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Diários

Ruas reaviva o fantasma Witzel para Paes?

Pesquisa Realtime Big Data mostra avanço do candidato do PL e derretimento de Anthony Garotinho

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João Pedro Farah
4 minutos de leitura 02.09.2026 13:45 comentários 0
Ruas reaviva o fantasma Witzel para Paes?
Foto: divulgação
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Levantamento Realtime Big Data divulgado nesta quarta, 2, mostra um dado animador para a campanha do deputado estadual Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio.

O desconhecimento em relação ao candidato caiu para 30%.

O índice ainda é expressivo, mas está abaixo do registrado na semana passada, quando pesquisa Quaest apontou que 59% dos eleitores não conheciam Ruas.

A pesquisa também mostra que 32% consideram votar em Ruas.

Desse total, 10% afirmam que certamente votariam nele. Outros 28% dizem que não votariam de jeito nenhum.

Crescimento

O levantamento também aponta um crescimento de cinco pontos percentuais de Ruas entre julho e setembro.

Candidato apoiado por Flávio Bolsonaro (PL), o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro subiu de 16% das intenções de voto para 21%.

No mesmo período, o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) caiu de 37% para 35%.

Rejeição de Garotinho

Com o início do horário eleitoral, Ruas também pode se beneficiar da forte rejeição a Anthony Garotinho.

O ex-governador é rejeitado por 62% dos fluminenses, disparado o candidato com maior índice de rejeição entre os nomes testados.

Na pesquisa, Garotinho somou apenas 7%.

Em julho, ele tinha 12% das intenções de voto e estava tecnicamente empatado com Douglas Ruas.

Com a queda de Garotinho e o crescimento de Ruas, o candidato do PL começa a se consolidar como o principal rival de Eduardo Paes.

"O voto de Garotinho era o voto que representava oposição a Paes. Virou uma discussão em torno do ex-prefeito. Garotinho era o único nome conhecido. Quando ele vai diminuindo e Douglas vai se apresentando, a tendência é que o voto vá migrando para ele. E Ruas está aumentando popularidade sem aumentar a rejeição. Isso é um dado importante", afirma Bruno Soller, cientista político da Realtime Big Data.

Pesadelo Witzel?

O cenário, porém, já indica a Eduardo Paes que uma vitória em primeiro turno pode estar mais distante.

E o ex-prefeito do Rio de Janeiro já viveu uma situação parecida nas eleições de 2018.

Na ocasião, Paes era amplo favorito contra o ex-juiz Wilson Witzel, então candidato pelo PSC.

Apoiado por Jair Bolsonaro (PL), Witzel acabou superando Paes e foi eleito com 59% dos votos válidos, contrariando todas as pesquisas.

"O cenário que era de passeio de Paes virou um cenário de pesadelo. Witzel não era nada e virou governador do Estado. Já Douglas é filho de um prefeito, foi secretário estadual e hoje presidente da Assembleia. Tem mais conteúdo que Witzel e pode ser mais um complicador para Paes", afirma Soller.

A barreira

Ainda assim, Ruas ainda é pouco conhecido entre os eleitores fluminense.

Aos 37 anos, o policial civil é mais conhecido por ser filho do Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo.

Durante o governo de Cláudio Castro (PL), comandou a Secretaria das Cidades do Estado.

Em abril deste ano, assumiu a presidência da Alerj, tornando-se o primeiro nome da linha sucessória do governo estadual em caso de vacância do cargo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) também frustrou a estratégia de Ruas de assumir o comando do governo estadual antes das eleições de outubro.

Além de ampliar sua visibilidade, a eleição para a presidência da Alerj fazia parte do plano para recuperar a máquina administrativa e fortalecer sua candidatura ao Palácio Guanabara.

O grupo chegou a defender a realização de uma eleição direta para um mandato-tampão no governo do estado e recorreu ao STF, mas teve todos os pedidos rejeitados.

Com isso, o desembargador Ricardo Couto permaneceu como governador interino.

 

Leia mais: Ruas e a barreira do desconhecimento

 

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