Adriano Machado/Crusoé

Após lobista da Precisa negar relações com Maximiano e Dias, senadores mencionam encontros e ligações

15.09.21 12:49

Investigado como lobista da Precisa Medicamentos, Marconny Albernaz Faria afirmou à CPI da Covid nesta quarta-feira, 15, que encontrou o dono da empresa, Francisco Maximiano, apenas duas vezes e declarou que não mantém “nenhuma” relação com Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, tampouco se lembra como o conheceu.

Informações em mãos dos senadores, no entanto, indicam contradições. A CPI norteia a oitiva de Marconny com base nas quebras de sigilo do lobista, autorizadas no âmbito da Operação Faroeste, deflagrada no ano passado para investigar um grupo responsável pelo desvio de recursos públicos do Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado ao Ministério da Saúde. O Ministério Público Federal encaminhou o acervo à comissão depois de identificar a relação dele com a Precisa.

Questionado quantas vezes havia encontrado Roberto Ferreira Dias, Marconny disse que duas, mas declarou não recordar se o ex-diretor de Logística da Saúde esteve em sua casa. O relator da CPI, Renan Calheiros (foto), então lembrou de uma reunião entre os dois, na residência do lobista, no ano passado.

Ele esteve na sua casa até a madrugada do dia 19 de junho de 2020. Qual foi o assunto que trataram neste encontro?“, indagou. Marconny, então, ficou em silêncio, amparado por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal.

Às 3 horas e 10 minutos, o depoente avisa a Maximiano, quem ele falou que viu apenas duas vezes, que Bob [Roberto Dias] acabara de sair de sua casa e que a conversa foi muito boa. Em seguida, Marconny envia as mesmas mensagens, na mesma direção, para Danilo Trento [diretor da Precisa]“, revelou Renan.

Indagado se recebeu Maximiano sete dias depois, em 26 de junho, em seu escritório, Marconny também ficou calado. “O Marconny diz a Francisco Maximiano que está em seu escritório esperando por ele. Marconny manda a localização e diz que a sala é a 907“, retomou Renan.

O relator sublinhou também que Maximiano ligou para o lobista às 5 horas da manhã de 2 de julho de 2020 para tranquilizá-lo sobre a Operação Falso Negativo, que apurou um esquema de superfaturamento de testes para a detecção da Covid-19 vendidos pela Precisa ao governo do DF.

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  1. Quem dá importante p essa CPI conduzida por 2 desclassificados, bandidos corruptos querendo apontar o dedo p outrosque atrapalham suas falcatruas .

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