Divulgação"O Executivo está com dificuldade para se entender com o Legislativo. Em uma pandemia, essa fragilidade fica evidente"

‘A caneta ainda é do presidente’

O cientista político Paulo Kramer explica o modus operandi de Bolsonaro e diz temer uma recaída populista do Congresso com o coronavírus
10.04.20

Durante três décadas, o cientista político carioca Paulo Kramer, de 62 anos, foi professor na Universidade de Brasília, a UnB. Nesse período, ele era visto com frequência nos corredores e salões do Congresso, um dos principais objetos de suas pesquisas. Aposentado desde 2016, Kramer tem se dedicado a dar consultorias para empresas e associações. Defensor do liberalismo, também tem dado cursos pela internet — prática impulsionada nas últimas semanas com as medidas de distanciamento social –, nos quais fala sobre o conservadorismo no Brasil e destrincha ideias de pensadores como Alexis de Tocqueville e Max Weber.

Kramer conversou com Crusoé na segunda, 6, no exato momento em que o presidente Jair Bolsonaro se encontrava com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O resultado da reunião — Mandetta não foi demitido — ainda não havia sido anunciado, mas Kramer já identificava no processo alguns traços típicos do comportamento de Jair Bolsonaro. “É muito do jogo do presidente. Ele testa a resistência do outro lado até o limite. Estica a corda ao máximo. Depois afrouxa, recua, quando sente que pode quebrar a cara”, diz.

Para o professor, a despeito do aparente isolamento, o presidente tem o poder da caneta e não faz sentido falar rem parlamentarismo branco no Brasil. Ao implodir o presidencialismo de coalizão, contudo, Bolsonaro tornou a relação com o Congresso muito instável, algo que ficou mais evidente com a pandemia. Sobre o coronavírus, Kramer acredita que a crise colocará novos temas na pauta, como o fortalecimento dos municípios. Ele também teme uma recaída populista do Congresso, principalmente se a economia demorar a aquecer.

Por que Bolsonaro ameaçou demitir Mandetta?
A esta altura do campeonato, todos nós já deveríamos estar acostumados com o modus operandi do presidente. Quando surge um tema controverso, ele eleva artificialmente a temperatura. Depois, coloca um termômetro e vê como as coisas estão. Se a temperatura estiver muito quente, ele joga água fria no paciente. Bolsonaro tensionou muito a corda. Criticou o Mandetta abertamente e recebeu o deputado federal Osmar Terra, seu possível substituto. A tensão chegou ao máximo. Mas aí Bolsonaro viu que Mandetta é o seu ministro com maior aprovação popular. Seu subordinado também tem a seu lado o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o do Senado, Davi Alcolumbre. Bolsonaro percebeu que demitir Mandetta tiraria muito da sua força. No final de tudo, a montanha pariu um rato.

O que o presidente ganha com isso?
É muito do jogo do presidente. Ele testa a resistência do outro lado até o limite. Estica a corda ao máximo. Depois afrouxa, recua, quando sente que pode quebrar a cara. Bolsonaro também não demitiu o ministro da Justiça, Sergio Moro, que manteve o seu indicado na Polícia Federal, Maurício Valeixo. Quando a crise passa, Bolsonaro sai com uma vantagem. Como são as fontes palacianas que alimentam o noticiário, os repórteres publicam as notícias que os assessores do Planalto sopram para eles. Só que a profecia não se cumpre. Os bolsonaristas então saem dizendo que a imprensa especula no vazio. Dizem que a mídia é uma gigantesca fábrica de fake news. Essa é, portanto, uma maneira de o presidente extrair um ganho político. Isso dá credibilidade para ele, e credibilidade é poder. Bolsonaro continua com um grau razoável de iniciativa nas mãos. A caneta ainda é do presidente. Vivemos um período com equilíbrio instável, mas é assim que ele age.

Elza Fiuza/Agência BrasilElza Fiuza/Agência Brasil“Unimos o presidencialismo com o pluripartidarismo. Aí a coisa se complicou”
O fato de Jair Bolsonaro não ter um partido o prejudica?
Nossa história política foi dividida entre AC e DC: “antes do coronavírus” e “depois do coronavírus”. No ano passado, Bolsonaro calculou que teria tempo suficiente para que seu projeto de partido, a Aliança Pelo Brasil, crescesse. Ele não estava preocupado com a eleição municipal, mas com a de 2022. Bolsonaro imaginou que teria um partido musculoso até lá para tentar a reeleição. É claro que seria muito forte. Seria o partido do presidente da República. No governo de Dilma Rousseff, ela apoiou o Gilberto Kassab para criar o PSD. Os demais partidos ficaram furiosos com a presidente e com o novo partido, que recrutou nomes importantes deles. Dilma não era nenhuma estrategista política, mas ela era a presidente e tinha a caneta na mão. Ao prestigiar a sigla do Kassab, ela desequilibrou o jogo. Agora, quando um presidente como Bolsonaro, que tem um eleitorado muito fiel e mobilizado, lança um partido, então essa sigla teria uma capacidade de atração extraordinária.

No início do ano passado, o sr. parecia otimista com a possibilidade de Bolsonaro superar o presidencialismo de coalizão. Depois, debateu-se muito se o país estaria enfrentando um parlamentarismo branco. Qual é a situação agora?
Em 2018, Bolsonaro entendeu que tinha um mandato claro do eleitorado para implodir o presidencialismo de coalizão. As pessoas queriam que ele acabasse com a distribuição de cargos em troca de fidelidade dos partidos ao governo. Mas essa atitude teve um custo, a desarticulação política. O Executivo está com dificuldade para se entender com o Legislativo. Em uma situação excepcional como a de uma pandemia, essa fragilidade fica mais evidente. Mas duvido que Bolsonaro vá, por vontade própria, voltar ao status quo anterior, o do presidencialismo de coalizão. Sua base jamais o perdoaria. Com isso, provavelmente continuaremos vendo Bolsonaro sendo ele mesmo. Ele seguirá desafiando o Congresso e botando a culpa das coisas ruins nos deputados. Continuará tensionando e afrouxando a corda.

Dá para falar de um parlamentarismo informal?
Nosso sistema não permite tal coisa. Um presidente no Brasil é eleito com dezenas de milhões de votos, enquanto um Rodrigo Maia só conseguiu alguns poucos milhares. Além do mais, a população já rejeitou esse modelo duas vezes, em janeiro de 1963 e abril de 1993.

O sr. é a favor do presidencialismo ou do parlamentarismo?
Sou parlamentarista raiz. Gosto do sistema puro, como o que existe no Reino Unido e na Itália. O sistema misto, como o da França, em que o presidente é eleito diretamente, não me agrada e jamais serviria para o Brasil. Trocar um sistema presidencialista por um parlamentarista com eleições para presidente não daria certo por aqui. O presidente não demoraria nada para dar um chapéu no primeiro-ministro, dizendo que teve mais votos. Essa com certeza não seria a receita para a nossa crise. Seria pular da frigideira do presidencialismo de coalizão para cair no fogo do parlamentarismo misto.

Como estão os partidos hoje?
Eles não têm capilaridade. São meros blocos parlamentares. Nosso sistema é disfuncional. O presidencialismo, como foi concebido originalmente pelos que escreveram a Constituição dos Estados Unidos, é um sistema destinado a funcionar com poucos partidos. De preferência, com dois. Donald Trump sabe que, ao fim e ao cabo, os republicanos não têm alternativa a não ser marchar com ele. Os democratas também sabem que devem se opor a Trump. No Brasil, unimos o presidencialismo com o pluripartidarismo. Aí a coisa se complicou. Este monte de partidos cria uma infinidade de grupos de veto, que colocam cascas de banana em cada etapa do processo decisório. Então o presidente da República precisa ser mais que um político. Tem que ser um malabarista do Cirque du Soleil.

DivulgaçãoDivulgação“Trocar um sistema presidencialista por um parlamentarista com eleições para presidente não daria certo por aqui”
Como será o Brasil depois do coronavírus?
De cara, será um país mais pobre. As pessoas vão perder riqueza, ativos, empregos. Estávamos saindo de uma recessão violenta e caímos novamente no buraco. Por outro lado, isso poderá ser um bom argumento para avançar com as reformas, como a tributária e a administrativa. Há ainda várias reformas micro, que são setoriais: a privatização das ferrovias, o novo marco regulatório para o saneamento, a nova lei de licitações e a independência do Banco Central. Essas coisas poderiam melhorar o clima de expectativas.

Há o risco de o estado ficar ainda maior depois que o coronavírus passar?
Quando o estado cresce em uma emergência como esta, dificilmente volta ao tamanho de antes. Quase todas as medidas que foram tomadas nos últimos dias trazem uma ressalva: elas foram desenhadas para ajudar no período da calamidade. Meu medo é que o Brasil mergulhe em uma estagnação demorada. O Congresso, então, poderia mudar de pensamento. Até agora, o roteiro na cabeça dos deputados é que o governo está quebrado, com poucos recursos, e é necessário deslocar o eixo econômico para o mercado, ampliando os investimentos privados. Deputados e senadores têm uma percepção clara de que, se eles não fizerem as reformas, serão responsabilizados mais tarde. O que eu temo é que, se a retomada não aparecer, o Congresso tenha uma recaída populista. Este é um perigo bem concreto. Se os gastos forem ampliados, aí tudo irá por água abaixo.

A pandemia deve incluir novos temas na pauta política?
Um assunto que ganhará força é o do federalismo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já compartilhava antes a ideia de deslocar mais recursos para os municípios. Ele tem na cabeça o modelo americano, de empoderamento dos governos locais. Mais Brasil e menos Brasília. Então, pode ser que o federalismo agora entre em uma etapa mais vigorosa. Como essa pandemia atua principalmente no espaço social em que os indivíduos efetivamente moram, o município, a questão do fortalecimento financeiro das cidades deverá ganhar peso. O Centro de Estudos Estratégicos do Exército (CEEEx) circulou há alguns dias uma análise das repercussões da pandemia. Uma das poucas conclusões é a de que o melhor foco para o combate da doença é o municipal. Além disso, a cobrança da população pela retomada das atividades deve aumentar e isso será sentido principalmente pelos prefeitos.

Campanhas espontâneas nas redes sociais têm defendido o SUS. O serviço vai ganhar força no Brasil pós-coronavírus?
O SUS é um tabu no Brasil. Quem tem críticas ao sistema tem medo de falar em público. Na Constituinte de 1988, a esquerda canonizou o SUS. À época, a imprensa chegou a falar até de um Partido Sanitarista. Parlamentares médicos e trabalhadores da área da saúde formaram uma coalizão pluripartidária a favor do SUS. O problema na minha opinião é o de todo o setor público. Como o estado é, por definição, monopolista, ele não precisa competir com ninguém. Sem rivais, o estado tem poucos incentivos para cortar a gordura nas áreas que estão no meio, isto é, a burocracia. Aquilo que é a atividade-fim, o atendimento à população, fica prejudicado. Os planos de saúde privado, por outro lado, estão sempre cortando a burocracia para melhorar a qualidade dos serviços que prestam.

É possível melhorar o SUS?
O SUS pode ser aperfeiçoado, claro. O sistema tem áreas de excelência, como o Instituto Nacional do Câncer, o Inca, no Rio de Janeiro. Os usuários com renda suficiente poderiam pagar alguma coparticipação nas consultas, contribuindo para o reforço financeiro do sistema. O dinheiro faria diferença, porque sabemos que muitos pacientes morrem na fila dos hospitais públicos. Esta situação precária tem feito com que o brasileiro, que tradicionalmente sempre desejou uma casa própria e um carro, passasse a ter também o sonho de um plano privado de saúde.

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  1. Perfeita a entrevista, o país precisa de menos burocracia, os cartórios, é rIdiculo a situação, sem contar a sua inutilidade e isso não é diferente com o sistema SUS.

  2. Obrigada dr. Paulo Kramer e Duda Teixeira pela excelência da entrevista!! Embora caibam aí alguns questionamentos sobre temas c/ por ex. o SUS (um bom sistema degradado por pura questão de péssima gestão, sobretudo ao considerarmos criminosos desvios), questionamentos sobre a conduta presidencial (desestabilizadora geral) e, um ou outro ponto de controvérsia apenas subjetiva, a entrevista pode ser considerada de extrema utilidade pública, tal a esclarecedora isenção e a honesta transparência!!

  3. O problema da coparticipação é que o brasileiro médio não aguenta dar ainda mais dinheiro sabendo que parte será desviada e o responsável não será punido. É complicado ser obrigado a ser (ainda mais) roubado...

  4. Sem carreira,etc O SUS se tornado um plano de governo, de saúde,poderia livrar a população dos planos privados de saúde e as contribuições seriam para esse,único e universalizado. Não pode ser administrado de Brasília e nem por prefeitos com interesses duvidosos.

  5. O SUS é um modelo da assistência que dá certo,em qualquer País,menos no Brasil. Porquê? Porquê o político quer o dinheiro na mão dele. Os prefeitos por sua vez não v a saúde como prioridade, como também a educação e o saneamento básico. A prefeiturizacão não é o mesmo que municipalização que é outra coisa bem diferente. Para dar um exemplo os prefeitos não criam um sistema de saúde. Eles contratam médicos através de empresas que terceirizam a prestação do serviço médico,sem vínculo,sem FGTS,sem

  6. Lamentável. O jornalista foi muito superficial ou omisso de propósito. Ignorou completamente o câncer dos tribunais superiores. Faltou coragem???

    1. Tribunal não é tabu para a Crusoé, muito pelo contrário. A revista foi, inclusive, censurada por causa de uma matéria sobre o amigo do amigo de meu pai, vulgo presidente do STF. A COVID-19 está afetando a memória de parte da população, ao que parece.

    2. Faltou. o Tribunal é um Tabú para Crusoé. Todo mundo sabe porquê.

  7. Ponto de vista interessante, gostei da análise, mas ele se esquece do principal:O problema do Brasil é o judiciário ,que hoje tomou para si ,a função do legislativo e do executivo interferindo em todos e em tudo com decisões estapafúrdias. Enquanto não forem enquadrados nada no país mudará.

  8. Mais um oportunista vendendo apostila, cagando goma. Se tem uma coisa que a História vai registrar é que Bolsonaro vai sair muito, muito forte quando a maré baixar.... Aí, como já disse um sábio da ciência econômica, vamos ver que estava nadando pelado. Outra certeza: todos, todos mesmo, que estão do contra, fazendo cabo de guerra, não vão se reeleger...suspeitando disso,o Botafogo já avisou que não disputa mais nada...vai deixar saudades.

    1. Mentiu em algumas analises. Neste tema é fácil dissimular.

  9. [email protected] Este é o EMail pra solicitar cancelamento de assinatura, ou cancelamento de renovação automática da assinatura. Infelizmente, tive que cancelar. Não aguento tanta parcialidade e valorização de gente desonesta. Além de uma perseguição desproporcional ao Presidente da República. Crusoe, fica com o Dória, Rodrigo Maia, Alcolumbre, Xi Jinping, ONGS, etc... ADEUS.

  10. Paulo Kramer, lamento mas discordo. A caneta é também do primeiro-ministro que atua em paralelo. Criou-se essa situação de um parlamentarismo em paralelo por conta da ineficiência de JB em buscar construir uma base de apoio no congresso. O Presidencialismo não vinga sem maioria no congresso.Com isso,quem se aproveitou dessa desarticulação foi Maia. Construiu imensa maioria e faz o que quer.Tem apoio no STF e nos governos estaduais.Tem caneta pra bombardiar o executivo,que se acua subserviente.

    1. Esse jogo político de conquistar apoio de um lado ou de outro para que consigam fazer valer vontades de políticos, isso não existe. O que falta é punição para políticos, ninguém é punido, quase. O que tem que de prevalecer é a opinião do povo, de nós. Quando escuto a palavra articulação política, ou que o presidente tem que se entender como congresso, como se culpa fosse do PR, e não do congresso ou no STF, percebo que estamos muito mal de político e de jornalistas e de especialistas.

    2. É verdade, Elizabeth. Mas quem tem mais votos na Câmara? Maia ou Bolsonaro? Pra aprovar uma PEC, autorizar o Orçamento? O pouco que tinha JB jogou fora. Agora tem que se calar com os arroubos de Maia, que tem o parlamento na mão, bom relacionamento com Alcolumbre, Toffoli, Governadores e grande imprensa. Os Eleitores só poderão se manifestar ao final de 2022. Até lá Maia manda. E pode deixar andar algum dos pedidos de impeachment que circulam.A desarticulação política vai custar o mandato de JB.

    3. O Presidente Bolsonaro tem como seu maior aliado os milhões de votos de seus apoiadores e Maia apenas dezenas do RJ, como bem mencionou o Prof. Kramer.

  11. Excelente, muitos esclarecimentos com profundidade e propriedade, mostrou conhecimento e segurança em todos os assuntos, valeu. Abraços

  12. A licão que o COVID19 nos deixará é de que é preciso fazermos uma reforma política democraticamente, daí a necessidade de em cada eleição, mesmo que demore, continuarmos com a faxina dos maus políticos. Só assim um Governo decente poderá fazer as reformas administrativas profundas que o país precisa, em todos os Três Poderes. O que ocorre hoje é um escárnio contra a população tanto dos dois Parlamentos quanto dos Judiciários que até antecipam julgamentos inexistentes e agem de forma interesseira

  13. O Brasil c/ o sistema político atual tem uma quantidade d partidos absurda, 38 ou +! E não funciona! O fantástico jurista Modesto Carvalhosa defende o sistema parlamentar c/ voto distrital puro, c/ "recall"(VDPR), entre outros que defendem este sistema está o grande jornalista do Estadão, Fernão Lara Mesquita, q sempre na pág. 2 deste ótimo jornal, publica artigos em defesa do VDPR. F. L. Mesquita ataca os privilégios dos funcionários públicos, juízes, políticos, dos 3 poderes, etc. recomendo.

  14. A Crusoé adora uma fofoquinha que possa prejudicar Bolsonaro, mas não falou nada sobre as manifestações em São Paulo contra o Dória. Assinarei a Revista Oeste, onde Ana Paula Henkel escreve depois de deixar a Crusoé. É uma revista com proposta de defesa do Capitalismo e do Conservadorismo.

    1. Eu também deixarei de assinar a Crusoé. não me satisfez.

    2. Rafael vira o disco já deu nosso essa sua conversa contra a revista ou escreve o que vc quer ler ou não presta a matéria. Vai pra Oeste, leste pro diabo que te carregue.

  15. Ele se elegeu com as redes sociais. O PSL era o partido dele. Que caiu fora, junto com outros que viraram o coxo!! Então, governa com as redes sociais e 57 milhões que o elegeram. Precisa de nós para manter a força política. Pq congresso e STF são contra em função de quererem voltar ao toma-lá-da-cá e se livrarem de processos de corrupção. Estamos contigo Bolsa, não te “floxa”!!

  16. Excelente entrevista,uma visão que nossa Constituição merece muita reflexão,pois foi realizada com ideais que levaram a um Estado Deformado ,e chegou ao Everest da Corrupção com o PT.Começar a renpensá-la é fundamental a médio prazo,e deixo aqui a Luz dos Sábios Incas de Machu Pichu , que tem um líder eleito majoritariamente e que pode convocar reeleições , dentro de certas premissas de desconfiança pelos membros da câmara!

  17. Excelente entrevista. Serve de balizamento pra que tenhamos mais entrevistados deste gabarito, ao invés de ficar politicando pra um lado e pro outro. Precisamos de soluções e não de mi-mi-mi. Contra a politicagem de "coalizão", do toma lá da cá. Bora acordar Brasil!

  18. Ótima entrevista. O q muitos não querem ver em Bolsonaro, pq estão com birra dele, é q o cara topou fazer o q ninguém fez, confrontar congresso e instituições viciadas em mamar no estado e não prestar contas. Meu partido é o Novo, mas aplaudo Bolsonaro por sua coragem

    1. Siiim. Votei nele e votaria novamente.. só por esta coragem de enfrentar o sistema.. imagino o desgaste diária dele! Que Deus ilumine$!

  19. Talvez seja o momento de mudarmos para o Parlamentarismo , onde o Presidente é o Chefe da Nação e o Chefe do governo seria o Primeiro Ministro! Sendo o Presidente comandante-em-chefe das Forças Armadas , com poder de convocar novas eleições para o congresso , voto de desconfiança e consequente troca do Primeiro Ministro (responsável pela Admnistração do país) , sem as sequelas de um Impeachment . O Presidente nao se envolveria com a Admnistração , não ficando portanto refém do Congresso!

    1. Ricardo, concordo. Maia é o primeiro-ministro na real. Tem maioria no congresso,apoio de STF, Governadores e imprensa. Bolsonaro só executa o que o parlamento aprova, pois não têm articulação política. E isso é um caos pro país, gera brigas pelo poder. Mas o brasileiro é ingênuo e Não sabe o que é melhor. Gosta de votar pra Presidente e se ilude com isso. E não há bons cérebros pra propor e convencer a nação a adotar o parlamentarismo.Seria necessário PEC e redução do n° de partidos, 5 no máx.

  20. Tentando entender em que o "modus operandi" do Bolsonaro beneficia o trabalho de seus ministros... ou o Brasil... sei lá, gostaria mesmo de entender.

    1. No modo pancada! Ninguém tem peito para bater de frente com os corruptos e esquerdistas que tomaram conta do país. Os técnicos do Bolsonaro têm que fazer o Brasil andar e, pronto!

  21. Se o gestor fosse sério e competente, todos os que pudessem contribuir com alguma coisa o fariam. O problema é que o cidadão não confia nos gestores, porque sabe da corrupção, da malandragem, da politicagem, da incompetência. Quem garante que o dinheiro seria bem empregado?

  22. Acho que a proporcionalidade tem que vir de todos, com proporções relativas a renda. Se vê agora hospitais vazios, pq usuários hipocondríacos que recorrem ao sistema todo o tempo estão com medo de morrer nos hospitais... suas doenças se curaram de repente... se se cobra nem que seja um real desse povo, eles deixam de lotar os hospitais, deixando-os para quem realmente precisa...

    1. O SUS é bom, mas pra melhorar, todos tem que pagar, começando com 20,00/mês . Esse negócio de ficar dando tudo a todos, destrói o ser, destrói o cidadão, tira dele até a dignidade. Comunistas gostam disso, para manter o dominio sobre as pessoas, é cruel.

  23. Excelente artigo e fundamental a idéia de cobrar por parte de consulta/exame dos pacientes do SUS que tem melhores condições financeiras. Estou dentro.

  24. Lendo essa entrevista, parece até que o problema do SUS é de verba ... Parece até, que temos excelentes administradores e probos... Vamos antes de pedir mais dinheiro, gerir com competência e honestidade a coisa pública.... Depois de isso ser feito, a gente conversa....

  25. Tem muito o que extrair da crise, cadastro de trabalhadores informais, criar um programa de inclusão gradativa desses trabalhadores com contribuições menores e ascendentes por prazo não inferior a 10 anos, fazendo -os contribuir para o sistema, tratar a economia como se trata de uma empresa falida, separando a parte quebrada de uma nova mais saudável e buscando uma transição de médio prazo para que a nova economia absorva a velha, para isso fazendo uma reforma tributária.

  26. O Governo tem uma oportunidade única de fazer aprovar as reformas e, até mesmo aumentar impostos para sair da crise financeira do COVID-19. Ao invés de ficar brigando com o congresso, o STF, os governadores e o próprio Min. da Saúde, deveria estar concentrado em um plano pós-guerra/pandemia. Traçar um plano claro de como aproveitar os restos da guerra, em especial equipamentos e mão de obra, hospitais de campanha para desafogar os hospitais que precisam de reforma, e um plano econômico.

    1. Acho que voce Raimundo deve ser funcionário público. Eu NUNCA FUI mas vi como poder público foi crescendo crescendo, só aumentando a máquina pública e nada produzir, trocando papeizinhos entre si. Eu só do tempo do IAPC, IAPI, IATEC em que o empregado comtribuia com 7%, o IVC (uno.s/vendas e consignações era 1% e por ai vai.

  27. Toda unanimidade é burra”, Nelson Rodrigues. Toda reportagem da Crusoe é contra o Presidente do Brasil. O maior erro na guerra é achar que o inimigo está sempre errado. Endentei Crusoe ? ADEUS !

    1. Concordo! entrevista do lado do gov não vejo por aqui. Crusoé 2021 tô fora

    2. A Cruzoé só vê um lado, próxima anuidade "to fora"!!!

  28. A Crusoe jamais reportaria algum assunto em favor do atual Presidente do Brasil. Acho até que essa revista está negligenciando. Podia ter perguntado ao DR. se era melhor o LULA na Presidência. Francamente, Crusoe está de superando na Parcialidade. Adeus !

  29. Excelente e esclarecedora matéria, também sou a favor do Parlamentarismo, apenas dois Partidos, pouca intervenção do Estatal e Investimento na Educação. Alienação politica e ideológica e o vírus do nosso país!

  30. Interessante...preocupado com uma possível recaída populista do congresso, e nenhuma preocupação com o populismo explícito de presidente...desde o dia da posse...

  31. Acho engraçado esses liberais da academia criticarem o comunismo de Cuba e Coréia do Norte e, ao defenderem o LIBERALISMO, se refugiarem nas belas teorias de Tocqueville, Scruton ou Friedman. O liberalismo, NA PRÁTICA, é totalmente diferente e, no papel, até comunista é bonzinho. Todos querem proteger povo, acabar com a fome, com a desigualdade... Então, tá.

    1. Kkk! A esquerda é uma merda e a direita uma bosta. Tal qual, 🤝!

  32. Agora vocês estão deixando de trazer fofocas e entrevista uma pessoa lúcida é capaz para elucidar o momento atual. Parabéns

  33. A Crusoe deixou de ser uma revista imparcial, que combatia atos até do Presidente do Supremo, para ser uma constante opositora ideológica do Presidente Jair Bossanaro.

  34. Poderia fazer uma consultoria para o presidente da Câmara e do senado. Quem sabe assim, conduziram melhor as pautas das casas legislativas. Precisamos de pautas que nos ajude, e não de pautas bombas.

  35. Excelente matéria, conhecedor profundo do sistema político brasileiro. Também concordo com ele que o melhor sistema de governo seria o parlamentarismo, acredito que se hoje houvesse um plebiscito, o mesmo seria aprovado pela população. Parabéns pela matéria e elogios imensuráveis ao entrevistado.

  36. Excelente e isenta a análise do professor. E conseguir ser isento quando o assunto envolve uma figura polêmica com JMB é um feito para poucos...

  37. Eu sempre repudiei o presidencialismo de coalizão, porque o q via nesse toma-lá-dá-cá eram expedientes criminosos de mtos políticos em prol de si mesmo, haja vista os grandes esquemas de corrupção noticiados. Só q percebi que não tem outra fórmula mais adequada ao nosso sistema de governo, somos um país continental multipartidário, com demandas diversas das muitas vozes do eleitorado, que precisa da cooperação para formar apoio às proposituras executivo. Há q se punir os maus e manter a coalizão

    1. O presidencialismo só funciona nos EUA, pois só tem 2 partidos. Érico

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