Trump prevê novas acusações contra Maduro
Ditador venezuelano e esposa participam de segunda audiência em Nova York nesta quinta, 26
O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o ditador venezuelano Nicolás Maduro enfrentará novas acusações no futuro.
O ex-chefe do regime chavista enfrentará uma audiência nesta quinta, 26, em Nova York.
Em conversa com jornalistas, Trump afirmou que Maduro "foi processado por apenas uma fração das coisas que fez" e "mais acusações serão apresentadas, como vocês provavelmente sabem".
Audiência
Maduro e a esposa, Cilia Flores, participam da segunda audiência nos Estados Unidos desde que foi capturado em Caracas, em 3 de janeiro.
Logo cedo, apoiadores e opositores se juntaram em frente ao tribunal de Manhattan.
Formalmente, Maduro é acusado de tráfico de drogas, conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras.
Em 5 de janeiro, o ditador compareceu perante o juiz Alvin Hellerstein, em Manhattan, e se apresentou como "Presidente da República da Venezuela".
Na primeira audiência, alegou ter sido "sequestrado".
Surtos
A realidade de Maduro no Centro Metropolitano de Detenção do Broonklyn, em Nova York, não é tão glamourosa quanto os luxos do Palácio de Miraflores.
Segundo reportagem da ABC da Espanha, fontes relatam que o ex-chefe do regime chavista passa as noites gritando frases como:
"Eu sou o presidente da Venezuela. Digam ao meu país que fui sequestrado e que aqui nos maltratam".
A prisão, apelidada de "inferno na Terra", já recebeu detentos famosos.
Por lá, também passaram: o rapper Sean 'Diddy' Combs, Ghislaine Maxwell - esposa do financista Jeffrey Epstein, o ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, e o antigo chefe da inteligência venezuelana, Hugo El Pollo Carvajal.
Maduro está preso sozinho em uma cela de três metros por dois.
Realidade
O cientista político venezuelano José Vicente Carrasquero afirma que Maduro está vivendo "um pouco" do que milhares de venezuelanos passaram.
No entanto, ele faz a ressalva de que o ditador ainda possui direito à defesa, o que a maioria dos perseguidos não teve.
"Não um dois nem três, milhares de venezuelanos foram submetidos a uma situação parecida com o agravante de que não tinham advogado defensor, nem tinham direitos, não é? Eram desaparecidos. Ainda hoje tem gente aparecendo", diz Carrasquero.
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