM PAZ PRECISAM DE PAZ PARA TRABALHAREM EM PROL DA IN(JUSTIÇA)

  11. Mais uma unanimidade de comentários. Acho que a porcentagem dos alfabetizados que constam da pesquisa beira os 80% fazem parte dessa cambada de previlegiados. Se fosse para eu votar seria FECHEM ESSA JUSTIÇA SUPERIOR E JOGUEM A CHAVE FORA

  12. Pior é ver que suas excelências não vêem nenhum problema nisso tudo. É como se um dono de madeireira fizesse uma festa pro Ibama todos os anos.

  13. Ao ler essa corajosa reportagem, renovo a minha indignação com a vulgaridade e desfaçatez de brasileiros privilegiados e hipócritas.

  14. E pensar que eles têm o poder de decidir se fulano, beltrano e sicrano atentaram ou não contra a moralidade pública! Bem... espera-se que ao menos voltem das férias convencidos de que, sem fronteiras, a liberdade individual, inclusive a de cada um deles, vai para o espaço.

    1. Todos juntos e misturados: por que se manifestar, né não?!

    2. Concordo com Jazz. A relação interessada em resultados processuais (leia-se digna de suspeição) entre advogados de grandes bancas e desembargadores, ministros e juízes é, recorrentemente, promíscua. É uma pena que a imprensa ainda não lançou suas lupas sobre o judiciário, tampouco a lava-jato. A imprensa está concentrando atenção demasiada e sensacionalista no caso Moro x IntercePT e não sabe a metade da missa nos bastidores do judiciário. Aff!

  15. Com certeza quem paga essa conta somos nos....deveria haver transparência.... afinal a suprema corte nao pode ser subornada com passagens e agrados as respectivas famílias.

  16. Não é mais do que antiético um grupo de ministros brasileiros viajar para um seminário no exterior, sem saber quem paga suas despesas ?

    1. É o mesmo caso dos advogados que defendem criminosos não lhes interessa que o dinheiro venha do crime eles querem é se locupletar e quanto mais demorado o processo melhor. Atua como lavador de dinheiro do crime, sempre organizado.

  17. Como não vou me infartar me indignando com tanta descompostura, de tantos juízes, vou dar uma gaitada. É de rir como estas pessoas, grupo muito poderoso na república, nos trata. É assim vamos vivendo...

    1. Essa "gaitada" é mais do que adequada ao contexto dessa farra da toga. Lá em "nóis" esse povo levava uma cipoada pra não mais comer em mesa de que não pagou pela postura dela.

  18. Lemos uma matéria que podemos chamar de jornalismo de verdade. Parabéns Mateus...muito satisfeita por assinar Crusoé, o antagonista+. Melhor custo benefício entre valor gasto x informação confiável. Meu dinheiro está muito bem investido

  19. Tudo se resume numa palavra basica, muito em falta nestes casos: "ÉTICA"! Como participar de evento pago por outrem quando é claro o conflito de interesses. Em qualquer empresa multinacional seriam todos demitidos por justa causa!

  20. Em maio de 2012, o Ministro Gilmar recebia Jobim e o ex presidente Lula, para tratar de abortar o mensalão... e por aí sempre trilham, nossos sem noção ética, representantes das altas cortes do judiciário, um dia - talvez não esteja longe - que uma bonita gravata aperte além da conta o pescoço...

  21. Sérgio Moro foi convidado ? Duvido, o clubinho é só para amigos íntimos das altas cortes do nobre judiciário brasileiro e lusitano. Fru frus e pompas com plissê almiscarado

  22. Inocentes e pobres neste País, somos nós, o Povo; ao que parece a Côrte de D.João ainda permanece, será que ainda veremos um novo baile na Ilha Fiscal???

  23. É necessária uma séria investigação sobre o patrocínio às excelências do judiciário brasileiro e afins por esse instituto, que já é suspeito pela nebulosidade sobre seus endereços, sites e patrocinadores. E esses nossos ministros e juízes aceitam descaradamente as mordomias oferecidas sem se importarem com a origem do dinheiro que os favorecem. Para mim são como galinhas reunidas para uma festa patrocinada por raposas. Nunca houve almoço grátis.

  24. Interessante perceber que esses fatos não merecem a menor atenção da grande mídia, embora envolvam a nata do judiciário. Agora, se por exemplo, o ministro Sergio Moro fosse um dos convidados, daria primeira página na Folha, com severas críticas. É a velha pratica dos dois pesos e duas medidas.

  25. #CpiLavaToga urgente, o judiciário brasileiro é um braço importante do esquema oligárquico e político que suga o povo brasileiro desde 1985, cadê a coragem do Congresso, ou melhor, temos congressistas sem o rabo preso com o judiciário, para investigá-los? A "currióla" no Brasil é muito maior do que a Lava Jato já mostrou, mas não podemos desistir, a hora de limpar o judiciário chegará ...

  26. Todos sabem o quanto vale a "atividade intelectual" de Marco A. Mello e seus pares. O resultado prático mais evidente de suas elucubrações - à brasileira, obviamente - é tornar sem sentido e inúteis os conceitos de "suspeição" e "conflito de interesses", levados à sério em qualquer tribunal mundo afora que se pretenda respeitável. Essa é a parte visível, a submersa por enquanto só temos uma vaga idéia.

  27. Parabéns ao jornalista Mateus Coutinho pela excelente matéria, a qual trás com muita inteligência e propriedade o que grande parte dos brasileiros desconfiam, mas desprovidos de dados substanciais sobre o problema. Se tivesse jeito de compartilhar no facebook iria faze-lo para chegar ao maior número de brasileiros.Fiquei satisfeito com a matéria que, a meu sentir, mostrou como funciona grande parte da justiça brasileira.

  28. ..seu antagonista...o sr mostrou o doce e escondeu.....KKKKK iso faz parte ... já dizia o velho politico Adhenar.....KKKK..e para os outros ....nada ....um nabo ....e principalmente no atual governo..kkkk

  29. A desfaçatez é tão grande que pressuponho ser a corrupção no Brasil extirpável se e somente se, o povo, com toda a truculência que lhe é particular, dê um basta nisso. A exigência, reiterada, dos vinhos quatro estrelas pelo STF já nos havia dado uma pista. Brincam com fogo, embebidos de cachaça e/ou uísque...

  30. Tem muita sujeira por trás dessas togas, daí o quanto é importante pautar a CPI da Lava Toga no Senado, que o filhote do Renan, o “Baturé”, vulgo Alcolumbre, está sentado encima. Parabéns a Crusoé pela excelente reportagem, tem que dar sequência nas próximas edições, só assim poderemos ter a transparência tb no judiciário.

  31. Nojento, mas... é de sempre que filhos, filhas, esposas, maridos, etc são os laranjas de ministros das cortes superiores e até das "inferiores" em seus escritórios particulares. Olha a OAB aí gente!!

  32. Parabéns pela reportagem! O Poder Judiciária é, sem dúvida, uma grande caixa preta que precisa ser desvendada! vai sair muita podridão!!!!

  33. Triste e vergonhoso ver nossa magistratura agir como pessoas desprovidas que precisam de viagens grátis para passear nas férias.

  34. O conteúdo da matéria é estarrecedor. TUDO e TODOS são superlativamente suspeitos. Entretanto, é o ex-Juiz Sérgio Moro tachado de "parcial" por ter condenado o AliBabá. Por tal motivo, teve que prestar esclarecimentos aos 40 ladrões.

  35. É exatamente por isso que os critérios para a escolha de ministros do STF, STJ e STE( êste um dos únicos existentes em todo o mundo), tem que ser mudados. Além da exigência do notório saber, todos os candidatos deveriam ser juizes de carreira (dos atuais 11 ministros do STF , APENAS UM é juiz concursado.

    1. Concordo, Alberto. Entretanto, esclareço que ao invés de tão-somente um, na realidade são dois os membros do STF egressos da Magistratura de carreira (concursados): Luiz Fuz - ex-juiz estadual do Rio de Janeiro - depois desembargador. Min. do STJ e alçado ao STF; e Rosa Weber, ex-juíza da Justiça do Trabalho. Os demais, TODOS jamais prestaram concurso para a Magistratura. Foram "presenteados" pelos respectivos padrinhos políticos, a quem devem favores e subserviência funcional e partidária

  36. Toda a notícia que se lê sobre o Brasil e suas instituições dão ânsia de vômito e o povo frouxo não pega está gente e arrebenta na porrada, essa democracia fajuta não vai resolver não.

    1. Apoiado! Investigação, não especulação tipo intercept!

  37. Judiciário é o único poder que ainda não foi investigado pela lava jato, não por falta de informações, mas me parece que uma espécie de blindagem de uma corporação. No momento que der o "start", ninguém escapa. STF, STJ e TSE vergonha para o Brasil.

  38. Vergonha ao Brasil!!! STF deveria ser de reputação ilibada ... Não é? Deveriam remover ministro que estão sob o mínimo de suspeita.

  39. Fruto da minha imaginação, fico curioso em saber quantos desses "caras" (feras que são) possuem CASAS ou APARTAMENTOS em Portugal, França ou mesmo nos "ESTADOSUNIDO". Nós, simples mortais que pagamos a "conta toda" deles, aqui só com nossa cervejinha. Eita!

  40. Vergonha. Incrível a falta de “accountability “ das excelências que custam uma fortuna para quem trabalha. Em qualquer organização este conflito de interesse seria objeto de compliance.

  41. Parabéns pela reportagem. Um grande balcão de negócios. Nosso país está na lama. Com um judiciário desse nível será muito difícil nossa sociedade ser mais justa e igualitária. Sérgio Moro é uma exceção nesse meio. O que seria se tivéssemos mais juizes com respeito, dignidade e ética. Com certeza um Brasil muito melhor.

  42. O Brasil é uma carnavalesca Aristocracia darwinista ; poderosos politicos, juizes, empresarios e banqueiros são os nobres (felinos) que vivem à nossa(herbívoros) custa, acima do bem e do mal, imunes, impunes à Lei e à Etica ; vivemos a mais sofisticada e lucrativa predação dos mais fortes e espertos sobre os comuns; mais de 70 taxas e impostos para susentá-los; vivemos como os animais da savana do Serengueti( Brasília); felinos e carniceiros devorando os herbívoros; Reino do Brasil e Sapucahy

    1. Muito bem escrito. Pode dar continuidade à reportagem no próximo número estendendo o brilhante comentário. Quando "finalmente" publicarem quem paga pelos eventos. Aguardaremos...

  43. Caramba!!! Será que IPEJA é um braço da Maçonaria? Ou uma perna do George Soros? E o COAF não tem nenhuma curiosidade em saber a origem do grande volume financeiro que envolve esse evento? Me parece que o único relógio de ponto do trabalho de nossos magistrados está instalado em Portugal... Tivemos o Mensalão, o Petrolão... Estamos em vias do Bndesão... Uma sugestão para a Lava Jato: o Ipejão... E aí, talvez, a gente consiga criar um Brasil sem tantos “ãos”!

  44. Parabéns pela matéria! Gostaria de ver o Senador Cajuru comentar sobre isso lá na tribuna do Senado. Poderia ajudar na busca da CPI.

    1. Aqui no Brasil, está td. errado, desde 1.500 qdo os portugueses aqui chegaram...Já foi colonizado por bandidos, degredados europeus. A bandidagem começou aí. Agora, para essa História td., nosso Presidente Bolsonaro, tem que fechar o STF e o Congresso - fazer o limpa nas Instituições, aprovar as 2 maiores Reformas - da Previdencia do P.Guedes, e a do S.Moro. Pegar td a esquerda doente, comunistas, coloca-los em 1 Navio, é solta-los em alto-mar....Daí sim, o Brasil vai mudar, é se transformar....

  45. Fico imaginando se o Moro fosse o convidado. Pronto, ja estaria feita a confusão. Folha de São Paulo, 1 página, e a turma da esquerda batendo firme. Mas nós somos lerdos, então vai ficar so nisso aí. Conjecturas.

  46. É impressionante como esta gente do alto comando da Justiça STF, STJ etc são medíocres, a troco de uma passagem e estadia para Portugal (coisa barata) se expõe sem o menor respeito ao cargo. É um evento onde vão brasileiros palestrar para brasileiros, por que não fazer no Brasil? Por outro lado, o Ministro Marco Aurelio tem que se preocupar sim em saber quem financia, é dever dele além de saber, informar ao público, mas infelizmente como podemos exigir isto de seres tão medíocres.

    1. Georges, você definiu com precisão: são medíocres. Esses chinelões compõem a aristocracia do país que, ao contrário do que se pensa, continuou dando as cartas mesmo após o golpe da proclamação da nossa república. O imperador foi deposto, mas os aristocratas fajutos ainda mandam e desmandam no Brasil.

  47. Pelo que percebemos na reportagem, uma mão lava a outra. Poder econômico bancando viagem de juízes disfarçado de evento cultural, depois esses mesmos livram essas empresas nos tribunais. Depois disfarçam que a justiça e cega.

  48. Isso sim é jornalismo. Então quer dizer que o cidadão, que é juiz, vai a um evento financiado e não sabe quem esta financiando? Isso não existe. O problema dessas pessoas é que acham que estão acima de tudo e de todos. Não têm compostura. Se fossem sérios, estariam preocupados em dar satisfação ao país. Show de horror!

  49. Se puxar o fio da meada, logo se descobrirá que essa Cristiane é uma baita esperta dissimulada que alicia togados desavisados ou não através de mimos. com a finalidade de que seu escritório se de bem em processos nas cortes superiores. Mais uma figura, que se investigada pelo MPF, vai render muito "pano pra manga". Provavelmente tem dinheiro sujo nessa jogada.

    1. As indicações não apontam para dinheiro limpo aí. Lamentável.

  50. E nenhuma das "excelências" se julgam impedidas de julgar os processos destes contentores e "financiadores", tudo cretinice pura.

    1. A nossa democracia é uma piada! São os partidos que escolhem quem poderá se candidatar, então nada mudará porque as opções serão as mesmas. O voto é OBRIGATÓRIO, que democracia é esta que obriga você votar?!?! Nem o direito de se abster você tem!

  51. parabéns, exemplo de JORNALISMO!!! Simples assim, mas a incompetência de muitos ofusca estrelas!!! Vamos em frente e ao trabalho de verdade!!!🇧🇷

  52. Ótima matéria. Aguardando os comentários das excelências. Sabemos que a Crusoé não deixará esse assunto ser esquecido.

  53. Parabéns, Mateus Coutinho, pela excelente reportagem! É também uma denúncia, pois não existe transparência e sobram questionamentos: quem paga todas as benesses à essas figuras "tão distintas" e por quais razões? O dinheiro tem o seu valor e não cai do céu! E as empresas particulares não costumam ser tão pródigas. O que recebem em troca? No Brasil, o erário público tem sido desviado de muitas maneiras, e de forma fraudulenta. Precisamos saber a verdade! Esta investigação precisa continuar!

  54. Enquanto essa farra envolvendo ministros de tribunais superiores, seus amigos e parentes ocorre em Coimbra, o Moro está sendo linchado por ter condenado quase 150 corruptos..

    1. Nojo. Náuseas. Vômito. Bilis. Vergonha.Vexame. Mais o quê? Desfaçatez! Desdém com o público e as instituições. Bichos de Toga. Dinossauros não extintos!é a judicialização da hipocrisia.

    2. É realmente uma vergonha nacional! O Brasil está mudando, mas o câncer continua corroendo os tecidos de nossa nação! A Lava Jato precisa continuar combatendo a corrupção, os crimes hediondos e os de colarinho branco. Só assim teremos uma sociedade educada, uma democracia verdadeira e qualidade de vida!

  55. É preciso reler episódios históricos da revolução francesa, decapitacoes, encarceiramentos de rainhas, guilhotinas. Conquistas feitas com sangue. Seminários com roupagem de seriedade em pleno recesso? Seriedade seria se pago pelo erário, publicado em diário oficial... O resto, prostituição intelectual...

    1. Vergonhoso para todos nós brasileiros termos muito que lamentar de um poder que dispõe de muito, mas muito recurso para fazer justiça e, se demonstrar estar envolto casos escabrosos. Até quando suportaremos?

  56. Tudo ligado, é uma falcatrua atrás da outra. Onde se procura, está lá a corrupção, os conchavos, conluios e as armações. Já havia ouvido há muitos anos atrás que os juízes eram financiados pelas empresas. Parabéns pela matéria. Tem que ir mais fundo.

  57. Enquanto os supostos "garantistas" se fazem de escandalizados com as narrativas do Verdevaldo, o tráfico de influência corre solto por aí... Adoraria saber qual foi a produção científica que esse instituto já produziu. Será que sua produção revolucionou o pensamento jurídico universal?

  58. Em Portugal há anos tem esses eventos 2x ao ano como paraíso eles vão com tudo pago e tem estímulo ao desenvolvimento do direito profissional além da liberdade e da aproximação entre advogados e empresas e juristas e depois tem entrada livre na Europa para turismo. Coimbra não tem culpa. Eu adoro Portugal. Quem paga ? Empresas claro.

  59. Minha gente, imaginem está gente, com estes critérios morais, julgando o destino de pessoas e empresas. Muito difícil ser sério neste cenário do inferno.

  60. Pilantragem sem limites, um País com tudo pra ser próspero, Infelizmente o Brasil continua num grande lamaçal, Artigo 142 já

  61. Esses seminários, colóquios, simpósios, etc, são via de regra disfarces para boas férias no Exterior, com tudo pago. A ética, a moral e a decência exigem que todo e qualquer convite feito a juizes, desebargadores e ministros tenha total transparência quanto aos patrocinadores, com nomes, razões sociais, endereços, meios de contato, recursos disponibilizados, tudo claro, explicito, planilhado e disponível para consulta na internet.

    1. Pleno acordo. Aqui não são conversas hackeadas e remontadas por intercept.

  62. Dá para ter esperança Nesse pais? O pior é que não estão nem aí é nós ainda alimentamos esperança. Tudo isso só alimenta o desejo de muitos de se mandarem desse país. Brasileiros! Que povo sofredor!

  63. Só faltou um togado nesta trinca que não vê a hora de enquadrar o Min. Moro, mas basta consultar edições anteriores destes e outros eventos e lá estará ele (Mendes). Um bando de hipócrita, se moral tivessem, se declarariam impedidos até mesmo de atuar como juízes. Aceitar benesses ilegais e imorais pode, o que não pode é combater veementemente a corrupção sistêmica. Hehehe Brasil, difícil enxergar como e quando vc vai sair deste atoleiro.

    1. Acho q depois dessa reportagem vem mais censura por aí.

  64. muito bem CRUSOE, precisamos deixar claro todas estas farras que ninguém sabe quem paga, logico deve ser o povo através das verbas roubadas ou de quem tem interesse.

  65. Vergonhoso está falta de compliance . A reportagem é bem elucidativa. Todos deduzimos quem paga. Globo, Bandeirantes, Veja, Folha de São Paulo, SBT,Isto É, Estado de São Paulo et caverna... vcs não valem nada.

  66. Eita!!! Mas disseram - acho que foi Kakay - que advogados não conversam fora dos autos em festas, só oficialmente. Alguém acredita?

  67. Os juizes das altas cortes do Brasil, não se importam com a ética,não são discretos e acham normal ter suas despesas pagas com partes interessadas em processos que eles julgam. Muito estranho!

  68. Gistem ou nao o país está sob o jugo de uma ORCRIM cuja base de sustentaçao é a impunidade garantida pelos altos escalões do Judiciario. Esta sirltuaçao é uma ameaça real às instituicoes e nossa democracia. Somente uma açao policial dentro da GLO garantida pelo Art 242 da Constituiçao pode destruir esta ORCRIM. Fora isto é enxugar gelo.

  69. Pois é. Essa gravíssima denúncia da permissividade na conduta de altas autoridades brasileiras em festejadas férias europeias,bancadas suspeitamente por”fornecedores” do STF/STJ, vai continuar ecoando no vazio do deserto, assim como foi a mensalidade recebida pelo presidente do stf denunciada pela Crusoé em seu começo. Não deu em nada.e nenhum outro orgão da imprensa repercutiu.Brasil,zambia,congo,etiópia estão no mesmo nível em matéria de moralidade pública. Um vexame! Alvaro Costa

  70. Aos poucos , jornal investigativo como Crusoe, de notável seriedade vai desvelando as falcatruas que a décadas funcionam nesse país como se fossem os donos dos cofres dessa nação!! É de dar 🤢 mesmo só de saber dessas tramoias todas! E elas não se acabam !😱😱😱

  71. Diu-ma disse que tinha 4 ministros. Essa fala não é imoral , agora dizer que vai prender o corrupto é crime....me poupe, que essas putas de capa preta se lasquem

  72. ESSE É O JUDICIÁRIO BRASILEIRO, BALCÃO DOS FESTEJADOS E ESTRELADAS BANCAS DE ADVOGADOS. TRABALHA A FAVOR DOS PODEROSOS! OU NÃO?

  73. Os iguais,estão fazendo o ex-juiz Dr Sérgio Moro,passar por “juiz ladrao” com informações surrupiada.Todos os dos Stj, Stf, Tribunais e grandes corporações estão dando desinformações áudio/visual de “graca” e não temos Ninguém para processa-los e cobrar explicações (convidados pelo congresso) como o ex-juiz.O problema do Brasil,como sempre, só condena os “graúdos” através da política e aos Pobres trabalhadores pela Lei.

  74. Anotem o nome de todos que já participaram e dos que ainda vão participar desse circo. Se o artigo 142 for aplicado, todos eles serão demitidos a bem do serviço público, por "aquele" motivo, além de serem levados ao xadrez.

  75. No mundo não falta dinheiro. Se observarmos bem e juntar os gastos, em todos paises, com certa classes de pessoas, veremos como somos explorados com os governantes.

  76. Muito ocupados, eles não têm tempo a perder, na busca de quem paga suas viagens à Universidade de Coimbra. Em sua ingenuidade - a deles - certamente nunca desconfiaram de nada; nem mesmo passou levemente por suas cabeças estarem sendo agradados, mimados, lisonjeados ... Mas quanta pureza presente no judiciário brasileiro!

  77. Tudo bem articulado, mas a pergunta que deve ser feita é, nesses tribunais superiores, qtos “juízes” são realmente juízes concursados ?

    1. Nelson, o seu comentário apesar da seriedade do assunto, me fez dar uma sonora gargalhada.

  78. Sinceramente, o nosso Brasil não tem mais conserto. A quantidade de "toridades" hipócritas, caras de pau, falsas, oportunistas, incompetentes, sem vergonha, quando não corruptas, é exageradamente grande. Nós, os simples mortais trabalhadores honestos, estamos mesmo FRITOS. Vixe!

  79. "Estudos do Direito Democrático"... Que diacho é isso?!! Existiria o Direito "não democrático"? Aposto como por trás dessa farra toda existe um dedo vermelhinho, podem apostar.

  80. Mais uma excelente matéria. Constatamos que nossas ilustres excrecên cias não se constranger em se vender para os ricos clientes de "devogadas" desse tipo , em troca de flanar pela Europa com tudo pago.

  81. Estou indignado com o comportamento vergonhoso destas autoridades. Crusoé, sei que já fizeram bastante com esta matéria mas, por favor, dêem mais visibilidade em todos os meios que puderem, temos que motivar a indignação da maior quantidade de pessoas, algo tem que acontecer para começar a reverter esta pouca vergonha. Obrigado.

    1. Esse instituto deve ser igual ao do Ministro Gilmar Mendes. Totalmente probo

  82. Marco Aurélio: "É o mínimo, é o mínimo, já que a atividade intelectual no Brasil não vale coisa alguma". É um deboche!

    1. Férias de presente todo ano ( passagens aéreas classe executiva para eles e a família passarem 20, 30 dias na Europa todo ano) c/a desculpa de ser palestrante. É um escárnio! Como se não pudessem pagar do próprio bolso, como os demais cidadãos. Fora q isso não é grátis. É pago com sentenças favoráveis.

  83. O Judiciário brasileiro é nojento, podre e corrupto. Corporativismo e nepotismo a toda prova. Quando essa impunidade vai ter fim?

  84. A promiscuidade sem limites dentro dos tribunais superiores, realmente causam nojo a quem tem ética. É preciso uma mobilização popular numa próxima etapa de cobranças sobre o STF e os STJ. uma vergonha!

    1. Exatamente, sempre os tribunais superiores, deveria acabar essas indicações políticas, onde entra a política entra a destruição.

  85. É total a falta de ética. Tipicamente tupiniquim. E Coimbra deve ser o ranço salazarista. Afinal meio século nas entranhas...

  86. isso aí não aguenta meia hora de interrogações a Jato. Como faz pra destituir esses corrompidos e malditos ministros? miseráveis, pobres cegos e nus!

  87. Parabéns pela matéria , acho que para ter efeito deveria ser editada em O Antagonista porque o povão brasileiro que essas pessoas ficam " representando" deveriam ter conhecimento disso.

  88. Isso não pode passar em branco. É um tapa na cara de cada cidadão decente. É muita cara de pau e bandidagem. A lei tem que ser igual para todos.

  89. Cuidado que Lava a Jato ja descobriu um link com essa instituicao portuguesa, que tudo indica também tem socios ocultos brasileiros que nao ser socio.(???)

  90. Que farra maravilhosa. Advogados com diversos processos a serem julgados nas cortes superiores em viagem de férias, fantasiada de cursos jurídicos, em flagrante conluio com Ministros que julgarão seus recursos. O Dr. Sérgio Moro não pode sequer conversar com Promotores em particular?

  91. As altas cortes do judiciário brasileiro, lembram aos cardeais da igreja católica, um bando de autoridades tentando passar imagem de de dignidade, quando as feições e a postura revelam a profunda hipocrisia e a mediocridade.

  92. O verdevaldo do Intercept não vai pedir (ou mandar) o seu hacker predileto para invadir o celular dos organizadores deste convescote "jurídico"? É possível que conseguisse algum "furo" de reportagem. E sem adulterar mensagens.

  93. O império brasileiro acabou porque os cidadãos cansaram de sustentar uma corte imprestável. Hoje novamente a sociedade descobriu que sustentar privilégios de funcionários públicos venais e lenientes enquanto o povo padece chegou ao limite do absurdo. #ChegaDePrivilégios

  94. Devolvo o bordão de MAMello: "tempos estraaaaanhos", o cacete! Relações de conchavo e conveniência em que muito dinheiro serve para limpar os bum-buns perfumados dos iluminados da podre e medíocre (in)justiça brasileira. Um desfile patético de velhos deslumbrados com o que o dinheiro, não importe de onde e como venha, pode lhes render em diversão. De advogadas-peruas-bem-relacionadas, inteligentes a ponto de moldar a lei às conveniências. Como eu disse, todas as semelhanças com uma corte feudal.

  95. Se não há transparência e ninguém diz quem paga a festa, pode ter certeza que existe "toma lá, dá cá"... isso é fato. Ainda mais com as figuras nefastas do STF que frequentam o evento regularmente. É fácil e conveniente o Ministro Marco Aurélio dizer que não sabe que paga. QUEM TEM MORAL E INTEGRIDADE DE VERDADE, NÃO ACEITA PRESENTES OU VANTAGENS DE DESCONHECIDOS.

  96. Existe uma verdadeira "corte feudal" chamada poder judiciário. Reis, barões, condes e alguns burgueses com posses. Essa relações não são suspeitas, são criminosas. Uma interação pornográfica entre interessados e julgadores de seus interesses. Com direito ao glamour do nababo, do "tudo pago" (ninguém sabe direito por quem), da vaidade de bancas riquíssimas de advogados em paparicar julgadores que nem docemente se constrangem. Então não interessa ao togado do STF saber quem lhe banca este mimo?

  97. Ainda bem que temos a Crusoé, pra ficar de olho nessas viagens, não é a primeira reportagem desse tipo que leio por aqui. Parabéns a vocês que nos trazem informações relevantes, mesmo quando os casos ocorrem fora do nosso país.

  98. A constituição de 88, abriu a caixa de Pandora, atuam hoje no Brasil varias “famílias “ mafiosas.Esta é apenas uma delas.Neste contexto, homens como Bolsonaro, Moro, e Guedes, são “outsideres”, por isso são execrados.Parabens a Cruzoe , a cada edição, um “gol de placa”.Uma constituinte revisora independente , como pensada pelo Carvalhosa, seria uma alternativa para minar os poderes das máfias .

  99. Excelente reportagem. Parabéns Cruzué pelo excelente texto claro e objetivo... Esse é o nosso judiciário brasileiro. Como cobrar transparência nas açoes dos cidadãos se esses que julgam fazem pior? Digo pior pois eles conhecem a lei como ninguém (ao menos, deveriam) e não dão o exemplo nem tão pouco o devido respeito... assim, fazem pior... fica registrado o meu desconforto de sempre com o "nosso judiciário".

  100. Parabéns a Crusoé! Esse tipo de jornalismo investigativo que temos necessidade. Reportagem, ao que parece, sem qualquer tipo de "segundo interesse" apenas a informação daquilo que é desconhecido da população, mas que lhe é extremamente pertinente, uma vez que possivelmente recursos públicos possam estar sendo usados, e portanto, exigi-se publicidade.

  101. Crusoé, é esse tipo de reportagem que se espera! Brilhante Mateus Coutinho!!! Crusoé, MAIS Mateus e Menos FM Brasil e AP Henckel!

  102. Esse excelente tipo de jornalismo (realmente investigativo, isento, verdadeiro e corajoso) engrandece a imprensa brasileira. Lamentavelmente, apenas uma ínfima parte dela. Mas, indubitavelmente, a excelente, valorosa, necessária e indispensável à democracia. Vida longa para os que assim militam, na busca e divulgação da verdade, doa a quem doer. Parabéns pela coragem!!!

  103. juiz não pode receber benefícios em função do cargo , totalmente ilegal, devem ser suspensos do cargo, ou se declararem suspeitos.

  104. E depois o ministro Marco Aurélio ainda tem a audácia de chamar Sérgio Moro de coitado. Coitados são estes ministros que não tem força moral pra simplesmente recusarem essas benesses oferecidas por pessoas manifestamente interessadas em decisões favoráveis das mais altas cortes de nosso país. Portam-se como mendigos de luxo. São coitados que precisam de auxílio material de terceiros pra viajar e tirar férias. Deviam sentir vergonha de si mesmos.

    1. Sem dúvida é uma forma de negociação. Qualquer código de conduta indica este tipo de aceitação de benefícios indevidos como propina.. Muito triste!!!!

  105. Não existe GRÁTIS. Empresas não patrocinam eventos, elas investem e investimentos pressupõe retorno e ganhos. Se membros das mais altas cortes agem desta forma, sem o menor pudor e as associações de magistrados se calam, o que podemos esperar?!

  106. Não sei se as togas negras, não sei se a arquitetura vetusta, mas essa trama macabra me fez sentir vítima de uma horda de vampiros.

  107. Pelo que podemos entender que não é de agora que as grandes figuras carimbadas do judiciário brasileiro estão na farra das viagens "grátis" para Portugal. Na verdade não existe almoço de graça, muito menos viagens com passagens e estadias em hotéis 5 estrelas pagos em euros. Como vemos ao longo da reportagem, ninguém assume quem seria o grande "padrinho" dessa grande farra. O que percebemos é que o rio de Lamas flui silenciosamente pelos subterrâneos das altas cortes brasileira!

  108. São as "altas cortes" dominadas, por dentro e por fora, pelos vigaristas e picaretas de toda espécie. Qual o moral desses elementos para julgar o comportamento do Ministro Sérgio Moro?!

  109. E como ficam as acusações contra Moro? Estes são juízes das supremas cortes recebendo "presentinho" para participar de um evento organizado por um escritório que tem processos nestas cortes. Alguns, talvez, farao palestras , chiiiii!!!!!!

  110. “É o mínimo, já que a atividade intelectual no Brasil não vale coisa alguma” segundo Marco Aurélio. Isto era fato no século XIX, quando os magistrados (as autoridades), a aristocracia imperial tinha como destino a universidade de Coimbra para instruir-se, já que – aí sim – “a atividade intelectual no Brasil não valia coisa alguma (seja lá o que isso queira dizer)”, pois não havia “grandes centros científicos” (Lewandowski) no País, mas tudo dentro da mais rigorosa legalidade.

    1. Hoje, somente com um jornalismo investigativo com esta excelente qualidade eu posso tomar conhecimento da execrável imoralidade desfrutada por estas caravanas de modernos “aristocratas” da República.

  111. convenção das bruxas,onde o mais solitário neurônio é massageado,e o pão com mortadela clássico preço de brasileiro ,para colocar seus compatriotas pessoas de segunda classe.

  112. Fica explicado porque os portugueses são tão bem doutrinados. Crusoé, parabéns! Mais uma vez vcs nos revelam o inimaginável!!!!

  113. O senado federal ñ pauta a lava toga? 1 auditoria externa do judiciário poderia começar anexando-se ao dossiê esta clara reportagem. O legislativo vem sendo auditado desde o final do milênio passado desmascarando João Alves; o executivo desde o início do novo milênio vem, da mesma forma, sendo fiscalizado, já c pelo menos 3 ex-presidentes entrando pra história c malfeitores antipatrioticos. A auditoria do judiciário é imprescindível p q se mude a mentalidade e se redirecione esta nação.

  114. Excelente reportagem investigativa. Parabéns ao autor. É uma fanfarrice essa promiscuidade dos togados da mais alta corte participarem de eventos de um instituto claramente com viés político partidário nitidamente comercial. Falou que é de “grátis” os roedores dos tribunais e do erário público se lambuzam e não veem a ruptura do seu julgamento imparcial. E depois vão reclamar que o Moro “orientava” o MP. O tribunais superiores brasileiros são uma vergonha. É a elite mais repugnante do país.

  115. O ladrão de Garanhuns também dava palestras e nós só soubemos quem pagava recentemente. É aquela velha história: "no Brasil o que vale são as relações pessoais". Para nós, às vezes, o rigor da lei, às vezes nem isso, dependendo de quem está do outro lado, e para eles, com seus escritórios amigos de ministros, desembargadores...nem sempre a lei.

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