Júlio Nascimento/PR

O impacto da convocação da ‘Capitã Cloroquina’

13.05.21 10:47

Secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro (foto), conhecida como “Capitã Cloroquina“, vai depor à CPI da Covid. A pediatra deve ser a primeira profissional que ainda integra os quadros da pasta a admitir a ação coordenada do governo federal pela difusão do chamado “tratamento precoce“, método que inclui o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes contra o novo coronavírus, como cloroquina e azitromicina.

Os senadores aprovaram a convocação na manhã desta quinta-feira, 13. A secretária falará à CPI na próxima quinta-feira, 20. Mayra está no cargo desde o começo do governo Jair Bolsonaro, a convite de Luiz Henrique Mandetta. Ex-presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, a pediatra foi candidata ao Senado pelo PSDB em 2018, com apoio do grupo RenovaBR, mas ficou em quarto lugar.

Se, por um lado, Mayra tende a fazer uma incisiva defesa da prescrição da cloroquina e da autonomia dos médicos para a indicação do medicamento, conforme a cartilha de Bolsonaro, por outro, pode entregar elementos capazes de reforçar o arsenal da CPI contra o governo federal.

Em depoimento ao Ministério Público Federal, a secretária admitiu ter planejado a comitiva de médicos que promoveu o “tratamento precoce” em Manaus dias antes de o sistema de saúde do Amazonas entrar em colapso, após pedidos de suporte ao Ministério da Saúde.

Em razão da crise na capital manauara, Mayra, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e mais quatro agentes públicos respondem a um processo por improbidade administrativa. O MPF os acusa de omissão entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021.

Os senadores questionarão Mayra, ainda, sobre o aplicativo TrateCov, sistema que prescrevia indiscriminadamente remédios ineficazes contra o coronavírus, e sobre a ampliação da produção da cloroquina pelo laboratório do Exército. Os parlamentares ainda pretendem realizar indagações sobre a distribuição do medicamento por meio do SUS para o tratamento da Covid.

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    1. Estranho que quando os palhaços Bozo, José, Maria, Galt, Paulo e outros pseudônimos ofendem outros leitores com opinião diferente ninguém liga. Em tempo, esses medicamentos não curam Covid, assim como nenhum outro. Mas vários medicamentos ajudam a tratar efeitos da covid. Assim como tylenol não cura covid, mas é usado. Comprovadamente inútil para curar Covid 19.Oxigênio também não cura, mas........

    2. Vergonhoso ter que ver um comentário como desse cidadão chamado Ricardo. Ou pode ser que seja um robô a serviço do Carluxo. Deve ser favorável a que se gaste dinheiro só porque um maluco que não é médico disse que o remédio funciona.

    3. Deixe Celso em paz ele, ele é o Ricardo, o OBTUSO. 🐐

    4. Sr Ricardo. Os assinantes da revista Crusoé se pautam pela boa educação e comentários que primam pelo bom senso e sensatez. A menos que Vossa Senhoria tenha a vossa assinatura paga com recursos públicos, poupe seu dinheiro e a nossa sensibilidade cancelando a assinatura de modo a não ficar aqui escrevendo estultices com vocabulário típico dos ignorantes “ strictu senso”.

    1. Acho que não. O Renan deveria pedir a prisão do Flávio Bolsonaro pelas rachadinhas. E então o Flávio pediria a prisão do Renan. E pelo bem do Brasil, teríamos dois vagabundos presos.

  1. Quer dizer que se prescreve remédios com graves efeitos colaterais aqui no Brasil somente porque o Presidente manda. O Presidente é cientista da área de Medicina, por acaso? Esse remédio, cujo principio ativo é conhecido como COMPRIMIDOS DE QUININO desde a Pandemia de Gripe Espanhola de 1918-1920 deve ser usado após diagnóstico médico e tem conhecido efeito contra a malária. Jamais se pode medicar alguém preventivamente a não ser com vacina. Será que somos mesmo um país de ignorantes?

    1. PB, seu comentário é perfeito. A ignorância que estamos assistindo hoje, é um processo de imbecilidade do povo, perpetrado a mais tempo por outros governos.

    2. Toni, tu estavas em que planeta este tempo todo? Quanta ingenuidade neste teu comentário.

    3. O analfabetismo funcional dos governos FHC, Lula e Dilma, transformou o Brasil num pais de ignorantes com diploma universitário. O resultado macabro é essa manada de bovinos bestiais que confundem alfafa com cloroquina e têm uma visão de mundo distorcida e limitada. 400 mil mortos são a consequência nefasta de um desgoverno anti-ciencia. Sim, FHC, Lula, Dilma e Bolsonaro, são o apocalipse brasileiro.

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