Câmara aprova texto-base de plano de socorro a estados e municípios
Por 431 votos a 70, a Câmara aprovou nesta segunda-feira, 13, o texto-base do plano de socorro a estados e municípios para reforçar o combate ao novo coronavírus. Condenada pelo Ministério da Economia, a proposta estabelece que a União compense governos locais pela queda da arrecadação do ICMS e do ISS entre abril e setembro. ...

Por 431 votos a 70, a Câmara aprovou nesta segunda-feira, 13, o texto-base do plano de socorro a estados e municípios para reforçar o combate ao novo coronavírus. Condenada pelo Ministério da Economia, a proposta estabelece que a União compense governos locais pela queda da arrecadação do ICMS e do ISS entre abril e setembro.
Em entrevista coletiva nesta tarde, o presidente da casa, Rodrigo Maia (foto), alegou que a proposta trata-se de “um seguro”. “Você vai transferir para os estados só aquilo que foi reduzido em relação à arrecadação nominal de 2019”, explicou.
Somente a recomposição dos caixas estaduais e municipais custará ao governo federal 80 bilhões de reais. O projeto de lei ainda prevê a suspensão da dívida dos estados com bancos públicos, cujo impacto estimado é de cerca de 9,6 bilhões de reais.
A proposição chancelada pelo plenário é mais enxuta que o texto original. Retirou-se, por exemplo, a autorização para que estados contratassem empréstimos com valor equivalente a até 8% da receita corrente líquida, a RCL.
Ainda assim, o governo federal não concorda com o projeto. O ministro da Economia, Paulo Guedes, argumenta que a compensação é inviável porque não se sabe a profundidade nem a duração da crise. “Seria uma irresponsabilidade fiscal e um incentivo perverso, um cheque em branco para governadores de estados mais ricos”, disse em mensagens distribuídas a jornalistas.
Para a equipe econômica, o ideal seria o repasse de um valor fixo, entre 32 bilhões de reais e 40 bilhões de reais, às unidades federativas, com a contrapartida de congelamento dos salários do funcionalismo. O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo, adiantou que vai sugerir ao presidente Jair Bolsonaro vetos a trechos do texto, por recomendação de Guedes.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (10)
Cosme
2020-04-15 03:19:21Agora tá do jeito que esse bando de canalhas gostam vão roubar a vontade.
Afranio
2020-04-14 15:19:47Atenção assinantes da Crusoe, para não serem surpreendidos como eu, enviem EMail : [email protected] e solicitem a retirada da renovação de assinatura automática. Isso é uma armadilha dessa revista. Terei que pagar mais 12 meses para poder cancelar assinatura.
Any
2020-04-14 15:05:13Centrão maldito, quer roubar tudo e deixar a gente tão mal
ANTÔNIO
2020-04-14 14:16:40Maia realmente está presidindo o país, mas é importante deixar claro que essa lacuna ocupada por Maia se deve ao Bolsonaro.
SERGIO
2020-04-14 11:31:37O Mecanismo é mesmo poderosíssimo.
João
2020-04-14 11:13:06Trem da alegria do Botafogo. Veta tudo.
Roberto
2020-04-14 11:03:21Veta tudo. Manda nhonho vulgo Botafogo para pqp.
Elza
2020-04-14 10:27:50Veta todo o projeto Maia não pode fazer o que quiser com a economia para isso temos um ministro da economia que graças a Deus e Paulo Guedes não Maia
PEDRO
2020-04-14 10:13:01Na sua quase totalidade os comentários aqui expostos levam para um só final. Querem inviabilizar o governo. Estes malditos deputados e senadores, pode se somar a isso o STF, dirigidos por inescupulosos malfeitores do bem comum. Com essas medidas de abrir um cofre que não tem lastro, vamos afundar cada vez mais. Está o dirigindo o país para um caminho sem volta. CANALHAS.
Gilson
2020-04-14 09:35:25esse primeiro ministro, o medíocre deputado Maia, acha que dinheiro é capim. Esses governadores vão usar todo esse dinheiro do povo para suas sobrevivência política e usa-lo para se manter no poder. vai ficar mais e mais endividados e pagar os milhares de servidores que estão com os salários atrasados. Não tem fiscalização e controle de como vão gastar todo esse valor. O povo não suporta mais essa política desgraçada que só atinge os mais necessitados que irão pagar com a volta da inflação.