Por que o MP Eleitoral quer barrar a candidatura de Weverton Rocha
Candidato à reeleição, ele é vice-líder do governo Lula no Senado
O Ministério Público Eleitoral do Maranhão pediu a impugnação do registro da candidatura à reeleição do senador Weverton Rocha (PDT-MA, foto), vice-líder do governo Lula no Senado.
A ação se baseia em multas eleitorais que não foram quitadas pelo senador.
Weverton Rocha tem um prazo de sete dias para contestar a solicitação.
Cabe ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão decidir sobre a candidatura do senador.
Investigações sobre Weverton Rocha
Enquanto tenta salvar sua candidatura, Weverton Rocha é investigado pela Polícia Federal por suposto envolvimento no esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
O pedetista foi alvo da PF em dezembro de 2025, acusado de ser uma peça-chave no esquema de roubo de aposentadorias e pensões.
A PF chegou a pedir a prisão do parlamentar, mas a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifestou contra.
O relatório final da CPMI do INSS, apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), diz que o líder do PDT no Senado, Weverton Rocha (MA), atuou como “liderança política e suporte institucional da organização criminosa” responsável pelos descontos não autorizados em aposentarias e pensões.
Gaspar pediu o indiciamento do pedetista.
“O parlamentar atuou como o articulador que garantia a fluidez dos interesses do grupo dentro da administração pública, permitindo a manutenção e expansão do sistema de descontos indevidos em benefícios previdenciários”, pontuou o documento.
“O Senador é apresentado pela Polícia Federal como a figura que conferia proteção institucional necessária ao enriquecimento de Antônio Camilo [o “Careca do INSS”]. A prova material central é o arquivo digital intitulado ‘GRUPO SENADOR WEVERTON’, localizado pela perícia em 2023 nos dispositivos de Alexandre Caetano dos Reis e Rubens Oliveira Costa. Tal planilha associa a estrutura financeira do parlamentar a entidades investigadas, como a UNASPUB e a ABAPEN”, acrescentou.
A esposa, a filha e duas irmãs do senador Weverton Rocha foram alvos da Operação Sem Desconto em 4 de agosto.
Ligado ao senador, o advogado Willer Tomaz também esteve na mira da PF.
Segundo a PF, o advogado repassou pelo menos 11 milhões de reais a Samya Bernardes Rocha, esposa de Weverton Rocha.
A Polícia Federal identificou contatos entre o senador Weverton Rocha e o ministro do Superior Tribunal de Justiça Humberto Martins durante uma investigação que apura uma suposta organização criminosa no Maranhão.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal e é relatado pelo ministro Flávio Dino.
O inquérito reúne suspeitas de homicídio, corrupção, desvio de recursos públicos e tentativa de obstrução da Justiça.
Segundo a investigação, dados extraídos do celular de Weverton Rocha apontam que o senador teria procurado diretamente Humberto Martins para tratar de processos específicos. A PF também identificou situações em que o parlamentar teria mencionado pessoas interessadas nas decisões.
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