Ricardo Borges/Folhapress"A ideia de gado como massa sem vontade própria é bem antiga. Mas até o governo Bolsonaro o termo nunca tinha se grudado a um grupo"

Presidente língua suja

Para o escritor Sérgio Rodrigues, especialista na língua portuguesa, o governo de Jair Bolsonaro usa a baixaria vocabular e a falta de educação como credenciais
05.02.21

Escritor, jornalista e crítico literário, o mineiro Sérgio Rodrigues, de 58 anos, sempre foi um aficionado do idioma. Sem padecer das questiúnculas acadêmicas, ele sempre olhou para a língua como uma ferramenta em ação, sob influências constantes e em eterna transformação. “Não consigo me lembrar de um tempo em que não fosse fascinado pelo assunto”, disse ele a Crusoé. Na dúvida entre cursar letras ou jornalismo, Rodrigues optou pelo segundo caminho. Em 2001, começou como colunista especializado no tema no Jornal do Brasil. Além de obras de ficção, ele já escreveu dois livros sobre o idioma: What língua is esta? e Viva a língua brasileira!, lançado em 2016.

Na entrevista a seguir, Rodrigues discorre sobre o juridiquês, modismos linguísticos, normas politicamente corretas e as principais expressões que surgiram para descrever o atual governo. De todas as criações, ele acredita que a que vai se perpetuar no tempo é “gado”. “A ideia de gado como massa sem vontade própria, manipulada politicamente, é bem antiga. ‘Povo marcado, povo feliz’, já cantava Zé Ramalho nos anos 1970. Mas até o governo Bolsonaro o termo nunca tinha se grudado a um grupo específico”, diz. O escritor também condena o excesso de termos chulos usados pelo presidente da República. “A novidade que eu vejo nos anos Bolsonaro é qualitativa, não quantitativa: nunca a baixaria vocabular e a falta de educação tinham sido usadas com tanta desenvoltura.

Ao votar a favor da reeleição do presidente da Câmara e do Senado, o ministro do STF Gilmar Mendes escreveu que “o afastamento da letra da Constituição pode muito bem promover objetivos constitucionais de elevado peso normativo, e assim esteirar-se em princípios de centralidade inconteste para o ordenamento jurídico“. Por que juristas escrevem de uma maneira tão difícil?
O juridiquês é um traço marcante da cultura brasileira. Quem é do meio jurídico, mesmo quando admite que há exageros, costuma argumentar que a linguagem do direito é codificada, que não se pode traduzi-la para a linguagem dos leigos sem perda de substância. É claro que há termos específicos, fórmulas precisas, mas o argumento que contemporiza com a cafonice do juridiquês é revelador da formação da nossa elite letrada. Ela sempre se baseou numa lógica de privilégio e poder, oposta à de bem comum e inclusão democrática. Numa sociedade fundada na escravidão e historicamente dividida por um abismo entre uma minoria de cidadãos e uma massa de destituídos, dominar a língua secreta do poder, das leis, era um traço de distinção social, até de sobrevivência. Quanto mais hermético e empolado o discurso, melhor. O país mudou muito desde que as famílias abastadas e ignorantes que tinham terras mandavam seus filhos estudar em Coimbra para consolidar seu status, mas vemos os reflexos disso até hoje.

O juridiquês é uma praga em todos os países? Ou é mais forte no Brasil?
Não é uma exclusividade brasileira, mas aparece com mais força em sociedades muito desiguais e muito burocratizadas. O Brasil tem pontuação alta nos dois quesitos.

A linguagem inclusiva e politicamente correta criou a figura dos “brasileires“, “brasileirxs” e “[email protected]“. Esse tipo de mudança na grafia faz sentido?
Como arma política, sim. A língua nunca foi neutra, e cada vez mais vem sendo usada de modo consciente como campo de batalhas ideológicas, o que me parece inevitável. Picha o muro quem quer, revolta-se contra isso quem desejar. O jogo é assim mesmo. Só não creio que faça sentido propor esse tipo de coisa como interferência gramatical, como a fundação de uma nova norma culta. E não digo isso por qualquer apego à gramática normativa. Falo de gramática profunda. Línguas mudam o tempo todo, mas não assim. Eu ficaria bastante surpreso se o ativismo de um grupo, por mais influente que ele seja, fosse capaz de mexer com um pilar da gramática histórica da língua portuguesa. Por tudo o que sei, trata-se de um modismo. Curioso, mas não deve durar.

Ricardo Borges/Folhapress“A política sempre foi terreno fértil para novidades linguísticas”
Esse uso das palavras pode ajudar a causa dos que lutam pela igualdade de gênero?
Com certeza ajuda a dar visibilidade a uma questão, a chamar atenção para um problema que nem toda a sociedade enxerga como um problema. É provável que atrapalhe também, pela rejeição que uma intervenção tão irreverente pode provocar em quem, de outro modo, talvez estivesse mais aberto a conversar sobre o assunto. A língua é um patrimônio público, mas o modo como cada um se apropria dela é muito pessoal, e as pessoas tendem a ser zelosas do seu jeito de falar.

Algum político se destaca por usar bem a língua portuguesa? Algum se destaca por ser péssimo nesse quesito?
Não há um político brasileiro de hoje que tenha com a língua uma relação de estilista como teve, por exemplo, Carlos Lacerda. Acho que esse tempo passou, e é duvidoso que a maioria dos brasileiros deste século sequer desse valor àquele tipo de oratória que aliava domínio gramatical, riqueza de referências culturais populares e eruditas, repertório amplo de figuras de retórica e presença de espírito. Quem talvez chegue mais perto disso, guardadas muitas proporções, é Ciro Gomes. Quanto ao destaque negativo, a concorrência é muito forte, mas a mistura de grunhido verbal com grosseria cultural garante a vitória a Jair Bolsonaro.  

Muitos partidos brasileiros tiraram o “P”. Mudou alguma coisa?
Sinceramente, acho que não muda p… nenhuma.

Em vez de falar em privatização, alguns políticos preferem dizer desestatização. Vai pegar?
Se vai pegar eu não sei, mas é mais uma prova de como o eufemismo tem apelo. Para evitar falar em queda, há quem prefira “crescimento negativo”. Em vez de velhice, “melhor idade”. A pessoa acredita que, suavizando a expressão, fica mais fácil encarar a realidade, vender seu peixe etc. Cada um faz o que quiser da sua língua, mas não tenho muita simpatia por eufemismos desse tipo. No limite, eles podem sair pela culatra, passando uma ideia de embromação.

Há outros modismos linguísticos na política brasileira? Eles ficarão ou serão esquecidos em breve?
Há muitos, incontáveis. A política sempre foi terreno fértil para novidades linguísticas, achados, piadas. É difícil prever o que vai durar. “Acabar em pizza” é uma expressão que tomou o Brasil de assalto no tempo do Collorgate e sobreviveu a ele. A maioria dessas novidades passa depressa, substituída por novas fornadas. Hoje uma das palavras preferidas do jornalismo político é “desidratar”. Num país tão quente, talvez faça sentido, mas é um modismo.

Divulgação/SECCDivulgação/SECC“Lula transformou o ‘grelo duro’ em hit nacional”
A Polícia Federal tem acertado no nome de suas operações? O que acha dos nomes “E$quema S” e “Clãdestino“?
Sou um defensor do trato lúdico com as palavras. Concordo com Paulo Rónai (crítico literário e tradutor, morto em 1992) quando ele diz que os trocadilhos são parentes da melhor poesia, por serem intraduzíveis, isto é, ligados ao espírito profundo de uma língua. Mas é preciso ter cuidado com eles. Esses exemplos aí têm algo de ridículo, não? Talvez a PF esteja abusando do rebuscamento.

Jair Bolsonaro já disse que o Brasil precisa deixar de ser um país de “maricas”. Na reunião ministerial de 22 de abril, cuja gravação foi revelada depois, ele fala “merda”, “bosta”, “porra”, “foder” e por aí vai. O que essas palavras revelam?
Revelam, em primeiro lugar, o horizonte cultural de um homem que todo dia dá mostras de ser o mais tosco e despreparado que já ocupou a Presidência. A fixação na escatologia provavelmente revela mais do que isso, mas, como não sou psicanalista, prefiro não me aprofundar nesse terreno. 

Outras palavras se destacaram no noticiário e nas redes sociais neste governo de Bolsonaro: gado, Centrão, lavajatismo, bolsopetismo, mito, rachadinha, rachid, Micheque etc. Há relação entre elas?
Algumas dessas são anteriores ao governo, embora tenham ganhado relevância nele, como Centrão, mito e rachadinha. Outras, como Micheque, são só piadas de ocasião. De tudo isso, o que me parece ter mais potencial para deixar uma marca duradoura na língua é “gado”. A ideia de gado como massa sem vontade própria, manipulada politicamente, é bem antiga. “Povo marcado, povo feliz”, já cantava Zé Ramalho nos anos 1970. Mas até o governo Bolsonaro o termo nunca tinha se grudado a um grupo específico. 

Governos anteriores também produziram seu próprio dicionário? Há semelhanças com o que está acontecendo com o governo atual?
Todo governo é acompanhado de sua nuvem de palavras, tanto as que ele põe diretamente na roda quanto as que recebe de volta da oposição ou da sociedade em geral. A ditadura militar tinha seu “ame-o ou deixe-o”, Fernando Henrique Cardoso popularizou o “nhem-nhem-nhem”, o governo Lula foi marcado pelo mensalão e ele próprio transformou o “grelo duro” em hit nacional, enquanto Dilma Rousseff saudava a mandioca, estocava vento e por aí afora. Em termos linguísticos, a novidade que eu vejo nos anos Bolsonaro é qualitativa, não quantitativa: nunca a baixaria vocabular e a falta de educação tinham sido usadas com tanta desenvoltura como credenciais.

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  1. Os de "fala educada e sem baixaria vocabular" levaram o Brasil ao lodaçal que nos encontramos, sempre em sua busca obstinada pelo poder e dinheiro. Tinha que acontecer algo em contra partida. E aconteceu ...

  2. De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. Rui Barbosa

  3. Puxa vida, que saudades daqueles bons tempos de presidentes alfabetizados, letrados, cultos, tipo Dilma, Lula. Isso sim era gente que honrava a faixa!

  4. Senhor editor: o que é mais depravado, chulo e ignóbil? Dizer as coisas que Bolsonaro diz no seu estilo, digamos, não muito recomendado pela lingua pátria, ou falar da forma que Gilmar escreve mandando uma nação às favas.Respeitando o escritor acima, me parece que ele está se atendo mais ao pecado venial relegando a segundo plano o sacrilégio.

  5. Realmente a entrevista promete muito mais do que realiza. Um tema tão rico merecia um tratamento melhor do jornalista. Uma boa pesquisa e uma pauta bem estruturada poderiam revelar mais sobre a "desgraça nacional" , inclusive no uso da lingua , do que a obviedade de que Presidente é grosso, boquirroto e vulgar. Nada de novo ou interessante aí. Tratar o juridiques com tanta leveza, como anedótico, é de uma insensibilidade atroz.Pois é arma de expropriação de direitos cotidiana, a nos ferir! 👎

  6. Que entrevi stinha ruim. As perguntas são ruins; as respostas, piores ainda. Vou ali ler o Goiaba para tirar o gosto.

    1. Os dois se merecem, tanto PT como esse ignorante, tosco do Bolsonaro. Ele fala muitos palavrões porque não têm argumento. A única coisa que faz é criticar a imprensa.

    2. É sempre assim. Quando era atacado, o PT revidava com ataques ao governo FHC, como se os erros dos outros justificassem os seus. O Bolsonarismo e o petismo são farinha do mesmo saco.

    3. Não entendo estes bolsominios . estão sempre querendo justificar as asneiras do idiota do Bolsonaro com as asneiras do PT.

  7. Os bolsonalhas são a mesma coisa do que os petralhas. Como também não entendem que existem comportamentos e atitudes que devem nortear a postura de um Presidente, mostram que merecem um sujeito com tal despreparo ocupando a posição. É o gado que ainda não consegue ver que tanto o bolsoasno quanto o ex-presidiário, são igualmente corruptos. Está aí o centrão para demonstrar a tese...

    1. Comentário perfeito! Sem nada a acrescentar!

    1. Eta povinho olhem pra frente vocês acham que quem é contra o boso é PT. Parem com este discurso. vocês que devem amar essa merda de PT. A Dilma fez isso lula fez aquilo.

  8. Não só as palavras se inferiorizaram, como tbm a educação e o respeito das pessoas e pelas pessoas! A ofensa é a falta de argumento!

  9. Acho que esse cara está com abstinência de notícias ,então fica inventando histórias , o linguajar do Bolsonaro é o linguajar de 90% dos brasileiros. Fala rebuscada, só serve para essa elite que se acha conhecedora absoluta da língua portuguesa. Estamos no Brasil e falamos o brasileiro

    1. Quem tem medo de jornalista é porque tem o RABO preso

  10. Só faltou a contextualização do uso dos palavrões que faz toda diferença!!! O presidente usa os palavrões quando responde às provocações infundadas, quando se chateia.... normal!!! Não é hipócrita!!!

    1. Normal? O fato de alguém achar normal que um Chefe de Estado não tenha decoro, vocabulário e compostura demonstra que o autor da matéria está absolutamente correto.

    2. BOZO É INDECENTE. ACORDA BOZOMERDA! TEMOS QUE DAR A DESCARGA NESSA MERDA DE PRESIDENTE

  11. Saudades do erudito 9 dedos que mandava enfiar processo no C.... e não lata de leite. Que chamava as Militantes de g.. Re.. L. O. duro, e as feministas, blogueiras aplaudiam.

    1. A maior indecencua e irresponsabilidade são as aglomerações que ele promove quase que diariamente e não usa máscara contaminando as pessoas. Deveria ser processo pelo péssimo exemplo que dar a população. Realmente eh um genocida

  12. Uma entrevista bastante desconexa, não ? Aponta para a verborragia presidencial, escapa, parece fixar no juridiquês, escorrega e aborda temas como as denominações de operações policiais, desvia.....

  13. Que tema incrível, “o palavrão do Presidente da República”. Esqueceram de contextualizar. Ah, mas isso não interessa, e é o padrão Crusoe, o negócio é falar mal do Bolsonaro ...

    1. Na tua opinião, opinião de comunista, o melhor deve ter sido o luladrão. apedeuta!

  14. Seria interessante que tivessem sido abordados os termos chulos e neologismos sem graça usados em outros tempos por outros governantes. Ou este tipo de linguagem começou a ser usada apenas agora? Demonstraria isenção por parte do editor!

  15. Palavrão é palavrão em todas as línguas, ou seja, palavras usadas com comedimento, em ocasiões pra lá de especiais, preferencialmente longe das crianças. Em Inglês palavrão é conhecido como “a four-letter word” (palavras de 4 letras, pois a maioria dos palavrões em Inglês tem 4 letras). Aqui no Brasil palavrão virou palavra comum, perdeu o sentido, de tanto que é falado. O povo brasileiro precisará inventar novas palavras se quiser proferir palavrões. Os que estão aí perderam valor!

    1. Parabéns. Comentários perfeitos, os do Sérgio Rodrigues e os seus. Banalizaram tanto os palavrões, que até eles acabaram desmoralizados. Pobres de nós...

    1. .. Não há mais corrupção no país, né Zé Mané?? ... Enterraram a Lava Jato.

    2. Estás brincando? O que foi a eleição na Câmara, se não o Mensalão revisitado?

  16. Ao cumprimentar um auditório desta forma: “Boa noite a todos e a todas”é menosprezar o sexo feminino, que fica em segundo lugar, num país onde foi determinado por decisão judicial o casamento entre pessoas do mesmo sexo quando ainda tramitam no Congresso Nacional projetos de lei sobre a matéria. O politicamente correto é preconceituoso e imoral até, como no caso de denominar uma mulher PRESIDENTA, GERENTA, DOCENTA, quando só há na língua os termos PRESIDENTE, GERENTE E DOCENTE. LÍNGUA DOENTA?

  17. Ele está certíssimo qdo diz que esse Bufão do Bolsonaro é o mais tosco presidente que já tivemos. Acrescento apenas que, ao contrário dos idiotas que o defendem, ele também é LADRÃO

  18. Até hoje só foram eleitos no Brasil aqueles bem falados pela “grande imprensa nacional”, e foram decepções repetidas. Pela primeira vez isso mudou.

    1. A mudança é que agora mesma decepção resulta de um "mal falado".

    1. Pensei que ele iria citar Michel Temer (Que usa a mesóclise muito bem) ou Roberto Jefferson (que tem o poder da retórica). Ciro Gomes??!!!, nos poupe!!!

  19. Será que o Sérgio Rodrigues acha que o Presidente é o único que deve ser diplomático em suas palavras ?. Vamos começar pela Crusoe, que nunca o trata como “Presidente Bolsonaro”. Segundo, a Crusoe sempre distorce notícias acusando o Presidente de tudo que acontece de ruim no Brasil. Terceiro, a Crusoe nunca fala das valiosas ações do Governo Federal. Francamente Crusoe, vá pra p... .. ....l !

    1. A imprensa boa e livre é aquela que incomoda, “o resto é silêncio”.

    2. Afrânio, ações boas ė obrigação de qualquer governo. A imprensa deve destacar o errado para ser consertado. O que está certo, não tem o que fazer.

  20. Dizer que o Ciro Gomes é o político brasileiro que se destaca pelo uso da língua portuguesa, só pode ser uma piada e de péssimo gosto, ou ainda do total desconhecimento de outros políticos brasileiros. Sugiro “pesquisar no Google “ Rafael Greca, prefeito de Curitiba, e verá um político com algumas características citadas do Carlos Lacerda

  21. Sérgio Rodrigues, obrigada. Amo e respeito nossa língua. Ela, como o hino e a bandeira, é símbolo da Pátria. Usando uma das poucas expressões do juridiquês que todos entendem, "voto com o relator".

  22. Parabéns! A qualidade da entrevista é decorrente da qualidade intelectual do entrevistado. Pena que tenha sido tão curta. Além do tema interessante. Essa conversa merecia um espaço muito maior.

  23. Em 2022 SÉRGIO MORO “PRESIDENTE LAVA JATO PURO SANGUE!” O Brasil finalmente terá Um Governo Fundado no “IMPÉRIO DA LEI!” Triunfaremos! Sir Claiton

  24. Como diz o Villa, é uma caterva, uma malta que está no poder atualmente. O pior de todos os presidentes. Um canalha, pessoa baixa. O vocabulário e a fixação por certos assuntos prova também que ele que é um maricas.

  25. Esse Duda Teixeira pelo que escreve deve ser um moralista de fachada, tipico dos mais perigosos psicopatas. “Palavroes” são meras palavras que simplesmente registram com mais vigor um dado sentimento. Só mesmo a Crusoe para dar linha numa pipa dessas.

    1. Perigoso psicopata é o chamado “Mito”. Palavrões denotam, sobretudo, falta de educação e respeito, no caso do “Mito” é muito mais grave por se tratar do Presidente da República.

    2. Palavrões costumam ficar de fora de uma mesa onde estão pessoas que se amam. Ou você os fala para sua mãe e avó? Pelo menos era assim, limitados ao campinho de futebol. Hoje você vê meninas adolescentes de qualquer classe social falando no corredor de supermercado palavras "de corar frades de pedra". Os políticos eram pegos com palavrões na intimidade, só em gravações da Justiça. O presidente hoje fala toscas baixarias em cadeia nacional. Confunde ter atitude com falar o que dá na telha. Anormal

  26. Também adorei essa entrevista. E o entrevistado tem todos os atributos referidos por Calvino nas suas seis propostas para o próximo milênio: leveza rapidez exatidão visibilidade multiplicidade consistência e acrescento independência e liberdade de pensamento.

    1. Menas, Anderson, menas! Só porque ele aparecia de vez em quando bêbado e com a calça mijada?

    2. O 7 a 1 também entrou para a linguagem popular e expressa muito bem um sentimento de perda e derrota.

    1. Os dois pensam com os intestinos e cagam pela boca. Mas o povo não fica atrás. A famosa frase "cada povo tem o governo que merece" foi criada pensando nos brasileiros.

  27. Excelente entrevista! Sugiro observar o Senador Antônio Anastasia: domínio perfeito do idioma, tal qual o mencionado Carlos Lacerda.

    1. O gente, que saudades das mulheres do gr duro que Lula se referia, onde estava esse Sérgio ?

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