Moraes insinua que PF recebeu auxílio de "órgão estrangeiro" contra ele
Ministro do STF fala em "clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026"
Ao rebater o relatório produzido pela Polícia Federal sobre sua relação com Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, insinuou que a PF recebeu auxílio de um "órgão estrangeiro" para elaborar um documento contra ele, "demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026".
"O relatório é imprestável porque houve total quebra da cadeia de custódia, inclusive com relatório não realizado integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o Juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito."
Em outro ponto da manifestação, Moraes repete o argumento, dizendo que o prazo de elaboração era "impossível" para aquele relatório e que os metadados "comprovam" a tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras.
"O Prazo de elaboração foi de 72 horas, impossível para aquele relatório, mas os metadados comprovam que o relato não foi produzido efetivamente pela Polícia Federal, mas sim por agentes externos – pela forma de produção, provavelmente estrangeiros, comprovando a tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras – que somente enviaram o resultado para a Polícia Federal. Os metadados mostram que o IPJ (relato) foi aberto e finalizado no mesmo dia no computador da PF, ou seja, foi simplesmente inserido. O que reforça a absurda quebra de cadeira de custódia."
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A defesa de Moraes
Em documento de 44 páginas e 121 tópicos encaminhado à presidência do STF, Moraes concentra sua defesa em quatro argumentos: a nulidade da investigação instaurada de ofício por Mendonça; o suposto direcionamento da apuração para incriminá-lo; a fragilidade do relatório produzido pela Polícia Federal; e a inexistência de autoria ou materialidade de qualquer crime atribuído a ele.
A principal tese apresentada pelo ministro é que Mendonça não teria competência para determinar, por iniciativa própria, uma investigação contra integrante do STF. Segundo Moraes, não houve pedido da Polícia Federal nem da Procuradoria-Geral da República, tampouco autorização do plenário da Corte.
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