Divulgação/Governo FederalBaldy quer "importar" delegado de Goiás para comandar o Metrô paulista

Bretas aceita denúncia e Alexandre Baldy vira réu na Lava Jato do Rio

21.08.20 14:30

O ex-ministro Alexandre Baldy (foto) virou réu por corrupção na Justiça Federal do Rio de Janeiro. Secretário licenciado do governo João Doria em São Paulo, Baldy foi denunciado neste mês pela força-tarefa da Lava Jato fluminense pelo recebimento de 2,6 milhões de reais em propinas relacionadas a contratos do governo de Goiás e da Fiocruz, fundação vinculada ao governo federal.

A denúncia aceita na quinta-feira, 20, pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, envolve, ainda, outras dez pessoas suspeitas de integrar o esquema. Entre elas está o advogado Rodrigo Sérgio Dias, primo de Baldy e apontado como operador do ex-ministro. Foi pelas mãos de Baldy que Dias ocupou cargos públicos relevantes, como a presidência da Fundação Nacional da Saúde, a Funasa, no governo Michel Temer.

Baldy pediu licença do cargo de secretário dos Transportes Metropolitanos do governo Doria, em São Paulo, após ser preso em 6 de agosto na Operação Dardanários. Dois dias depois, o ex-ministro das Cidades no governo de Michel Temer foi solto graças a uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Ele nega as acusações.

Segundo a denúncia recebida por Bretas, Baldy recebeu propina em três esquemas diferentes de corrupção no governo de Goiás, estado de origem do político, e no governo federal, com o auxílio de seu primo. Além de ter presidido a Funasa, o advogado Rodrigo Dias também comandou o bilionário Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o FNDE, no ano passado, no governo de Jair Bolsonaro, além de ter sido diretor e conselheiro de estatais de transportes do governo Doria.

As acusações estão baseadas, principalmente, nas delações premiadas de três empresários, além de mensagens apreendidas em celular e registros de viagens e hospedagens em hotéis. Em uma delas, segundo o MPF, Baldy recebeu 500 mil reais em propina, entre abril e novembro de 2014, para atuar na liberação de pagamentos do governo de Goiás a uma organização social contratada pelo Hospital de Urgência da Região Sudoeste, o Hurso.

Entre 2015 e 2018, conforme a denúncia, Baldy recebeu mais 960,4 mil reais em vantagens indevidas, como uma comissão para favorecer a empresa Vertude em uma licitação da Junta Comercial de Goiás. Essa mesma empresa teria ainda pago 1,1 milhão de reais ao ex-ministro e ex-deputado pelo Progressistas entre 2016 e 2018 para ganhar um contrato na Fiocruz, por meio da atuação do primo de Baldy, que era presidente da Funasa à época.

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  1. Filho da...Andava posando de playboyzinho, ostentando, frequentando os lugares mais caros, charutos etc. O outro filho da... soltou ele (para variar), pois não gosta de ver bandido preso. E o povinho brasileiro, óh! Só toma naquele lugar!

  2. Vem cá, Crusoé/Antagonista. Vcs não vão mesmo comentar a decisão do órgão de Saúde da China que publicou novas diretrizes incluindo o uso da Cloroquina? Tá feio, senhores. Vcs chegaram a retirar uma matéria do site ante os comentários sobre o tema.

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