Alan Santos/PR

Depois de reunião fora da agenda, governo diz que Brasil e Argentina querem ‘trabalhar juntos’

01.12.20 07:01

Exatas onze horas separaram o fim da primeira reunião bilateral entre Jair Bolsonaro e Alberto Fernández (foto) da divulgação de um curto comunicado pelo governo brasileiro, no fim da noite de segunda-feira, 30, informando sobre os resultados da conversa, que marcou a comemoração do Dia da Amizade Brasil-Argentina e os 35 anos da Declaração de Iguaçu assinada pelos presidentes José Sarney e Raúl Alfonsin. Durante a maior parte do dia, o encontro por videoconferência sequer constou das agendas do presidente da República e de seu ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

“A reunião proporcionou oportunidade para que os dois presidentes confirmassem seu desejo de trabalhar juntos em prol do desenvolvimento de seus países, notadamente no aperfeiçoamento do Mercosul e nas negociações comerciais do bloco com outros parceiros”, diz o Itamaraty. “Trataram igualmente da cooperação em segurança e defesa, em ciência e tecnologia, em energia nuclear e no combate aos desafios criados pela pandemia”, acrescenta o comunicado à imprensa.

Mais cedo, a presidência da Argentina emitiu comunicado mais extenso sobre o encontro, acrescentando inclusive falas de Bolsonaro que não aparecem na nota do Itamaraty. “O Chefe do Estado brasileiro sublinhou que ‘o Mercosul é o nosso principal pilar de integração’, ao mesmo tempo que apelou à geração de ‘mecanismos mais ágeis e menos burocráticos’ no quadro do organismo multilateral. Ele também expressou sua vontade de avançar em áreas de interesse comum, especialmente no campo do turismo”, diz a Casa Rosada.

Em seu comunicado, Alberto Fernández também pediu um esforço para deixar “as diferenças do passado e enfrentar o futuro com as ferramentas que funcionam bem entre nós para realçar todos os pontos de concordância”.

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  1. Essa reunião dos dois presidentes foi uma ótima iniciativa. Digna de aplausos. As diferenças ideológicas devem ficar de lado, pois os dois Países têm muitos interesses em comum. Precisamos torcer, tb, q a economia da Argentina se recupere e crie muitos empregos. Caso isso não ocorra e a crise por lá se agrave, muitos argentinos poderão buscar emprego e abrigo no Brasil. E nós não poderemos deixar de ajudá-los. Afinal, não é por acaso q os tratamos como "Los Hermanos".

  2. Dois países rurais falando em colaboração na área de ciência e tecnologia. É risível. Países que vivem de commodities agrícolas e minerais não possuem futuro!

    1. Isso Honestino. Austrália não tem muito futuro na situação atual. Por isso eles investem 2.3% do PIB em ciência e tecnologia para sair deste buraco, enquanto o Brasil investe por volta de 1%. Israel investe 4.9% e os Estados Unidos 2.7%.

  3. nao vejo problema no jair CHAPOLIN se aproximar da esquerda latina ,uma vez que ele esta CASADO COM ESQUERDA BRASILEIRA.

  4. Não fosse a iniciativa do Presidente argentino, o encontro não teria acontecido. Nossa diplomacia, com Ernesto Araújo, continua sendo um zero à esquerda: não vale nada!

    1. E ainda divulgando parcialmente o que foi tratado. Cômico e cínico!

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