"Eu nunca pedi para ninguém concordar com o regime do Irã", diz Lula
"Eu mesmo não concordo", afirmou o petista em meio à escalada da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã
Em meio à escalada da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, o presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira, 19, que "não concorda" com o regime dos aiatolás iranianos.
"Eu nunca pedi para ninguém concordar com o regime do Irã. Eu mesmo não concordo, tá? Mas a gente precisa aprender a respeitar a autodeterminação dos povos. Nós temos que aprender a respeitar a integridade territorial dos países. A gente não pode ter alguém achando que é dono do mundo e levanta de manhã: 'Eu vou tomar a Groenlândia, eu vou tomar o canal do Panamá, eu vou tomar Cuba, eu vou tomar Venezuela'. Não é possível. Não é possível. O mundo precisa de paz e não de guerra. O mundo precisa de educação e não de guerra. O mundo precisa de comida e não de guerra", disse o petista durante evento em São Paulo.
A defesa à "autodeterminação dos povos" é o pretexto de Lula para evitar um posicionamento crítico a ditaduras alinhadas à esquerda e seu antiamericanismo.
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— Revista Crusoé (@RevistaCrusoe) March 19, 2026
Alckmin no Irã
Em julho de 2024, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, viajou a Teerã para representar o governo brasileiro na posse do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.
Nessa ocasião, o vice de Lula foi filmado a três metros do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, e de outros líderes de grupos terroristas como Mohammed Abdulsalam, dos Houthis; Ziyad al Nakhalah, da Jihad Islâmica, e Ismail Haniyeh, do Hamas.
Após o evento em Teerã, Haniyeh, então líder máximo do Hamas, foi eliminado.
O Irã é o grande patrocinador dos grupos terroristas no Oriente Médio.
Protestos
Quando os protestos tomaram conta das ruas iranianas, o governo Lula disse, por meio do Itamaraty, acompanhar “com preocupação” a evolução das manifestações que ocorrem no Irã desde o dia 28 de dezembro.
Sem entrar em avaliações sobre a política interna iraniana, a chancelaria ressaltou que “cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”.
O governo brasileiro também fez um apelo para que os diferentes atores envolvidos na crise se engajassem em um “diálogo pacífico, substantivo e construtivo”.
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