Ex-assessor de Trump posta "último retrato de Xandão antes da prisão"
Jason Miller faz publicação com referência ao ministro do STF após relatório de comitê dos EUA
Jason Miller, ex-assessor do presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou, em seu perfil no X, um quadro de homem calvo com uma caneta na mão.
Na legenda, escreveu: "O úlitmo retrado de Xandão antes de ir para a prisão".
A publicação foi feita no contexto do novo relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos sobre "ataque à liberdade de expressão no Brasil".
O documento indica que Moraes seria responsável por liderar o "regime de censura brasileiro".
Segundo o comitê, as ações do magistrado incluem a emissão de ordens globais de remoção de conteúdo, a cooperação com entidades estrangeiras e a redução das proteções legais de plataformas digitais.
Truth Social e Rumble
O relatório também menciona decisões de Moraes envolvendo plataformas como Rumble e Truth Social.
"Quando plataformas como o X e o Rumble se recusaram a cumprir integralmente as exigências de censura, o ministro Moraes as multou e ordenou o encerramento de suas operações no Brasil. Se um juiz brasileiro pode ordenar que empresas americanas censurem a liberdade de expressão de residentes nos EUA, a liberdade de expressão americana está em risco", diz.
"As ordens globais de remoção e as proibições de plataformas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes para residentes nos Estados Unidos infringem diretamente os direitos dos americanos garantidos pela Primeira Emenda. O mesmo ocorre com a coordenação do governo brasileiro com censores estrangeiros e com a Universidade Stanford. Somadas à recente decisão de tribunais brasileiros de enfraquecer as proteções legais das plataformas de redes sociais, empresas americanas são, na prática, obrigadas a promover censura em massa para continuar operando no Brasil. O efeito inibidor pode ser global: as empresas passam a considerar a remoção preventiva de mais conteúdos — inclusive não brasileiros — para evitar responsabilização. E o alcance global dessas ordens de censura e mudanças legais não parece ser um efeito colateral, mas sim o resultado pretendido", acrescenta.
Miller detido no Brasil
Miller parece não ter se esquecido de quando foi detido pela Polícia Federal (PF), em setembro de 2021, no aeroporto de Brasília.
Ele viajava para participar do CPAC Brasil e foi conduzido pela PF para prestar depoimento no âmbito do inquérito das fake news no STF.
No ano seguinte, o ex-assessor de Trump esteve novamente no Brasil para participar do congresso.
Quando era CEO da rede Gettr, Miller foi informado de que sua empresa estava sendo investigada pelo TSE por ataques ao sistema eleitoral.
O tribunal chegou a determinar a suspensão de repasses financeiros a usuários bolsonaristas que utilizavam a rede.
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