Trump ameaça aniquilar o Irã na Assembleia Geral da ONU
O presidente dos EUA já havia feito essa ameaça outras vezes, mas nunca diante de tantos líderes mundiais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 22, ao discursar na Assembleia Geral da ONU, que tem uma grande decisão a tomar em relação ao Irã: aprovar um acordo que permitirá ao país dos aiatolás ser um dos maiores do mundo ou aniquilá-lo, ameaça que já fez diversas vezes, mas nunca diante de tantos líderes mundiais.
"Mas tenho uma grande decisão a tomar. Será feito um acordo com o Irã que lhes permita se reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi? Talvez um dos maiores do Oriente Médio ou até mesmo do mundo? Ou devo aniquilar a República Islâmica — e fazê-lo rapidamente —, sem jamais lhes dar a chance de matar e destruir pessoas e países novamente? Devo lançá-los ao inferno, sem chance de sobrevivência e sem esperança de grandeza futura ou de futuras gerações? Mas acredito que faremos um acordo logo após a eleição, porque não faz sentido para eles não o fazerem. Eles estão esperando para ver como eu me saio nas eleições de meio de mandato. O que eles não percebem é que não sou candidato. Já fiz isso e venci de lavada. Nós vencemos", disse o presidente americano.
Armas nucleares
Trump voltou a dizer que jamais permitirá que o Irã possua armas nucleares.
"Por 51 anos, o regime fanático iraniano governou por meio de derramamento de sangue e assassinatos em massa, espalhando morte, carnificina e caos por todo o Oriente Médio e além. Eles agiam como os valentões do Oriente Médio, mas não o são mais. Desde o primeiro dia em que entrei na arena política, mantive-me inabalável: jamais permitirei que o Irã possua uma arma nuclear. Ao assumir o cargo no ano passado, iniciei imediatamente negociações com o Irã e ofereci cooperação econômica plena em troca do fim de seu programa nuclear e do apoio ao terrorismo. Mas eles recusaram. Recusaram categoricamente. Foi um grande erro", afirmou.
"Imaginem só um regime tão vil, com poder permanente para realizar ataques terroristas em larga escala sob a proteção de um escudo nuclear. Essa era a realidade que tínhamos de enfrentar. Uma realidade que muitos preferiram ignorar. Todos a ignoraram. Muitos presidentes e outros tantos simplesmente quiseram ignorá-la. Não estavam dispostos a fazer nada a respeito. Mas conheciam o problema. Depois de dar ao Irã todas as oportunidades para um acordo, tomei providências para garantir que nem os Estados Unidos nem qualquer outra nação tivessem de enfrentar tal pesadelo, tal problema catastrófico", continuou.
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