Governo Lula contra os “playboys”
Tratamento foi dado pela Casa Civil a quem ganha mais do que 5 mil reais por mês, independentemente do esforço empenhado para receber tal remuneração
O Ministério da Casa Civil, chefiado pelo petista Rui Costa, publicou na quarta-feira, 4, uma mensagem desdenhando dos "playboys", tratamento dado pela pasta a quem ganha mais do que 5 mil reais por mês, independentemente do esforço empenhado para receber tal remuneração.
Em alusão ao programa Big Brother Brasil, da TV Globo, o perfil do ministério escreveu:
"Hey, brother!
Tem justiça tributária elevando o carisma de 10 milhões de trabalhadores brasileiros!
O grande vencedor é o povo brasileiro."
A publicação também compartilhou duas imagens, diferenciando o "playboy" do "trabalhador que ganha até R$ 5 mil".

Após a repercussão negativa nas redes, a publicação foi removida do ar.
Ricos x pobres
O governo Lula tem feito uma perigosa campanha de “ricos contra pobres” para justificar o aumento de impostos no Brasil, elegendo o Congresso Nacional como “inimigo do povo”.
Em outubro, o presidente Lula chegou a dizer que o "rico, quando tem muito dinheiro, vai comprar um tijolo em Paris".
Em junho, ele disse que algumas pessoas "não gostam" dele por conta do projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até 5 mil reais por mês.
O petista voltou a disparar contra a elite econômica, afirmando que, "se estivesse em uma reunião com eles, tomando uísque" ou se "fosse jogar golfe com eles", seria apoiado por "eles".
"Tem gente que eu sei que não gosta de mim. E não gosta de mim exatamente porque eu gosto de vocês (apontando para a plateia formada por pequenos agricultores). Se eu não estivesse aqui e tivesse uma reunião com eles, tomando uísque, eles gostariam de mim. Se eu, todo dia 23 de dezembro, em vez de tomar café com os moradores de rua de São Paulo, eu fosse jogar golfe com eles, eles gostariam de mim. Mas é importante eles saberem que eu governo este país para todo mundo. Mas eu tenho um lado e o meu lado é o povo trabalhador, dos professores, da classe média baixa que é quem paga imposto de renda neste país", disse.
Polarização
Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho do ano passado, 53% dos brasileiros acham que o discurso que coloca ricos contra pobres “não está certo, porque cria mais briga e polarização no país”.
Apenas 39% acham o discurso certo, “porque chama atenção para os privilégios de alguns”.
Além disso, apenas 34% se disseram representados pela nova agenda do governo, contra 59% que não se sentem contemplados pelo discurso do ressentimento. E 79% disseram que o conflito entre governo e Congresso mais atrapalha do que ajuda o país.
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