Será o fim da era petista no STF?
O próximo presidente da República deverá indicar quatro nomes para a Corte
Com a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, o próximo presidente da República deverá indicar quatro nomes para a Corte.
O Antagonista apurou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não pretende pautar um novo nome indicado por Lula (PT).
Dessa forma, caso a oposição consiga eleger o presidente em outubro, ela irá mudar a correlação de forças existente no tribunal.
Atualmente, seis dos 11 ministros da Corte foram indicados pelos petistas Lula e Dilma Rousseff. São eles: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Edson Fachin, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes foram indicados, respectivamente, por Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, mas desenvolveram uma considerável proximidade com o atual governo.
Apenas dois magistrados --Kassio Nunes Marques e André Mendonça-- foram indicados ao Supremo por Jair Bolsonaro.
Os próximos a deixarem o STF
Pelo menos três integrantes do STF deixarão a Corte nos próximos anos.
São eles: Luiz Fux, em abril de 2028, Cármen Lúcia, em abril de 2029, e o decano da Corte, Gilmar Mendes, em dezembro de 2030.
Todos atingirão a idade máxima permitida de 75 anos.
Eleições
As pesquisas eleitorais têm apontado o crescimento dos candidatos de oposição em relação à Lula.
Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada na terça, 28, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula, com 47,8% e 47,5% das intenções de voto, respectivamente, em um eventual segundo turno.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também encostou no petista em um possível segundo turno entre eles.
No levantamento de março, Zema tinha 43,7% das intenções de voto e avançou para 46,5%.
Lula, por sua vez, passou de 46,6% para 47,4%.
Em cenário de primeiro turno, Lula tem 46,6% de intenções de voto.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu de 40,1% para 39,7%.
Já Renan Santos (Missão) subiu de 4,4% para 5,3%.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, registra 3,3%, enquanto Zema aparece com 3,1%.
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