Um recado de Lula para o "general Janones"
Petista diz ter recebido celular de presente para participar de canal de WhatsApp e compara disputa com Flávio à Guerra do Vietnã
O presidente Lula afirmou nesta quarta, 21, que terá um celular para fazer parte do grupo de WhatsApp “Exército do Lula”.
Esse canal é liderado pelo deputado André Janones, que foi chamado pelo petista de "general", para enviar direcionamentos e estratégia de campanha para a base aliada.
Durante um evento em Belo Horizonte, Lula disse ter recebido um celular de presente do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e anunciou que passará a integrar o grupo a partir desta quinta-feira, 22.
"Eu queria dar um recado pro general Janones que tá aí atrás. Qual é a novidade, general Janones? Eu nunca tive um celular. Agora eu ganhei um celular do governador do Piauí. Eu a partir de amanhã vou ter um celular e vou fazer parte do exército do Lula. E quero convidar todos vocês das mulheres a entrar no nosso exército pra gente chegar a 10 milhões até quinta-feira", disse.
Lula comparou a batalha contra Flávio Bolsonaro (PL) à guerra do Vietnã.
"O general Janones e o general Silva, que sou eu, Marechal Silva, nós vamos comandar essa derrota do exército adversário. Pode ficar tranquilo. Ele pensa que nós somos fracos, mas nós somos que nem o exército do Vietnã que derrotou os Estados Unidos. Nós somos o evento composto por mulheres e homens brasileiras", acrescentou o petista.
"Exército do Lula"
O canal "Exército do Lula" ultrapassou a marca de 7 milhões de seguidores nesta quarta-feira, 21.
Janones envia vídeos, áudios, textos e “missões” aos participantes, com orientações para compartilhar publicações, comentar conteúdos e impulsionar hashtags favoráveis a Lula.
Esse meio de comunicação ganhou seguidores para tentar reverter o cenário de favoritismo de Flávio após o primeiro turno.
O canal também foi alvo de uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A campanha de Flávio Bolsonaro acionou a Corte sob a alegação de que o espaço era usado para disseminar informações falsas e coordenar publicações contra o senador.
A página chegou a ficar suspensa, mas o TSE restabeleceu o funcionamento.
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