Por que Elon Musk foi intimado a depor na França
Escritório do X foi alvo de buscas nesta terça-feira, 3
O Ministério Público de Paris e da polícia francesa realizaram nesta terça-feira, 3, buscas no escritório do X na França.
A operação apura as suspeitas de "falsificação do funcionamento de um sistema automatizado de processamento de dados como parte de um grupo organizado, extração fraudulenta de dados de um sistema automatizado de processamento de dados como parte de um grupo organizado e administração ilegal de uma plataforma como parte de um grupo organizado".
O bilionário Elon Musk (foto), dono do X, foi intimado pelos promotores franceses a prestar esclarecimentos sobre a plataforma em abril.
Em comunicado, a Procuradoria de Paris disse estar ampliando a investigação após denúncias sobre o funcionamento do chatbot do Grok, a inteligência artificial do X.
A investigação também apura a alegada cumplicidade na "detenção e difusão" de imagens de natureza pornográfica infantil, além da violação dos direitos de imagem de uma pessoa com deepfakes de conteúdo sexual explícito.
O chatbot do Grok também teria gerado publicações que negavam o Holocausto, prática considerada crime na França.
"Nesta fase, a condução desta investigação faz parte de uma abordagem construtiva, com o objetivo final de garantir que a plataforma X cumpra as leis francesas, na medida em que opera em território nacional", afirmou o gabinete do procurador.
Além de Musk, a ex-CEO do X Linda Yaccarino também foi intimada a depor em 20 de abril. Ela foi CEO do X de maio de 2023 a julho de 2025.
À Associated Press, o porta-voz da Europol, Jan Op Gen Oorth, disse que a agência policial da União Europeia "está apoiando as autoridades francesas neste caso".
Em 2025, a X deixou de financiar o SAFER, ferramenta que combate a distribuição de pornografia infantil.
A rede social prometeu implementar sua própria ferramenta.
"No entanto, a diminuição das denúncias de conteúdo e a proliferação de imagens de pornografia infantil levantam preocupações de que a plataforma X esteja deliberadamente permitindo que a pornografia infantil floresça, contribuindo para a produção dessas imagens", afirmou o Ministério Público de Paris.
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