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Brasil volta à normalidade diplomática na questão de Taiwan

Na declaração conjunta entre Brasil e China, publicada após o encontro de Lula e Xi Jinping nesta sexta-feira (14) em Pequim, o item cinco reafirmou uma posição que já dura oficialmente 49 anos. Lê-se no comunicado: "A parte brasileira reiterou que adere firmemente ao princípio de uma só China, e que o governo da República...

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Redação Crusoé
2 minutos de leitura 14.04.2023 15:32 comentários 2
Brasil volta à normalidade diplomática na questão de Taiwan
Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Na declaração conjunta entre Brasil e China, publicada após o encontro de Lula e Xi Jinping nesta sexta-feira (14) em Pequim, o item cinco reafirmou uma posição que já dura oficialmente 49 anos. Lê-se no comunicado:

"A parte brasileira reiterou que adere firmemente ao princípio de uma só China, e que o governo da República Popular da China é o único governo legal que representa toda a China, enquanto Taiwan é uma parte inseparável do território chinês."

O posicionamento remonta a 1974, quando Brasil e a República Popular da China estabeleceram suas relações diplomáticas. Desde que Mao Tsé-tung e Ernesto Geisel firmaram laços ligando Brasília e Pequim, Taipé — ou a "República da China", como a ilha na costa chinesa se define desde que a Revolução Comunista de 1949 levou Chiang Kai-Shek para lá — ficou de fora.

A decisão de não reconhecer Taiwan foi feita para que o Brasil pudesse se beneficiar comercialmente e acompanhou a aproximação feita pelos Estados Unidos sob o governo de Richard Nixon.

Desde então, o Itamaraty formalmente nunca mudou sua posição.

O "Itamaraty informal" de Jair Bolsonaro, no entanto, quis passar outra ideia: em 2020, no auge da pandemia de Covid, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) apareceu em uma transmissão na internet com uma bandeira da ilha ao fundo, em provocação clara a Pequim.

No início da pandemia, o filho zero três correu para associar a China à pandemia. “Quem assistiu Chernobyl vai entender o que ocorreu. Substitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa”, escreveu. À época, o país — que é o maior parceiro comercial do Brasil — chamou as palavras de Eduardo de "irresponsáveis". 

Os chineses ficaram incomodados com o gesto do filho do então presidente, apesar de ele não ter qualquer posto diplomático e não ser um representante do governo brasileiro. O que contou foi o parentesco.

Desta vez, durante a visita de Lula, em que acordos na área de mídia foram celebrados, Eduardo Bolsonaro evitou comentar sobre o país que um dia provocou abertamente.

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Comentários (2)

Xico Só

2023-04-15 08:23:33

Oportunismo e ridículo puxa-saquismo e o Brasil grande fornecedor de alimentos essenciais e vitais à China não precisa deste tipo de babação para manter a parceria que interessa bem mais aos chineses e seu bilhão e meio de bicas a alimentar ... que idiota.


Juerg

2023-04-14 19:07:18

“Normalidade diplomático” de puxar o saco de uma ditadura que nega os direitos civis fundamentais do seu próprio povo. Uma ditadura com fome insaciável de se expandir nos sete cantos deste planeta! É o imperialismo do século 21!!


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Comentários (2)

Xico Só

2023-04-15 08:23:33

Oportunismo e ridículo puxa-saquismo e o Brasil grande fornecedor de alimentos essenciais e vitais à China não precisa deste tipo de babação para manter a parceria que interessa bem mais aos chineses e seu bilhão e meio de bicas a alimentar ... que idiota.


Juerg

2023-04-14 19:07:18

“Normalidade diplomático” de puxar o saco de uma ditadura que nega os direitos civis fundamentais do seu próprio povo. Uma ditadura com fome insaciável de se expandir nos sete cantos deste planeta! É o imperialismo do século 21!!



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