Marília Campos descarta disputar governo de MG e questiona estratégia do PT
Ex-prefeita de Contagem defendeu uma candidatura de centro e criticou espera por Rodrigo Pacheco
A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT-MG) descartou concorrer ao governo de Minas Gerais após ser pressionada pelo PT a lançar sua candidatura.
Segundo Marília, o assunto é "página virada".
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, ela criticou o tempo dado pelo presidente Lula para que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) decidisse se concorreria ao comando do Executivo ou não.
"Eu não sei o porquê se deu esse tempo todo, não sei quais eram as razões de ter de ter tido essa expectativa e esse tempo de espera", afirmou.
"Eu disse que não estaria [disponível], que a minha estratégia política é outra, era não ter candidatura própria, continuando, inclusive a estratégia anterior [com Pacheco], que é ter uma candidatura de centro. E aí, ao PT coube estabelecer os contatos para definição ou redefinição da estratégia eleitoral: ou para lançar a candidatura própria ou para compor com o PSD, com o MDB", disse.
Marília disse que comunicou ao partido que não pretendia concorrer e defendeu a estratégia da sigla de apoiar um nome de centro.
Com a desistência de Pacheco, os deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG) passaram a ser apontados como os principais nomes do partido para a disputa.
Segundo O Globo, Lula e integrantes da pré-campanha se reuniram na terça, 7, para definir o nome.
Fim da carreira política?
Pacheco, que era o nome preferido do presidente para a disputa, anunciou que pretende encerrar sua carreira política ao fim do atual mandato.,
Em maio, o ex-presidente do Senado afirmou que a decisão também é válida para o Supremo Tribunal Federal (STF).
“Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, afirmou.
Ele era visto por aliados de Lula como um dos principais nomes para disputar o comando do estado.
Embora nunca tenha se declarado pré-candidato, o senador chegou a participar de conversas com dirigentes petistas sobre a sucessão em Minas.
Em abril, trocou o PSD pelo PSB, movimento que alimentou as especulações sobre uma eventual candidatura.
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