Desaprovação de Delcy Rodríguez cresce na Venezuela
Pesquisa indica aumento de rejeição ao governo interino venezuelano e pessimismo em relação à economia
Levantamento AtlasIntel/Bloomberg mostra que a desaprovação da presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, subiu para 47,1% em abril.
Em março, o índice de rejeição era de 44,8%.
Em fevereiro, no início da série, marcava 44,3%, indicando uma tendência contínua de alta na desaprovação.
A aprovação também vem caindo desde o início da pesquisa, passando de 37% para 31,4% no período analisado.
Avaliação do governo
Desde a captura de Nicolás Maduro, os venezuelanos demonstram crescente pessimismo em relação à gestão de Delcy Rodríguez.
Entre os entrevistados, 45,3% classificam o governo interino como “regular”, enquanto 38,4% o consideram “ruim” ou “muito ruim”.
Apenas 16,2% avaliam a gestão como “boa” ou “ótima”.
Fraudes e corrupção
A principal preocupação da população é a possibilidade de novas revelações de esquemas de corrupção.
Em seguida, aparece o temor de destituição ou renúncia de Delcy Rodríguez.
Para 19% dos entrevistados, há ainda o receio de greves em larga escala.
Economia
Apesar da mudança no comando político, os primeiros meses de governo não foram suficientes para alterar a percepção sobre a crise econômica.
Para 57% dos entrevistados, a situação financeira das famílias é muito ruim, enquanto apenas 31% a consideram boa.
Em relação ao país como um todo, o pessimismo é ainda maior: 77% avaliam a situação econômica da Venezuela como negativa.
Mesmo com o chavismo firmando acordos com empresas estrangeiras, há um sentimento de desconfiança por parte dos venezuelanos.
Figuras políticas
Presos políticos
A ONG Foro Penal informou nesta quinta, 30, que ainda há 454 presos políticos no país.
Entre eles, 41 estrangeiros com dupla nacionalidade.
Na prática, a lei de anistia pareceu mais uma necessidade de prestar satisfação à comunidade internacional.
"O Foro Penal denuncia que a Lei de Anistia se tornou um canal para retardar ou paralisar a liberdade de muitos", diz o comunicado da organização.
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