Líder do PT no Recife se licencia para integrar campanha de Raquel Lyra
Dirigente anunciou licenciamento da presidência municipal após sigla oficializar apoio à candidatura de João Campos
O presidente do PT do Recife, vereador Osmar Ricardo, se licenciou do comando municipal da sigla e do Diretório Nacional para atuar na campanha de Raquel Lyra (PSD, foto à esquerda) à reeleição ao governo de Pernambuco.
A decisão foi tomada após o PT oficializar apoio ao ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), na disputa pelo governo estadual.
“Anunciei meu licenciamento da Presidência do PT e também do Diretório Nacional para seguir, com independência, a campanha de Raquel Lyra ao Governo de Pernambuco, sem criar conflitos internos e respeitando os companheiros do partido”, afirmou Ricardo.
Raquel vira
Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira, 28, aponta a virada da governadora Raquel Lyra sobre o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB) no segundo turno, às vésperas do início da campanha eleitoral.
Candidata à reeleição, ela tem 45% das intenções de voto, contra 39% do socialista, apoiado por Lula (PT).
Em abril, mês anterior em que o levantamento foi realizado, Raquel tinha 38% dos votos. Na ocasião, João Campos estava com 46%.
Brancos, nulos, não vão votar e indecisos somavam 16% em abril e se mantiveram em 16% em julho.
O avanço de Raquel
Raquel Lyra superou João Campos na maioria dos recortes realizados pela Quaest.
Na divisão por sexo, ela obteve 44% das intenções de voto entre as mulheres e 46% entre os homens.
O ex-prefeito de Recife teve 40% e 37%, respectivamente.
Por faixa etária, Raquel só não está à frente no eleitorado de 60 anos ou mais. João Campos tem 44% e ela, 38%. Mesmo assim, a governadora cresceu cinco pontos percentuais neste setor, enquanto o ex-prefeito caiu seis pontos.
Por escolaridade e por renda domiciliar, Raquel Lyra também aparece à frente em todas as faixas testadas, assim como na divisão do eleitorado por religião.
Chama a atenção o avanço de Raquel perante o eleitorado evangélico.
Em abril, os dois candidatos tinham 42% dos votos dos evangélicos. Em julho, Raquel subiu para 58%, enquanto João Campos caiu para 32%.
Esquerda
João Campos ainda tem mais intenções de voto no eleitorado que se classifica como “lulista” e “esquerda não lulista”.
Todavia, seu desempenho nestas duas faixas do eleitorado caiu.
Entre os “lulistas”, João Campos recuou de 65% para 56%.
Já entre a “esquerda não lulista”, o ex-prefeito passou de 63% em abril para 48% em julho.
Raquel Lyra avançou nos dois segmentos.
Leia também: O declínio de João Campos, o escolhido de Lula em Pernambuco
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