Trump prevê desfecho sobre o Irã em 10 dias
"Talvez tenhamos que dar um passo adiante, ou talvez não", disse o presidente americano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 19, que o desfecho da crise com o Irã deve ocorrer nos próximos 10 dias.
"Talvez tenhamos que dar um passo adiante, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Você provavelmente descobrirá nos próximos 10 dias", disse o presidente americano durante a reunião do Conselho de Paz de Gaza, em Washington.
"Caso contrário, coisas ruins acontecem", acrescentou Trump, ameaçando repetidamente o Irã.
Os EUA pressionam Teerã a aceitar um acordo sobre seu programa nuclear.
Washington quer que o regime de Ali Khamenei abandone completamente o enriquecimento de urânio, processo que pode fornecer material para uma ogiva nuclear.
Ameaça de guerra
O governo Trump enviou porta-aviões, navios de guerra e jatos para o Oriente Médio.
Segundo o New York Times, o presidente americano revisou planos militares e pediu opções graduais que incluíssem ataques limitados a instalações ligadas ao programa nuclear do Irã.
Oficiais ouvidos pelo jornal citaram centros de comando, depósitos de mísseis e bases da Guarda Revolucionária entre os pontos avaliados.
O deslocamento foi acompanhado por um aumento incomum de meios militares. O Wall Street Journal informou que Washington reuniu na região a maior concentração de poder aéreo desde a guerra do Iraque em 2003.
Irã se prepara para ataque americano
Imagens de satélite divulgadas nesta semana mostram equipes iranianas erguendo barreiras de terra, cobrindo instalações e reconstruindo estruturas militares danificadas, enquanto contatos diplomáticos indiretos com os Estados Unidos continuam sem acordo.
As fotografias analisadas pela Reuters indicam atividades no complexo de Parchin, onde uma nova estrutura foi protegida por camadas de concreto e solo. Em Isfahan, acessos de túneis ligados ao programa nuclear foram soterrados, e em áreas próximas a Natanz surgiram reforços em entradas subterrâneas.
Segundo analistas ouvidos pela agência, esse tipo de intervenção pode reduzir a vulnerabilidade a misseis teleguiados e dificulta ataques aéreos de precisão.
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