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Quebras de sigilo mostram transações entre parentes de ministros do STJ

As quebras de sigilo bancário do sobrinho do ministro Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça, e de seu escritório de advocacia revelaram transações financeiras feitas com dois filhos de ministros do STJ. Paulo Salomão é investigado na Operação E$quema S, da Lava Jato do Rio de Janeiro, por ter recebido valores da Fecomércio...

Crusoe
Redação Crusoé
3 minutos de leitura 17.10.2020 11:32 comentários 10
Quebras de sigilo mostram transações entre parentes de ministros do STJ
Orlando Diniz
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As quebras de sigilo bancário do sobrinho do ministro Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça, e de seu escritório de advocacia revelaram transações financeiras feitas com dois filhos de ministros do STJ. Paulo Salomão é investigado na Operação E$quema S, da Lava Jato do Rio de Janeiro, por ter recebido valores da Fecomércio na gestão de Orlando Diniz (foto). Ele não foi denunciado até o momento como outros advogados, mas teve os sigilos levantados por ordem do juiz Marcelo Bretas.

De acordo com o extrato bancário, a conta pessoal de Paulo Salomão recebeu, em abril de 2015, quatro repasses de Djaci Falcão Neto, filho do ministro Francisco Falcão. Os pagamentos somam 751 mil reais. Já o escritório de Paulo Salomão transferiu valores mensais para Pedro Henrique Di Masi Palheiro, filho do ministro Antonio Saldanha Palheiro, entre 2015 e 2017.

Os pagamentos de Paulo Salomão a Palheiro são justificáveis, porque os dois são sócios. Palheiro chegou a ocupar um cargo no governo de Sérgio Cabral.

Os repasses de Djaci Falcão Neto a Paulo Salomão, por sua vez, estariam relacionados à atuação de ambos em uma disputa judicial travada no STJ entre a Eldorado e a Fibria, duas gigantes do setor de celulose. Eles atuaram para a Fibria.

Os pagamentos de Djaci começaram a ser feitos no mesmo dia em que foi publicada pelo STJ uma decisão favorável à empresa. As quatro transferências entre as contas pessoais de Falcão Neto e Salomão estão atreladas a um contrato firmado entre a Fibria e o escritório Maciel Advogados Associados.

O escritório havia firmado uma “sociedade em conta de participação”, primeiro com Falcão Neto, e depois com Salomão. Esse tipo de contrato não é uma sociedade tradicional porque não tem personalidade jurídica e os integrantes não ficam conhecidos por terceiros. Ela é formada pelo sócio ostensivo, que é o dono da empresa, no caso a Maciel Advogados, e pelos sócios participativos.

O contrato também previa a divisão do lucro líquido entre os "sócios". Pelo acordado, 57% do valor iria para Falcão Neto, 28% para Paulo Salomão e 15% para a Maciel Advogados.

Os advogados Paulo Salomão e Djaci Falcão Neto não se manifestaram. Pedro Palheiro afirmou que integra os quadros do escritório do sobrinho de Salomão desde 2014, antes de seu pai virar ministro. Segundo ele, devido a essa relação contratual, ele recebe os vencimentos mensais em sua conta. Sobre a delação no Rio, diz o advogado, a citação foi uma vingança pessoal do delator e o caso foi investigado e arquivado pelo Ministério Público.

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Comentários (10)

Lucia

2020-10-21 00:48:24

E pensar que o Rio já teve as maiores e mais prestigiadas bancas advocatícias do país, com respeitadas cabeças de elevado saber jurídico e insuspeitada ética. O que temos hoje é o rebotalho!


Jose

2020-10-19 13:43:24

Salgados = corruptos, sorry


Jose

2020-10-19 13:36:15

Meu Deus, de novo. Os filhotes de ouro. Como é bom ter pais bem posicionado e VENAIS. Ops, corruptos mesmo. Eu sempre fui favorável a que o setor judiciário fosse bem remunerado como antídoto à corrupção. Não adiantou nada. Continuam salgados do mesmo jeito, com exceções.


Silvino

2020-10-19 10:32:27

Enquanto isso em Pindorama os poderosos transitam pelos Iates Clubes, pelas marinas, pelas viagens internacionais, pelos carros caríssimos, degustando lagostas, charutos cubanos, e vinhos premiados, sob a proteção da Suprema Tragédia Federal. E o povo brasileiro, ora, isso é um simples detalhe, como diria Parreira. Essa gentalha sempre se beneficiou do dinheiro público e é acobertada por uma Câmara Federal, um Senado e um STF lenientes com toda essa corrupção desenfreada.


Astor

2020-10-17 21:52:04

Nenhum membro do judiciário deveria ser escolhido pelo executivo e sabatinado pelo legislativo. O resultado dessa mitologia, podemos ver no hoje


Astor

2020-10-17 21:47:13

Os três poderes se aparelharam ao longo das décadas, de tal modo, que todos possam viver no paraíso


Nilson

2020-10-17 19:03:43

É ou não necessário a lava toga, é um cheiro de podre em algumas esferas do judiciário que ninguém aguenta mais tantos desmandos....


Tal

2020-10-17 17:20:22

Justiça podre. Onde se cava surgem novos fatos, sempre "aterradores". E todos esses corruptos - juristas e advogados - não pegam cadeia.


Ary

2020-10-17 13:49:12

cavou achou! o país das minhocas!


Nelson

2020-10-17 12:53:13

Vocês entendem agora por qual razão há uma imensa quantidade de postulantes ao cargo de ministro do STJ ?


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Comentários (10)

Lucia

2020-10-21 00:48:24

E pensar que o Rio já teve as maiores e mais prestigiadas bancas advocatícias do país, com respeitadas cabeças de elevado saber jurídico e insuspeitada ética. O que temos hoje é o rebotalho!


Jose

2020-10-19 13:43:24

Salgados = corruptos, sorry


Jose

2020-10-19 13:36:15

Meu Deus, de novo. Os filhotes de ouro. Como é bom ter pais bem posicionado e VENAIS. Ops, corruptos mesmo. Eu sempre fui favorável a que o setor judiciário fosse bem remunerado como antídoto à corrupção. Não adiantou nada. Continuam salgados do mesmo jeito, com exceções.


Silvino

2020-10-19 10:32:27

Enquanto isso em Pindorama os poderosos transitam pelos Iates Clubes, pelas marinas, pelas viagens internacionais, pelos carros caríssimos, degustando lagostas, charutos cubanos, e vinhos premiados, sob a proteção da Suprema Tragédia Federal. E o povo brasileiro, ora, isso é um simples detalhe, como diria Parreira. Essa gentalha sempre se beneficiou do dinheiro público e é acobertada por uma Câmara Federal, um Senado e um STF lenientes com toda essa corrupção desenfreada.


Astor

2020-10-17 21:52:04

Nenhum membro do judiciário deveria ser escolhido pelo executivo e sabatinado pelo legislativo. O resultado dessa mitologia, podemos ver no hoje


Astor

2020-10-17 21:47:13

Os três poderes se aparelharam ao longo das décadas, de tal modo, que todos possam viver no paraíso


Nilson

2020-10-17 19:03:43

É ou não necessário a lava toga, é um cheiro de podre em algumas esferas do judiciário que ninguém aguenta mais tantos desmandos....


Tal

2020-10-17 17:20:22

Justiça podre. Onde se cava surgem novos fatos, sempre "aterradores". E todos esses corruptos - juristas e advogados - não pegam cadeia.


Ary

2020-10-17 13:49:12

cavou achou! o país das minhocas!


Nelson

2020-10-17 12:53:13

Vocês entendem agora por qual razão há uma imensa quantidade de postulantes ao cargo de ministro do STJ ?



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