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    As ambiguidades do general Robert Lee, o mais odiado pelos destruidores de estátuas

    Até o ano passado, 780 estátuas confederadas foram removidas nos Estados Unidos. Elas faziam referência a militares que lutaram contra os estados abolicionistas do norte na Guerra Civil americana (1861-1865). De todos eles, o mais odiado é o general Robert E. Lee (foto). Para o historiador americano Tom Rideout, presidente da associação Reduto dos Generais,...

    Redação Crusoé
    5 minutos de leitura 04.07.2020 14:04 comentários 0
    Robert E. Lee general confederado estátua Virgínia
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    Até o ano passado, 780 estátuas confederadas foram removidas nos Estados Unidos. Elas faziam referência a militares que lutaram contra os estados abolicionistas do norte na Guerra Civil americana (1861-1865). De todos eles, o mais odiado é o general Robert E. Lee (foto).

    Para o historiador americano Tom Rideout, presidente da associação Reduto dos Generais, que congrega pais e ex-alunos da Universidade Washington e Lee, na Virgínia, os manifestantes que querem a remoção das estátuas deveriam conhecer mais a biografia do general. "Lee não acreditava na escravidão. Ele só teve escravos porque sua esposa os herdou", diz Rideout. Aos 79 anos, o historiador também condena o presenteísmo, que ele define como o hábito de julgar o passado segundo os valores do presente. Ele falou a Crusoé nesta entrevista:

    Por que tanta gente quer derrubar a estátua de Robert E. Lee?
    Porque ele foi um general dos estados confederados e foi dono de escravos. O que muitas pessoas não veem é que Lee não acreditava na escravidão. Ele só teve escravos porque sua esposa os herdou. E isso não durou muito, pois Lee os libertou antes da Guerra Civil americana. O problema é que qualquer coisa ligada a esse conflito passou a ser associada com a escravidão. Lee entrou no conflito porque era um militar bem-sucedido, formado na academia de West Point. Ele decidiu lutar do lado dos confederados porque seu estado, a Virgínia, estava sendo invadido. Depois do conflito, não há indícios de que ele tenha feito algo contra os negros. Acontece que, desde o assassinato de George Floyd, os manifestantes introduziram o conceito de cancelamento dentro da cultura típica americana, que até então estava basicamente centrada na Revolução Americana.

    O sr. poderia explicar o que seria esse cancelamento?
    Basicamente, significa que se pode cancelar estátuas ou nomes de pessoas de lugares públicos porque os valores dos tempos em que elas viveram eram diferentes. É o "presenteísmo", o hábito de julgar o passado pelos valores de hoje. Se os princípios dessas pessoas que viveram em outras gerações não estão de acordo com os valores de hoje, então elas devem ser canceladas, eliminadas, jogadas no lixo. Suas histórias devem ser apagadas dos livros, da internet, de qualquer lugar. Após a Guerra Civil, os Estados Unidos ainda sofreram com o flagelo da discriminação racial. Mas isso foi muito bem resolvido com o tempo, particularmente em meados de 1960. O pastor Martin Luther King Jr. foi muito bem-sucedido em comandar um movimento que instituiu leis pelos direitos civis. Isso deu um tom fabuloso para a cultura americana. Mas tem muita gente que, por um motivo ou por outro, acredita em um "racismo sistêmico" ou "racismo institucionalizado", que permeia quase toda a instituição nos Estados Unidos: governos, empresas, museus, faculdades. Não dá para saber qual será o próximo alvo dessa revolução.

    O que Lee fez depois do conflito armado?
    Depois que a guerra acabou, ele prometeu ajudar a reerguer os Estados Unidos. Investiu tempo, fama e capital político em resgatar a Faculdade Washington, que tinha três professores e não mais do que quarenta estudantes. Quando Lee morreu, a universidade já tinha quarenta professores e quatrocentos estudantes. Foi a sua redenção. A instituição, então, mudou de nome para Universidade Washington e Lee, em sua homenagem.

    Há algo que a Universidade Washington e Lee poderia fazer para resolver a queixa de um estudante negro da instituição que se incomoda com esse nome?
    Os nomes de George Washington (que também teve escravos) e de Robert Lee são muito valiosos para a marca da universidade. Tirá-los poderia trazer danos econômicos. A meu ver, os candidatos que querem fazer um curso na instituição poderiam ser perguntados no ato da matrícula se eles conhecem Washington e Lee. No caso de uma resposta negativa, a universidade poderia dar um documento com duas ou três páginas explicando quem foram eles.

    Esses nomes e essas imagens não seriam demonstrações de racismo?
    Há cerca de quinze anos, um grupo de estudantes fez uma petição pedindo que as bandeiras confederadas fossem removidas da Capela Lee. Essa construção foi erguida na época em que Lee era reitor. Lá estão os seus restos mortais e os de seus familiares. Depois de um debate muito saudável, a comunidade decidiu engavetar as bandeiras. Hoje restam poucos elementos físicos com referência aos confederados. Mas algumas pessoas acham que a retirada das bandeiras não foi suficiente e que os restos mortais deveriam ser retirados, o que acho exagerado.

    O sr. já sofreu alguma ameaça por causa de suas opiniões?
    Essas pessoas que adotam a cultura do cancelamento têm orgulho de não aceitar qualquer opinião distinta. Mas eu tenho uma visão diferente. Alguns de meus colegas também. Dizem que nós somos brancos privilegiados, racistas, e nos xingam com outras palavras não muito bonitas. Nós não prestamos atenção a elas. Nós entendemos o que eles não entendem. A Historia é muito importante para dar os marcos necessários para que as pessoas, as comunidades e nações possam planejar suas próprias histórias. Esses vestígios do passado precisam estar disponíveis para sabermos de onde viemos e para pensar para onde vamos, corrigindo o caminho se for preciso. Minha opinião não é a de que os monumentos devam ficar onde estão para serem celebrados. Eles devem ficar onde estão para que a gente saiba traçar nosso destino e fazer a História do futuro.

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