EUA cobram designação global de Hezbollah e IRGC como terroristas
Presença de integrantes já foi identificada no Brasil, mas governo não adota designação formal
Os Estados Unidos solicitaram aos seus diplomatas no exterior que pressionem países a designarem o grupo terrorista libanês Hezbollah e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) como organizações terroristas.
Segundo a agência Reuters, a orientação partiu do secretário de Estado, Marco Rubio, em coordenação com Israel.
Na avaliação do governo americano, a ameaça representada pelo Irã e seus aliados cresceu de forma significativa.
Por isso, uma resposta coordenada entre países poderia limitar a capacidade de atuação desses grupos.
“Diante do crescente risco de ataques do Irã e seus parceiros, todos os governos devem agir rapidamente para reduzir as capacidades desses grupos terroristas", diz trecho da comunicação.
Efeito prático
Uma designação conjunta permitiria aos países cortar fontes de financiamento, restringir deslocamentos internacionais e dificultar a logística das organizações.
Para o governo americano, uma ação coordenada tende a ser mais eficaz do que medidas isoladas.
A Guarda Revolucionária é responsável por proteger o regime iraniano e coordenar operações militares no exterior.
Os Estados Unidos e Israel já classificam tanto a IRGC quanto o Hezbollah como organizações terroristas.
Brasil
No Brasil, os dois grupos não são oficialmente designados como terroristas.
O país, em geral, segue listas de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) e trata casos de terrorismo com base em investigações e decisões específicas.
Ainda assim, autoridades brasileiras já investigaram a atuação de redes ligadas ao Hezbollah na região da Tríplice Fronteira — entre Brasil, Argentina e Paraguai — além de registros em cidades como São Paulo e Curitiba.
Em 2018, Joseph Humire afirmou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) teria “ligações comprovadas” com o grupo libanês.
Onze integrantes do PCC foram incluídos em listas de sanções do Tesouro americano sob acusação de fornecer apoio ao Hezbollah.
Além da lavagem de dinheiro, essas conexões envolveriam, segundo autoridades americanas, compartilhamento de operações, táticas, treinamento e inteligência.
Crusoé procurou o Itamaraty para saber se os Estados Unidos já solicitaram oficialmente a designação, mas ainda não obteve resposta.
Leia também: Irã considera proposta de Trump "desconectada da realidade"
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)